Author Archives: Julia Souza

Gastronomia Mediterrânica – Cozinha Portuguesa

A cultura e o estilo de vida do mediterrâneo têm vindo a ser cada vez mais divulgados através da gastronomia que se encontra enraizada nos países do sul da Europa. Portugal é um destes países bastante famosos pela sua gastronomia que proporciona um excelente menu de pratos diversificados e saudáveis. Apesar de não ser banhado pelo mar mediterrâneo, as tradições históricas, as condições climatéricas e a proximidade geográfica de Portugal fazem com que sejamos considerados uma cultura mediterrânica.

Cozido à Portuguesa

De 17 a 21 de outubro decorrerá em Portalegre o 3º Festival “Alentejo das Gastronomias Mediterrânicas”. O produto regional com destaque no evento deste ano será o azeite. Diversos estudos apontam Portugal como o país mediterrânico que menos alterou os seus hábitos alimentares tradicionais, permitindo assim que a sua gastronomia permaneça com os seus traços históricos e culturais que tanto caracterizam o país.

A cozinha mediterrânica mantém um ciclo muito específico dos alimentos e ingredientes usados consoante as estações do ano. É uma gastronomia saudável pela variedade de ingredientes, sabores e texturas. Uma das principais características desta cozinha é o uso do refogado em alguns pratos, processo este amplamente divulgado por portugueses e espanhóis.

Na base da dieta mediterrânica encontram-se o azeite, o pão e o vinho tinto. Nos seus pratos, os  legumes usados são variados e indicados para uma alimentação rica em nutrientes. A cozinha do mediterrâneo tem vindo a ser bastante explorada pelos restaurantes comerciais que apresentam uma forma mais rápida na confeção e uma diferenciada composição e harmonização dos alimentos e pratos regionais. Por sua vez, os restaurantes tradicionais mantêm as receitas do passado usando produtos e ingredientes naturais, com redução de sal e uma confeção mais demorada que resulta em pratos mais saborosos e autênticos.

Açorda Alentejana

A Açorda à Alentejana é uma sopa típica do Alentejo e a sua preparação e receita não são universais, dependem muito da região onde a Açorda é preparada e varia até mesmo de família para família. Este prato típico regional é considerado uma das 7 maravilhas da Gastronomia portuguesa, onde na sua preparação são acrescentadas ainda algumas ervas aromáticas.

Polvo à Lagareiro

O Polvo à Lagareiro, como o nome indica, é confecionado com polvo onde este é cozido e de seguida grelhado. O acompanhamento mais tradicional e popular deste prato são as batatas a murro, que são abundantemente regadas com azeite.

Bacalhau à Lagareiro

O Bacalhau à Lagareiro é uma das mais conhecidas e confecionadas receitas de bacalhau. Com origem nas Beiras, o bacalhau era originalmente confecionado nos fornos dos lagares de azeite, pela época do azeite novo que ocorria em meados do final de outubro. Assavam-se juntamente as batatas e cebolas com casca espetadas num arame que se pendurava dentro do mesmo forno a lenha. Juntava-se alho crú e regava-se o bacalhau com bastante azeite acabado de tirar do lagar.

Turismo Religioso em Portugal

Turismo Religioso

O turismo religioso em Portugal constitui-se como um importante setor da indústria turística portuguesa, representando internamente quase 50% das atividades e receitas. Igrejas, Mosteiros, Conventos, Capelas e Santuários são algumas das ligações dos devotos e curiosos a este fenómeno de crença no religioso, devotos estes que procuram ativamente visitar os muitos locais sagrados e de culto existentes em Portugal.

Os visitantes deslocam-se para participarem em várias atividades religiosas, tais como arraiais em honra dos santos padroeiros ou simplesmente para verem de perto os monumentos que ao longo do tempo foram associados à religião. Este envolvimento de gentes vindas de outras partes do país contribui cada vez mais para o desenvolvimento do turismo rural, que se expande por um diverso número de operadores turísticos e proporciona assim a introdução de novos destinos para os viajantes.

