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Aldeias do Xisto

Escondidas entre serras e vales, as 27 aldeias do xisto são um dos segredos mais bem guardados de Portugal. Predominantemente situadas na região Centro, entre as Serras da Lousã, do Açor e Serra da Estrela, são chamadas aldeias do xisto por esta ser a pedra usada na construção das casas e a mais abundante na região.

Este é um território de enorme beleza que oferece experiências únicas, destacando-se a história e as tradições das suas gentes. Entre os seus percursos pedestres, descubra os “Caminhos do Xisto” ou os trilhos de bicicleta especificamente definidos pelos Centros de BTT. Existem várias praias fluviais e nos rios locais é possível praticar canoagem e outros desportos aquáticos. Para os amantes de história, encontram-se dispersos pela região vários monumentos, tais como castelos ou museus, que evidenciam o modo de vida rural outrora aqui existente.

Talasnal

Na serra da Benfeita, no Arganil, encontramos uma ribeira que nasce numa região protegida que possui um património natural único. Encontramos moinhos ainda em funcionamento que nos mostram como era aproveitada a água antigamente. Uma Igreja Paroquial, a Loja das Aldeias do Xisto e um Centro Documental na recuperada Casa Simões Dias são alguns dos locais de interesse. Na Fonte das Moscas é possível apreciar um conjunto de casas brancas com ruelas e passadiços, e a Torre da Paz completamente construída em xisto. Outra Aldeia do Xisto no Arganil que vale a pena visitar é a Vila Nova do Alva.

Em Martim Branco, em Castelo Branco, existe um forno comunitário onde o pão é ainda produzido artesanalmente, sendo este um dos locais mais interessantes da aldeia. Os Esteios de xisto erguem-se nos quintais onde algumas casas partilham o uso raro do xisto com o granito. As portas possuem belas e vistosas ferragens garantindo assim a qualidade dos edifícios.

Na Covilhã encontramos a aldeia do Sobral de S. Miguel, denominada como “Coração do Xisto”. Sendo uma localidade bastante antiga, a sua origem remonta aos tempos romanos e está associada à Rota do Sal. O Caratão constitui-se como um bairro de arquitetura tradicional e a ligação ao xisto deve-se à sua construção típica, como comprovam as duas pedreiras situadas à porta da aldeia. A sua ribeira foi uma das influências para a construção de uma grande diversidade de monumentos locais, tais como os açudes, moinhos e lagares.

Barrocas

No Figueiró dos Vinhos, em Casal de S. Simão, descubra uma capela que nos conta uma lenda de um santo, uma vereda que nos leva até à praia, uma Loja das Aldeias do Xisto, um restaurante e uma Associação cujo nome se confunde com o que nos promete a Aldeia: Refúgios de Pedra. De salientar que as casas e outros edifícios foram recuperados e preservados através do trabalho e esforço da população local.

No Fundão existem as aldeias da Barroca e Janeiro de Cima. Na Barroca podemos visitar a Casa Grande que possui um solar do Séc. XVIII e onde hoje funciona o Centro Dinamizador das Aldeias do Xisto. A sua paisagem circundante inclui um pinhal, as pirâmides das escombreiras da Lavaria do Cabeço do Pião, que nos leva à beira do Zêzere, e antigos moinhos que funcionavam com a força do rio.

Terminamos com referência às quatro aldeias do Concelho de Góis; Comareira, Aigra Nova, Aigra Velha e Pena. Estas aldeias estão inseridas numa estrada panorâmica que as liga ao ponto mais alto da Serra da Lousã (Trevim), a Santo António da Neve e a outras aldeias situadas na vertente oposta da serra.

