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A Rota do Românico

No norte de Portugal, junto aos rios Tâmega, Sousa e parte do Douro, é possível encontrar 58 monumentos que se incluem na Rota do Românico. Desta rota fazem parte mosteiros, igrejas, pontes, castelos e torres que partilham a arquitetura românica característica da região. A Rota possui 3 variantes e os seus percursos estão interligados por estradas que seguem os vales dos rios. A Rota do Vale do Tâmega é a maior com 25 monumentos, seguindo-se a Rota do Vale do Sousa que apresenta 19 monumentos, e por sua vez a Rota do Vale do Douro, que se situa aproximadamente entre Castelo de Paiva e Resende, tem incluídos 14 monumentos.

Este legado histórico e artístico evidencia-se por exemplo em portais de igrejas e conjuntos monásticos onde o recurso a temas animalistas, vegetalistas ou geométricos confere aos monumentos uma qualidade escultórica única dentro do românico português. Embora este estilo tenha sido mais usado entre os séc. XI e XIII, verifica-se que estas técnicas construtivas prolongaram-se no tempo quando o estilo gótico já predominava.

São Pedro de Rubiães

O património arquitetónico existente na região do Norte está associado à fundação de Portugal pois aqui residiam as famílias nobres que ajudaram na Reconquista do território. Da mesma forma, o clero e as ordens religiosas que fomentavam a difusão do cristianismo, ajudavam no desenvolvimento e fixação da população portuguesa. Devido à forte influência da igreja católica na formação nacional é possível encontrar igrejas, mosteiros e outros monumentos com caraterísticas arquitetónicas religiosas num espaço geográfico tão reduzido como o Norte.

Na cidade de Felgueiras, no distrito do Porto, deparamo-nos com o Mosteiro de Santa Maria de Pombeiro que tem uma estrutura românica com construções datadas de 1059 e 1102. Nos dias de hoje restam apenas dois absidíolos e o portal principal de quatro arquivoltas. A Igreja de São Vicente de Souza foi remodelada no século XVIII e possui uma arquitetura românica com interiores de estilo barroco. A Igreja de Santa Maria de Airães está localizada no Lugar do Mosteiro, na freguesia de Unhão, e acredita-se que este monumento tenha sido originalmente construído em 1221. A Igreja Velha de São Mamede de Vila Verde, datada de 1220, apesar de se inserir num período gótico, a sua construção e estrutura são de características românicas.

Igreja do Mosteiro de Pombeiro de Ribavizela

A Torre de Vilar do Souza, com cerca de 14 metros de altura, está localizada na Lousada e está ligada à Torre de Menagem sendo um exemplo raro de Residência Senhorial. Constitui-se como uma construção medieval do século XIII e o seu objetivo é transmitir uma imagem de nobreza, poder e glória dos seus proprietários. A Igreja do Salvador de Aveleda apresenta uma arquitetura medieval de formas românicas onde os seus portais laterais sem colunas são um claro sinal de um românico mais recente. A Ponte de Vilela, datada dos séculos XVII-XVIII, foi construída no período de desenvolvimento do Vale do Sousa devido às necessidades crescentes de transporte.

Claustro Igreja de S. Pedro do Mosteiro de Cête

Em Paços de Ferreira encontramos a Igreja de São Pedro de Ferreira, ou Igreja de São Salvador, com uma estrutura firme de influência da idade média e uma impressionante arquitetura do século XII. O Mosteiro de Cete em Paredes foi fundado no século IX mas sofreu uma remodelação quando foi ocupado por membros da Ordem de São Bento até ao século XVI, altura em que D. João III transferiu a titularidade do edifício para o Real Colégio da Graça de Coimbra. O Mosteiro do Paço de Souza em Penafiel foi fundado no século X e serviu de refúgio ao abade Radulfo nas invasões de Almançor.

Igreja do Mosteiro de São Pedro de Ferreira

A Rota do Românico estabelece um excelente roteiro turístico que inclui zonas rurais, espaços históricos e outras marcas de identidade regional tal como a gastronomia, os vinhos, as festas populares e o artesanato local. Sempre em pleno contacto com a natureza encontramos ainda trilhos e percursos pedestres ideais para caminhadas ou passeios de bicicleta que nos permitem explorar o meio circundante.

De referir ainda que a famosa “Rota do Românico” já recebeu inúmeros prémios a nível nacional e internacional.

Turismo Rural no Outono, Estação de Pura Tranquilidade

O outono é uma época repleta de mudanças, cores e paisagens distintas. As temperaturas são ainda agradáveis e o tempo que se faz sentir proporciona a possibilidade de viajar para o campo, montanhas e até mesmo para o litoral. Para os amantes da natureza esta é a estação ideal para caminhadas nos percursos pedestres e passeios de bicicleta e a cavalo por entre os trilhos dos parques naturais e aldeias rurais. Se adora o mar e a tranquilidade aproveite a época do outono para visitar as praias praticamente desertas da costa nacional. Nas noites de outono a sugestão é mesmo desfrutar de um delicioso prato típico da gastronomia portuguesa acompanhado por um bom vinho regional num dos muitos restaurantes acolhedores desse nosso Portugal.

Outono

Escolha um espaço confortável e aconchegante para a sua escapadinha de outono. Em Carralcova, no distrito de Viana do Castelo, existe um conjunto de casas rústicas recuperadas na zona de montanha. Algumas encontram-se isoladas, no entanto com fáceis acessos rodoviários, sendo por isso ideais para o viajante obter tranquilidade e um contacto direto com a natureza. Em Marialva, no distrito da Guarda, encontramos uma série de casas de arquitetura beirã primorosamente reconstruídas. Aqui diversas atividades ocupam os roteiros turísticos dos viajantes, tais como provas de vinho em quintas locais e passeios de barco no rio Douro.