Como curiosidade, dados recentes mostram que “cerca de 300 a 330 milhões de peregrinos visitam anualmente os locais religiosos mais importantes do mundo”, e em Portugal calcula-se que entre 5 a 6 milhões visitem anualmente Fátima e os seus arredores.

Turismo Religioso Norte

Região Norte
Com uma enorme diversidade de espaços religiosos e culturais, a Região Norte mostra-se em fase de elevado crescimento do turismo religioso. Pode-se encontrar por todo o Norte manisfetações festivas que vão desde as grandes romarias a peregrinações e locais com mosaicos culturais e iconografia específica alusiva à religião.
No Minho existia o famoso Santuário de Nossa Senhora da Peneda que contava com antigos dormitórios onde os peregrinos podiam pernoitar. O Santuário foi transformado num hotel que hoje em dia permite aos turistas experienciarem uma noite no que já foi um antigo local de peregrinação. Podemos encontrar também a Capela de São Bento do Cando, situada no alto do Monte do Cando em Arcos de Valdevez, e nela encontra-se um conjunto singular de elevado valor arquitetónico. Em Trás-os-Montes encontram-se um grande número de santuários, sendo um deles o Santuário de Nossa Senhora Da Assunção que  é considerado o maior Santuário Mariano desta região.
No Douro Litoral deparamo-nos com vários Mosteiros e Santuários, Igrejas e Capelas. Estes monumentos alusivos a uma extrema religião são quase na sua maioria datados entre o século XVII e XIX e possuem uma arquitetura romântica e setencista. No Alto Douro existem várias Capelas que, pela sua antiguidade, possuem uma história única cravada nas suas paredes e objetos. A Sé de Lamego, fundada no ano de 1129, é uma catedral gótica com uma torre quadrada e uma arquitetura de cariz religioso sem igual.

Turismo Religioso Centro

Região Centro

O turismo religioso da Região Centro é fortemente marcado pela simbologia do Santuário de Fátima, fazendo da sua cidade e arredores o principal destino dos peregrinos. De uma outra dimensão, o Caminho Português de Santiago complementa também certas rotas de peregrinação para Fátima.

Na Beira Interior o património Religioso é na sua maioria de origem medieval, com alguns monumentos fundados no século XII que possuem estruturas e uma arquitetura do período proto-gótico. Algumas fachadas são setecentistas, mas em construções primitivas os estilos neo-gótico, maneirista e barroco são facilmente reconhecíveis. A Igreja da Misericórdia de Viseu é um magnífico exemplar da arquitetura religiosa portuguesa “rocaille” e neoclássica. Na Beira Litoral encontra-se um património de cariz religioso envolvido predominantemente por áreas verdes e paisagens deslumbrantes. O Santuário de Nossa Senhora da Encarnação, situado na cidade de Leiria, é um dos mais importantes santuários marianos do centro do país, com características que datam do século XVIII.

Na Sub-região do Oeste encontramos Igrejas, Mosteiros e Santuários com importantes descobertas de tempos antigos realizadas no território nacional e mesmo algumas na vizinha Espanha. O Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça é uma das primeiras fundações monásticas cistercienses edificadas em território português. O Santuário do Senhor do Calvário, em Torres Vedras, tem uma pequena estrutura e um interior decorado com painéis de azulejos figurativos que representam a paixão de Cristo.

Turismo Religioso Sul

Região Sul

A Região Sul permite uma união histórico-artística que caracteriza a identidade cultural e religiosa de um povo. Antigas instituições monásticas e conventuais formaram conjuntos de igrejas e monumentos de cariz religioso que até hoje permanecem em excelente estado de preservação.