Aldeias Xisto

Dá gosto fugir da rotina citadina e entrar neste mundo rural, falar com as suas gentes e partilhar as suas tradições, arte e história…

Trilhos Açorianos

Os trilhos dos Açores são classificados pelo Governo Regional como uma rede de Percursos Pedestres que atravessam várias zonas rurais e parques naturais protegidos de diferentes características e paisagens, perfeitos para os apaixonados pela natureza. Os mais de 60 percursos pedestres possuem paisagens únicas em plena harmonia com a Natureza envolvente oferecendo todas as condições de segurança necessárias.

Em muitos percursos pedestres existem evidências de estes terem sido utilizados ao longo dos séculos para deslocações diárias, transporte de mercadorias e trânsito de gado. Em todas as ilhas do arquipélago deparamo-nos com trilhos magníficos de fantásticos detalhes paisagísticos que ligam vários pontos geográficos de cada ilha.

O viajante encontrará diferentes níveis de dificuldade entre os trilhos – fácil, médio e difícil – todos dependendo da idade e preparação física de cada um. Alguns destes famosos trilhos incluem a Descida da Caldeira, o Perímetro da Caldeira, o Circuito Monte da Guia, a Subida ao Vulcão dos Capelinhos e o Trilho dos 10 Vulcões.

Faja da Caldeira de Santo Cristo

Em Relheiras de São Brás os caminhos são circulares, o trilho começa e termina no Parque de Merendas de São Brás que revela antigas relheiras de carros de bois que levam os visitantes a uma viagem no tempo até ao século XIX. Durante este trajeto vale a pena parar para observar as belas paisagens criadas pelo Maciço do Pico Alto e a Serra do Cume.

A Serra do Topo, que vai até à Fajã dos Vimes, situa-se na Ilha de São Jorge e possui vistas panorâmicas magníficas de campos verdes que se misturam com o azul do oceano, embelezadas pelas cores das flores que acompanham os trilhos. Durante a caminhada encontra-se uma nascente de água potável conhecida como a “Fonte de Água Azeda”. No final do Trilho do Portinho de Recreio da Fajã é possível mergulhar nas águas do oceano Atlântico.

São Miguel, Açores

O Trilho do Agrião inicia-se na Ribeira Quente e vai até à zona da Povoação. Com diversas espécies de plantas como vinháticos e acácias, que enfeitam todo o percurso, temos também belas paisagens sobre os Graminhais, o Pico da Vara, o Pico Bartolomeu e as Sete Lombas da Povoação. Aqui poderá seguir pelo desvio que termina à beira-mar e visitar as ruínas de um antigo moinho e a Ponte de Ferro, uma ponte centenária sobre a Ribeira de Pelanes.

O Trilho da Lomba da Fazenda começa junto à Igreja de Nossa Senhora da Conceição e através dele é possível explorar o nordeste da ilha de São Miguel. O seu percurso evidencia a beleza da natureza misturando-se com vastos campos de pastagem que proporcionam tons de verde vivo. Neste trilho encontramos a ribeira do Guilherme com os seus moinhos de água e um fontanário datado de 1982. Ao atravessarmos uma pequena ribeira chegamos ao Parque de Endémicas do Pelado que possui um miradouro de onde é possível observar a costa.

Pico da Esperança

O Trilho de Baias da Agualva tem início na zona norte da Ilha Terceira e com paisagens inspiradoras e vários miradouros poderá ter perspetivas fantásticas desta bela ilha. Este é um trilho diferente bastante procurado pelos amantes da observação de aves pois aqui é ainda possível observar espécies como o Garajau, os Pombos da Rocha e Trocaz. Entre os vários percursos encontramos a Alagoa da Fajãzinha e a Praia do Calhau.

O Trilho da Caldeira inicia-se e termina no Miradouro da Caldeira na Ilha do Faial. Apresenta-se com um caminho de terra batida que tem cerca de 8 km e uma impressionante cratera com 2000 metros de diâmetro e 400 metros de profundidade. Entre a flora e a fauna endémica da floresta Laurissilva o trilho possui vistas deslumbrantes sendo até possível, nos dias de bom tempo, avistar-se as restantes ilhas da zona central do Arquipélago.

