Se há uma actividade física que nos ajuda a conhecer os nossos limites, a curar vertigens e a manter uma excelente forma física é a de montanha. Quer falemos de escalada ou alpinismo, uma coisa é certa: há que ter uma boa condição física para a prática!
Conceptualmente, tanto o alpinismo como a escalada diferem do montanhismo. Este está relacionado com actividades de marcha no que se chama “média montanha” (i.e., até aproximadamente 2500 metros de altitude), e em geral não são necessários equipamentos específicos à prática.
Em termos da diferença entre alpinismo e escalada: o alpinismo requer equipamento específico (piolet, mosquetões, cordas, etc.) e pratica-se em alta montanha (acima dos 2500 metros). Na maioria dos casos é necessária a presença de um guia de montanha, frequentemente denominado por “top-rope” ou “primeiro de cordada”.
Quanto à escalada, tanto pode ser em alta montanha como no próprio sopé, uma vez que actualmente existem paredes artificiais para a modalidade e que podem ser colocadas na maioria dos recintos (ginásios, ringues, pavilhões desportivos, parques, etc.).
Conheçamos algumas das zonas e lugares mais recomendados para alpinismo e escalada em Portugal. Na região Norte do país destacam-se os picos de granito do Parque Nacional da Peneda-Gerês, um local de referência para qualquer alpinista. No entanto, há mais lugares para descobrir, tais como:
- As falésias de xisto em Nossa Senhora do Salto, a leste do Porto;
- O afloramento de granito de Cántaro Magro (500 m) na Serra da Estrela;
- Penhascos de calcário de Reguengo do Fetal, perto de Fátima;
- Paredes de rocha de Penedo da Amizade, perto do Castelo dos Mouros de Sintra;
- Rocha da Pena no Algarve;
São actividades que o nosso corpo e mente nos agradecem. Se nunca praticou nem escalada nem alpinismo, a nossa recomendação é procurar alguma entidade profissional que o/a possa instruir adequadamente. Se alguma vez praticou ou é praticante, então partilhe a experiência, recomendações e outras sugestões para quem o considera, nos comentários abaixo!



Portas de Almourão – Escalada – Proença-a-Nova
NOVO sector – Lagoa Verde
6+ encontro – 19 e 20 de outubro de 2013
Programa:
19 – sábado
9h00 – Concentração em Sobral Fernando
Abertura do sector Lagoa Verde
20h00 – Jantar Convívio
20 – domingo
10h00 – Workshop de iniciação à escalada em Portas de Almourão, Sobral Fernando
00h00 – Encerramento do encontro
Inscrições até dia 17 de Outubro pelo e-mail: zepataleno@hotmail.com
O meu conselho é: antes de se meterem no alpinismo ou montanhismo, garantam:
– Que tenham emprego digno razoável porque o equipamento de montanha assim como as saídas de montanha (transporte+combustível) tem custos. Salários mínimos não chega, e muito menos se se estiver em riscos de perder o trabalho, ou no desemprego.
– Que vivem perto de um local (ou num país) onde se possa aceder facilmente a essas actividades.
Isto é o mais importante a ter em conta antes de se deixar levar pela paixão e fascínio saudável do montanhismo.
É preciso ter algum dinheiro para poder sentir o ar fresco da montanha.
É preciso dinheiro para colocar uns crampons e sentir o desafio do gelo.
É preciso dinheiro para sorrir á beira de um lago glaciar ou respirar o ar das alturas.
Dinheiro – a palavra chave é dinheiro.
Porque até uma simples ida de Lisboa a Serra da estrela pode custar muito para quem não tem qualquer rendimento.
Dinheiro. A palavra mais importante a ter em conta antes de se meter num curso de montanhismo e mais tarde, sem emprego, sentir a dor e a saudade, fechados no betão da cidade sem fim.
Eu já passei por isso e sei. Quando perdi o meu rendimento e nunca mais encontrei um emprego á altura, nem em Portugal nem em áreas de montanha no estrangeiro, e nunca mais pude dedicar-me ao montanhismo, o meu coração despedaçou-se e nunca mais se voltou a recompor.
Alpinismo, montanhismo e escalada são estados de alma, de sentir e de ser.
Mas não existem sem dinheiro.
Quando custa para fazer o curso para iniciantes?