A Região de Lisboa tem uma extensa lista de património religioso, com diversas referências a locais antigos que foram preservados, e outros que simplesmente foram sendo adaptados às necessidades da população. A Basílica do Coração de Jesus, ou Basílica da Estrela, foi fundada no século XVIII com duas torres sineiras e tem uma antiga história que envolve a outrora nobreza do local. A Igreja de Santa Engrácia é uma construção do ano de 1568, constituindo-se assim na primeira igreja portuguesa verdadeiramente barroca.
A Península de Setúbal proporciona vistas panorâmicas únicas do seu miradouro e a arquitetura de alguns dos seus edifícios fazem clara referência a eventos históricos religiosos. A Igreja de S. Lourenço, que foi muito provavelmente fundada no século XIII, conta com um interior de uma só nave coberto por um teto de madeira. No Alto Alentejo encontram-se importantes obras arquitetónicas religiosas do século XIV, com interiores revestidos por mármores e famosas figuras dos séculos passados. A Sé Catedral de Évora, também conhecida como Basílica de Nossa Senhora da Assunção, tem uma arquitetura exterior de transição romano-gótica e um interior amplo e belo.

No Baixo Alentejo manifesta-se um diálogo inter-religioso bem evidente, unindo ao longo dos tempos diferentes gerações e tradições religiosas. A Igreja Matriz de Santiago do Cacém, considerada monumento nacional desde 1910, exibe linhas barrocas tardias no seu exterior e as suas naves destacam o movimentado frontão de forte cariz cenográfico. A Região do Algarve tem um significativo património religioso de valor arquitetónico e histórico. Através deste património, uma expansão turística de vertente religiosa tem sido alcançada pelas instituições locais. A Sé Catedral de Silves é um monumento gótico de estéticas vanguardistas com uma grande influência no Mosteiro da Batalha. No seu interior é possível conferir absides em grés vermelho e os bocetes com o escudo real da dinastia de Avis.

Em Portugal existem ainda muitas outras referências a locais e monumentos ligados à religião. As regiões autónomas da Madeira e dos Açores, por exemplo, apresentam também no seu património histórico-religioso um grande número de Igrejas, Capelas e Santuários.

Turismo Gastronómico – Produtos Portugueses

Os Produtos Portugueses têm obtido recentemente grande destaque em outros países, desde a sua introdução em cadeias de supermercados até à sua disponibilidade em várias lojas online. Os produtos são diversificados e facilmente reconhecidos em qualquer parte do mundo, principalmente pelos amantes da culinária pois temos fantásticos pratos nacionais que, segundo alguns dos melhores chefes de cozinha, estão no topo da cozinha internacional. Mas também é uma marca forte em calçado, certas peças de joalharia, bebidas e até na moda feminina. No final do ano de 2012 foi lançado um projeto de exportação que obteve um valor de negociação ascendente aos 500 mil euros.

Vinho

O vinho português é um dos mais requisitados em restaurantes e mesas de família, e tendo uma impressionante variedade assume-se como um dos maiores orgulhos de Portugal. Os vinhos com alto teor alcoólico, porém de sabor doce, incluem os famosos vinhos do Porto, da Madeira, de Carcavelos e o moscatel de Setúbal, entre outros. Em algumas variedades de vinho, como os “avafados”, o mosto não chaga a fermentação por ser diluído em aguardente. As regiões mais famosas por produzirem vinhos de qualidade são o Alentejo e o Douro, apesar de que outras regiões como o Dão, Terras do Sado, Bairrada e Bucelos também merecem tamanha consideração. No Minho deparamo-nos com o vinho verde branco, este bebe-se fresco e vale salientar que não é de maneira alguma uma variante de vinho branco. Nesta região também é bastante comum a produção de vinho verde rosé.

mel

O Mel varia de região para região e a sua qualidade depende da flora local, assim como as suas características dependem da sua origem. Muitas marcas de mel são reconhecidas em Portugal; Rosmaninho, Multiflora, Eucalipto, entre outras. Colhido em zonas isentas de poluição, o Mel de Rosmaninho é encontrado na região do município de Portel e este produto tem sido um dos mais exportados para o Japão onde o seu aroma e sabor têm surpreendido pela sua elevada concentração de frutose. O mel de Rosmaninho é um adoçante natural que previne doenças degenerativas.