São Miguel, Açores

Na maioria das ilhas existem operadores turísticos certificados que asseguram os programas para os trilhos, estes oferecem os devidos serviços de guia, transporte, refeições e alguns complementos como passeios de BTT, moto 4, passeios a cavalo nos centros hípicos e expedição com GPS (Geocaching).

O clima ameno permite explorar a rede de trilhos dos Açores em qualquer estação do ano. No entanto, devido às particularidades meteorológicas e condições do terreno, alguns trilhos poderão estar temporariamente indisponíveis. Assim, antes de planear uma viagem, procure informações sobre eventuais alertas e recomendações de segurança que possam existir.

Caminhos Judaicos – Comunidades Judaicas de Portugal

As raízes Judaicas existentes no território português são anteriores à formação da nossa nacionalidade. Por aldeias, vilas e cidades é possível encontrar memórias evocativas da presença judaica em Portugal. O povo judeu diferenciava-se dos outros por sempre serem considerados uma “nação” no exílio que ativamente contribuía para a prosperidade dos seus anfitriões. Alguns museus evidenciam a presença judaica em Portugal, tal como em Castelo de Vide, Belmonte, Faro ou Tomar, estando este último museu instalado numa antiga sinagoga do séc. XV.

A comunidade judaica sefardita contribuiu das mais diversas formas para a cultura, economia e sociedade portuguesa. Eram protegidos pela monarquia e entre os seus membros encontravam-se filósofos, cientistas, mercadores, sapateiros e alfaiates. Destaca-se a forte influência judaica na fundação de Portugal e o contributo para o povoamento do território. Relevantes também foram os contributos financeiros e científicos durante a época dos Descobrimentos. Como exemplo temos o grande matemático e cosmógrafo Pedro Nunes, criador do Nónio que foi um valioso instrumento de navegação.

Sinagoga de Lisboa

Em 1496, devido ao Édito de Expulsão dos Judeus em Portugal, os judeus foram obrigados à conversão ao catolicismo tornando-se cristãos-novos. Muitos foram obrigados a sair do país mas outros ficaram, sendo estes chamados de marranos ou cripto-judeus. Em algumas localidades como Trancoso, Belmonte, Guarda ou Castelo de Vide é ainda possível encontrar nas casas das antigas judiarias marcas e inscrições simbólicas desse tempo.

Milhares de Judeus em fuga das perseguições nazis durante a II Guerra Mundial refugiaram-se em Portugal onde obtiveram residência legal a partir de 1912. A comunidade Judaica apresenta-se atualmente com sinagogas em Lisboa, Porto, Trancoso e Belmonte. Como antes de 1948 não existia o Estado de Israel, judeu e israelita eram sinónimos, tendo assim muitas comunidades optado pela designação de “Israelita” em vez de “Judaica”.

Sinagoga de Lisboa

Em Lisboa a comunidade Israelita teve origem no século XIX com famílias oriundas do Norte de África. Esta comunidade foi reconhecida no ano de 1913 e conta com a Sinagoga Shaaré Tikva (Portas da Esperança) edificada na Avenida Alexandre Herculano. Os seus objetivos passam por promover a educação religiosa das novas gerações permitindo que mais membros sejam angariados para assim reforçar o seu envolvimento no país.

No Porto a comunidade judaica foi reconhecida no ano de 1923 e designa-se por Comunidade Israelita do Porto. A Sinagoga Kadoorie “Mekor Haim” (Fonte de Vida) aqui existente é a maior Sinagoga da Península Ibérica e uma das maiores da Europa. A sua história está ligada à do seu fundador, o capitão Artur Carlos de Barros Basto, um oficial do exército português que se converteu ao Judaísmo e se tornou num importante líder comunitário.