Queijo

Os queijos sempre estiveram presentes nos bons pratos portugueses, alguns até mesmo confecionados artesanalmente nas rouparias do País. Os seus sabores têm sido preservados por serem únicos e, apesar do passar dos anos, os segredos vão passando de geração em geração. Uns dos queijos mais procurados são os de leite de ovelha que têm um gosto amanteigado e são os preferidos dos consumidores. Nas zonas serranas, como por exemplo na Serra da Estrela, localizam-se os maiores produtores destes queijos, mas sendo alguns de escassa quantidade a sua divulgação torna-se por vezes difícil.

Um dos primeiros produtos a ser exportado por Portugal foi o azeite. Só em Portugal são consumidas anualmente 78 mil toneladas de azeite e exportam-se 58 mil. De influência mediterrânica, o azeite português é um dos produtos mais importantes na gastronomia nacional, juntamente com o vinagre. Nas regiões do Centro em direção ao Sul é mais comum encontrar a galega, um azeite suave e doce, pouco amargo e pouco picante. Os azeites do Porto e Norte são de características únicas e os do Alentejo são uma raridade quando se fala de sabor. Os azeites da zona de Lisboa são de grande excelência graças ao solo calcário e clima mediterrânico da região. Estas zonas merecem também destaque por serem denominadas de origem Protegida.

Portugal é de facto rico em variedade e dono de uma extensa lista de Produtos voltados para a gastronomia. No entanto, é também bastante conhecido por muitos artigos típicos e únicos que aqui são produzidos. O Artgraf Notebook existe há mais de um século, é uma espécie de cavalete portátil que os artistas podem usar em qualquer lugar quando estão à procura da sua “inspiração”. O Pião Tradicional de Barcelos é artesanal e até hoje traz diversão a muita gente por esse mundo fora. Os sabonetes Claus Porto são de bom gosto, qualidade e puro luxo e a Almofada Caroço de Cereja, que permite uma sessão de relaxamento, é um artefacto extremamente prático.

Licor

Outro produto bastante famoso internacionalmente é o nosso Licor Beirão, criado no século XIX tem uma invejável receita que se encontra nos segredos dos deuses. A Quinta do Meiral, na Lousã, é onde estão sediadas as atuais gerações do fundador que dão continuidade ao fabrico de qualidade deste produto. Ao ser preparado de uma certa forma rústica e natural, confere-lhe um sabor e aroma únicos.

Serras do distrito de Vila Real, Bragança e Aveiro – Série Serras de Portugal

A Serra da Santa Comba tem 1041 metros de altitude e está localizada no Alto Trás-os-Montes, envolvendo os concelhos de Valpaços e Mirandela. Em Valpaços encontra-se um dos mais belos miradouros de Trás-os-Montes, o Miradouro da Santa Comba. Esta região proporciona vistas fantásticas sobre as Serras Transmontanas, exibindo as belezas naturais do local com a sua fauna e flora e também, porque não dizê-lo, um deslumbrante pôr do sol.

A Serra de Santa Comba é muito visitada por quem gosta de aventura e desportos radicais, como o parapente e escalada, permitindo também que provas destas modalidades sejam aqui organizadas.

Alvão

Com 1283 metros de altitude, a Serra do Alvão está situada a Noroeste de Vila Real, no Parque Natural do Alvão. Na localidade é evidente a predominância de xistos e granitos que são separados por afloramentos de quartzitos. Na região da serra encontram-se quedas de água conhecidas como a Cascata de Fisgas do Ermelo, reconhecidas como uma das maiores da Europa.

A sua flora apresenta espécies carnívoras nos terrenos húmidos, tornando este local único pela raridade de tais espécies.

Larouco

A Serra do Larouco localizada no concelho de Montalegre, distrito de Vila Real, tem uma forma alongada que teria sido devido a um acontecimento morfológico que se extende até terras espanholas. Com uma vegetação própria e reconhecível em toda a sua extensão, a Serra do Larouco apresenta raros cursos de água, assim como também campos trabalhados através da vida agrícola local que está desde há muito ligada a esta região.

No local podem-se encontrar vários rios, rochas típicas da região e espécies da fauna e flora portuguesa. O Rio Cávado é bastante extenso e o seu percurso de 135km leva-nos até ao Oceano Atlântico. O Rio Salas é um rio internacional por nascer em Espanha, no concelho galego de Baltar, e o seu percurso inclui o território do Couto Misto e o antigo castelo da Piconha. O rio Salas desagua no Lima, ainda em Espanha, junto à povoação galega de Lobios.