Sinagoga de Lisboa

Em Belmonte a comunidade judaica foi reconhecida no ano de 1989 sendo considerada a única comunidade realmente Portuguesa devido aos seus descendentes de cristãos-novos terem conseguido preservar muitos dos rituais, orações e relações sociais. Aqui encontra-se edificada a Sinagoga Beit Eliahu (Casa de Elias).

As ruas que assinalam a existência de uma judiaria local são a Rua Nova, Rua Direita, Rua da Estrela ou Espinosa. Como prova do importante impulso que os judeus deram à atividade comercial, vemos no piso térreo de algumas casas uma porta larga de acesso à loja e uma outra mais estreita de entrada para a habitação, localizada no piso superior. Em algumas é ainda possível ver a ranhura da “Mezuzah” (pergaminho com palavras da Bíblia, que na fé judaica se colocava do lado direito da ombreira da porta).

Sinagoga de Lisboa

As 12 Aldeias Históricas de Portugal

As aldeias históricas conservam as velhas tradições de Portugal e revelam evidências das consecutivas conquistas territoriais à medida que se foi formando o país que hoje conhecemos. Estas aldeias possuem na sua maioria construções de granito e xisto e estão inseridas em regiões de paisagens deslumbrantes com um património histórico sem igual. O percurso que atravessa as aldeias históricas inclui zonas em três áreas naturais protegidas; o Parque Natural da Serra da Estrela, o Parque Natural do Douro Internacional e a Reserva Natural da Serra da Malcata, proporcionando assim uma diversidade de paisagens e vistas panorâmicas.

Muitos foram os povos que as tentaram conquistar e muitos foram os que conseguiram tomá-las e por isso cada uma tem a sua própria história ou até uma lenda para contar. Hoje em dia todas mantêm nas suas pedras a autenticidade do povo português e o orgulho de uma História com 900 anos. As Aldeias Históricas são doze no total e estão localizadas por entre 52 povoações em 17 concelhos da Beira Interior num espaço total de aproximadamente 540 km.

Sortelha

A aldeia de Piódão é conhecida pela sua beleza única que encanta os muitos viajantes que a visitam. Estende-se pela encosta da Serra do Açor sendo necessário percorrer um longo percurso pedestre que atravessa as ruas estreitas entre as suas casas de xisto. Em Linhares da Beira, na Serra da Estrela, destaca-se a arquitetura serrana típica que revela as tradições e a rica história local. Deparamo-nos com um castelo erguido num planalto, uma igreja matriz de origem românica que guarda tábuas atribuídas a Grão Vasco e o centro histórico de Trancoso que está rodeado por muralhas medievais e integra uma Judiaria onde se encontram símbolos hebraicos gravados nas pedras das casas.

Marialva foi uma importante praça militar na Idade Média e por isso possui um castelo que guarda histórias e igrejas que surpreendem pela subtileza dos detalhes. Castelo Rodrigo conserva as ruínas de uma fortaleza que evidencia marcas de batalhas e guerras aqui travadas.  As muralhas da vila de Almeida formam uma estrela de doze pontas e foram construídas no século XVII como uma defesa estratégica na defesa da fronteira, sendo o burgo medieval transformado numa praça-forte. O Castelo Mendo é outra povoação fortificada que preservou os seus traços históricos mais marcantes.

Marialva

De Belmonte partiu Pedro Álvares Cabral que em 1500 descobriu o Brasil. Esta aldeia acolheu muitos dos judeus expulsos de Castela pelos reis católicos nos séculos XV e XVI e ainda hoje mantém-se aqui uma comunidade ativa que frequenta a sinagoga. A 760 metros de altitude, Sortelha está situada sobre um terreno de rochedos escarpados que envolvem a aldeia formando um anel. É um lugar com história e da torre do seu castelo obtêm-se vistas panorâmicas de cortar a respiração.

Na aldeia de Castelo Novo existem fantásticos exemplos de casas senhoriais, sendo de destacar a Casa da Câmara, a Cadeia e o Chafariz de D. João V com uma construção de estilo barroco. Idanha-a-Velha guarda as ruínas de uma outrora magnífica catedral visigótica. Monsanto, que já foi considerada a aldeia “mais portuguesa” de Portugal devido à sua arquitetura peculiar e acima de tudo ao saber receber das suas gentes, tem um galardão que é recordado pelo galo de prata no cimo da Torre de Lucano.

Monsanto

Observação de Aves em Portugal – Birdwatching

Portugal é considerado um destino de excelência na Europa para a observação de aves devido a possuir diversas zonas que estão inseridas no meio de habitats naturais onde se podem avistar cerca de 360 espécies diferentes. As suas áreas protegidas apresentam-se com uma grande atenção ao detalhe para proporcionar ao observador os melhores espaços e as melhores condições para a observação de aves sem afetar o meio natural circundante.

Existem vários praticantes de “birdwatching”, desde iniciantes a observadores experientes, passando também pelos amantes da fotografia. Os roteiros são geralmente realizados por guias pedestres devido aos aspetos da conduta do observador que exigem certas normas para não perturbar os habitats das aves, assim como também às autorizações/licenças necessárias e ao equipamento essencial para uma prática segura.

Flamingos

Entre o Douro e o Minho encontramos nas Lagoas de Bertiandos uma zona de denso bosque de folhosas onde é possível observar aves com tranquilidade. O Estuário do Lima e Veiga de São Simão, ainda entre o Douro e Minho, é um dos locais nacionais mais visitados para a observação de aves, sendo uma área ainda mal explorada com espécies pouco frequentes onde se destacam os patos-reais que aqui se refugiam no inverno.

Na Beira Interior, a Albufeira de Santa Maria de Aguiar situada em terras de Riba Côa é o local ideal para a observação de aves aquáticas, permitindo que os visitantes avistem aves planadoras e alguns pequenos passeriformes. Em Portas de Ródão, também na Beira Interior, o principal interesse ornitológico consiste numa colónia de abutres.

Patos Reais

Em Trás-os-Montes, na região de Pedras Salgadas, existe uma vila dentro do Parque Termal que se torna num fantástico espaço para a observação de diversas espécies de aves. No Litoral Centro, no arquipélago das Berlengas, encontramos colónias de aves marinhas de dimensões consideráveis. Apesar de algumas restrições na ilha, é possível observar certas aves sendo no entanto as gaivotas-argênteas as mais avistadas.

Entre Lisboa e o Vale do Tejo temos a vila de Corroios que possui diversas espécies de aves aquáticas, destacando-se as limícolas. Um dos pontos de melhor observação é o espaço junto ao Moínho da Maré de Corroios onde durante a maré-baixa se avistam várias espécies locais. Em Paul de Boquilobo no distrito de Santarém, existem populações nidificantes de ardeídeos e de patos no inverno.

Abelharuco

No Alentejo, na localidade de Alter do Chão, encontramos extensos terrenos abertos com sobreiros e manchas de água. Nesta zona é comum avistar-se a abetarda que é uma espécie emblemática do Alentejo e uma das mais pesadas aves europeias, sendo bastante difícil de observar. Em Montargil é possível avistar as cinco espécies de andorinhas, existindo na área uma diversidade de aves terrestres e aquáticas. Na Lagoa dos Patos podem ser observadas as maiores concentrações de patos de todo o Baixo Alentejo.

A Ponta da Piedade, na região do Algarve, é um dos poucos lugares onde ainda se pode observar o pombo-das-rochas em estado selvagem. Na Lagoa das Dunas Douradas existe uma vegetação emergente que serve de refúgio a diferentes espécies de aves aquáticas. Ainda no Algarve, o estuário da Ria de Alvor proporciona uma diversidade de habitats constituindo-se  como um ótimo lugar para a observação de aves de estuário e sapais, aves marinhas e aves associadas a campos agrícolas.

Andorinhas Juvenis