As Serras localizadas no Distrito do Porto são de uma beleza indescritível pela fauna e flora que aqui se pode encontrar e os seus variados terrenos “acidentados” levam muitos aventureiros a lugares quase inexplorados, repletos de trilhos e outros locais ideais para passeios terrestres.

A Serra da Agrela atinge a altitude máxima de 532 metros no “Alto de São Jorge”. Nesta serra ocorrem muitas atividades sociais e desportivas, como as Caminhadas da Primavera pela Rota dos Moinhos, o Peddy PaPer Fotográfico, BTT, o Rally dos carrinhos de rolamentos, Torneios de Paintball, entre outras.

Nogueira

A Serra da Nogueira tem 1319 metros de altitude e situa-se no concelho de Bragança. Esta serra tem os seus cursos de água, rios e ribeiras como a sua particularidade de beleza natural. Aqui existe uma velha linha ferroviária desativada (Linha do Tua) com vários túneis ao longo do seu percurso, sendo o túnel do Arufe o maior. Fazendo parte do trajeto desta linha encontrará também o Túnel e a Ponte do Remisquedo. Pode-se avistar da serra o maior carvalhal de Portugal e um santuário mariano de invocação a Nossa Senhora da Serra.

Os seus rios são de grande beleza, completando a paisagem natural da região. O Rio Azibo tem no seu percurso a Barragem do Azibo que fica perto de Santa Combinha e vai desaguar no rio Sabor perto de Lagoa, no concelho de Macedo de Cavaleiros. O Rio Fervença, que desagua no rio Sabor a cerca de 480 metros de altitude, é de grande importância para muitas povoações da região pois a sua água é utilizada para regar as plantações que mantêm vivas as principais atividades locais; a agricultura e a pecuária.

A Serra do Arestal está repleta de trilhos e caminhos para diferentes lugares, onde os amantes de BTT e caminhadas poderão aproveitar um excelente dia de atividades. Situada no distrito de Aveiro, tem 830 metros de altura e uma margem voltada para o rio Vouga. Nesta região encontram-se vestígios megalíticos e uma paisagem montanhosa deslumbrante.

As atividades ao ar livre são contempladas por cascatas com um itinerário que demonstra a importância de preservar a Biodiversidade a partir das suas visitas.

Caramulo

A Serra do Caramulo com 1076.57 metros de altitude está situada no distrito de Aveiro e tem nas suas águas de qualidade a principal fonte de riqueza e de atração turística. Devido à tranquilidade serrana aqui encontrada, foram em tempos passados construídos sanatórios, construções estas que foram ao longo do tempo sendo transformadas em hotéis.

O seu panorama é montanhoso e tem origem granítica e xistosa, a sua fauna e flora são bastante exuberantes, assim como a sua água cristalina, e uma vasta vegetação está presente em toda a sua extensão. Na antiguidade foi povoada por romanos que deixaram vários vestígios que ainda hoje podem ser encontrados nos trilhos pedestres.

Os seus percursos oferecem espaços de grande beleza e visibilidade, que vão desde a magnífica vista do mar e da serra da Estrela, ao percurso que segue até às aldeias típicas locais e ao parque eólico. Quase secreto, revela paisagens onde os contrastes se misturam entre rios e mar ou montes e vales.

Serras dos Distritos de Lisboa e Coimbra – Séries Serras de Portugal

Serra de Montejunto

Serra de Montejunto com 666 metros de altitude é tido como o miradouro natural mais alto da Estremadura, com uma estrutura geológica que permite aos amantes da natureza explorarem os seus algares, grutas, lagoas residuais, necrópoles e fósseis pré-históricos. Localiza-se no norte do distrito de Lisboa, entre os concelhos do Cadaval e Alenquer.

O seu clima serrano foi escolhido por monges antigos para a construção de dois conventos que hoje se encontram em ruínas, sendo o mais antigo dominicano datado de Xll e um outro que não chegou a ser terminado. Próximo deles encontram-se as Ermidas da Senhora das Neves, do século XIII e de São João, revestidas de azulejos. Também conhecida como a Serra da Neve e dona de uma extensa beleza natural, a serra com a sua curiosa paisagem, dependendo da época de boa visibilidade, exibe outras construções humanas existentes na região onde estas se juntam com os seus campos esverdeados e ilhas que ficam nos arredores.

Serra de Sintra

Serra de Sintra mede cerca de 10 quilómetros de Leste a Oeste e aproximadamente 5 km de largura, com uma altitude de 529 metros, na Cruz Alta. Também conhecida como Monte da Lua é bastante conhecida pela sua fauna diversificada, as espécies encontradas são: a raposa, a gineta, a toupeira, a salamandra, o falcão peregrino e a víbora.

A região é bastante procurada pelos amantes de escalada e montanhismo, onde as suas excursões são repletas de vegetação única e pela variedade de flora, assim como o clima que tem as suas característica oceânicas. O seu trajeto segue até alguns pontos de grande valia turística, como o Castelo dos Mouros situado no alto de um monte e rodeado pela plantação local, o Palácio da Pena que fica dentro da própria vila de Sintra, o Convento dos Capuchos com as suas histórias antigas, o Palácio Nacional de Sintra, o Palácio de Monserrate e a Quinta da Regaleira.

Serra do Açor compõe a Cordilheira Central que mantém outras duas serras. Localizada no centro de Portugal em Coimbra e dona de uma grande extensão de terra, é dona de uma beleza única, com cenários perfeitos que englobam trilhos, picos, cascatas entre rios e montes que completam o passeio exibindo partes inexploradas da região. Os seus lugares inexplorados dão espaço para locais de beleza única, como o jardim botânico que se encontra no Santuário de Nossa Senhora das Preces e se situa na abandonada Aldeia do Colcurinho.

Dentro desta serra existem alguns lugares protegidos devido à sua importância ecológica.

A Mata de Margaraça desde anos passados, mantém uma vegetação rara que existe devido às encostas xistosas do centro de Portugal, assim como abriga fungos e briófitos que se alastram pelo chão fazendo parte de outras milhares de espécies.

A Fraga da Pena é o cenário perfeito, tem uma paisagem exuberante rodeada de várias cascatas que resultam num solo fértil para o mantimento de espécies de flora como o carvalho-alvarinho, azereiro, azevinho, castanheiro e aderno.

A Cascata da Fraga da Pena teve origem devido a um acidente geológico, acontecimento que veio enriquecer a região, pois tornou-se num recurso natural de grande valia dentro da Serra do Açor.

Rica na variedade de fauna e flora, a região é dona de trilhos que levam os amantes de atividades terrestres para uma viagem espetacular.

Serra da Lousã integrada no sistema montanhoso luso-espanhol da Meseta, proporciona lugares calmos na natureza livre, sendo mais um desafio para os aventureiros que buscam percursos de paisagem no seu estado puro. As condições ecológicas são propícias para reintrodução de animais, tentando restabelecer os seus habitats naturais.

O seu percurso serrano é a principal linha de conexão com as aldeias próximas, para este deslocamento é necessário recorrer a empresas especializadas.

rabaçal

Serra do Rabaçal tem 532 metros e está localizada na freguesia de Pombalinho, Coimbra e tem este nome devido a uma planta que é tida de grande validade na região, por servir de tempero. Durante o trajeto encontra-se fauna e flora em abundância onde estas se apresentam dependendo da época do ano. Esta serra está ligada a vários vilarejos antigos com uma paisagem rústica.

Serra do Vidual oferece muito espaço para quem deseja fazer uma boa caminhada. Com 1119 metros e situada na freguesia do Cabril, Coimbra, tem uma extensão admirável com espaços que vão de encontro com a tranquilidade da natureza. O seu clima permite passeios prolongados onde se encontra ar puro nas diferentes localidades dentro da serra, assim como as belezas naturais encontradas.