Lago Outono

Na Malveira da Serra em Cascais deparamo-nos com propriedades indicadas para o descanso. No entanto, esta zona oferece ao viajante a possibilidade de praticar vários desportos, tais como o golfe, equitação, ténis, passeios BTT e até surf. De referir que nesta região está situado o Parque Natural Sintra-Cascais. Em Odemira, no Alentejo, as construções locais exibem uma arquitetura tradicional em edifícios renovados que possuem agora equipamentos modernos mas que não esqueceram certas características do passado, tais como as lareiras. Esta famosa região, conhecida como Costa Vicentina, possui uma mistura única com a tranquilidade da serra e a beleza das praias e do mar.

Beira-mar

Em São Roque do Pico nos Açores existem casas típicas de basalto com vista para o oceano e acesso direto às praias e piscinas naturais. Na Madeira as atividades mais procuradas nesta época são a equitação e o golfe, mas encontramos também a possibilidade de participar em atividades relacionadas com a agricultura biológica. De destacar que esta região possui uma gastronomia local fantástica.

Aproveite esta estação para conhecer e participar também nas muitas festividades de outono. Um excelente evento da época, organizado pela Universidade de Aveiro, tem lugar entre 18 de outubro e 22 de novembro na cidade de Aveiro. O calendário festivo inclui concertos e recitais de músicos consagrados em Portugal e no estrangeiro e também de jovens ainda em início de carreira. São muitos os nomes com presença neste evento que é já um marco da Região.

Vinhas Outono

Na época do outono o turismo rural desenvolve e divulga um vasto número de atividades com o intuito de aumentar o fluxo turístico para as zonas rurais. Um bom exemplo é o agro-turismo que proporciona aos viajantes a possibilidade de visitarem e participarem nas mais variadas atividades em campos de cultivo ou até mesmo na agricultura biológica. O eco-turismo visa manter um equilíbrio ecológico promovendo o contacto e a observação da fauna e flora existentes sem perturbação dos habitats e respeitando a ordem ecológica natural. São oportunidades para experienciar um modo de vida único com um absoluto respeito pela Natureza.

Turismo de Saúde – Termas de Portugal

O Turismo de Saúde e bem-estar não se limita apenas à exploração das propriedades de águas minerais com finalidade terapêutica ou à talassoterapia. Esta vertente do Turismo abrange um vasto número de espaços diversificados, tais como spas que utilizam água mineral, termal ou do mar, ou spas que simplesmente usam a água corrente fria ou aquecida combinada com diversos tipos de óleos, algas, lamas e sais minerais. Os turistas procuram também atividades lúdicas e de introspeção para efeitos de saúde, bem-estar e beleza, onde o conceito deste Turismo vai-se associando cada vez mais ao recurso de medicinas alternativas.

O Turismo de Saúde é de facto um produto inovador para um segmento de mercado com grande potencial de crescimento. Reconhecido como estratégico na atração de viajantes, a diversidade e qualidade dos espaços de águas minerais-naturais em Portugal proporcionam investimentos na requalificação e modernização de balneários termais, unidades hoteleiras, restauração e o comércio em geral. A criação de unidades de talassoterapia de vanguarda tem também atuado como um elemento de desenvolvimento das ofertas turísticas.

Termas de Portugal

Termas de Portugal

Os estabelecimentos termais no nosso país têm tido um papel importante nos recentes investimentos efetuados no turismo. Os projetos são inovadores e as unidades e serviços dos espaços termais estão a ser adaptados às necessidades da população atual, desde turistas nacionais como aos oriundos de outros países. O envelhecimento da população nas sociedades ocidentais tem provocado uma maior procura deste serviço pois a preocupação em cuidados de saúde de prevenção, tratamento e reabilitação tem vindo a crescer.

As Termas de Monção, localizadas no Parque das Caldas com vista para o rio Minho, são indicadas para a prevenção e tratamento de doenças do aparelho respiratório, doenças reumáticas e músculo-esqueléticas. Já as Termas do Gerês estão localizadas na freguesia de Vilar da Veiga no concelho de Terras de Bouro e são indicadas para os termalistas com doenças dos aparelhos circulatório e digestivo e doenças metabólico-endócrinas. As Termas das Caldas da Saúde situam-se na freguesia de Areias em Santo Tirso e têm uma água sulfúrea a uma temperatura de 36º. Estas termas são indicadas para as doenças das vias respiratórias, reumáticas e músculo-esqueléticas. As Termas das Caldas de Chaves brotam das entranhas do vale, são de origem vulcânica e atravessam diversas camadas magmáticas situadas na região do Alto Trás-os-Montes. Pode relaxar nestas águas termais que são indicadas para a prevenção e tratamento de doenças do aparelho digestivo, doenças reumáticas e músculo-esqueléticas.

Termas de Curia

As Termas da Curia, localizadas na freguesia de Tamengos no concelho da Anadia, são de natureza sulfatada cálcica e magnesiana. Estas termas são bastante famosas pois são indicadas para o tratamento de várias doenças; metabólico-endócrinas (gota), cálculos renais e infeções urinárias, hipertensão arterial, doenças reumáticas e musculo-esqueléticas. É uma das mais antigas estâncias termais de Portugal, sendo conhecida desde o tempo da ocupação romana mas que por muito tempo não foi utilizada. As Termas de Monfortinho situam-se na orla da serra de Penha Garcia e têm como referência a cura de males articulares, problemas de pele, doenças do sistema digestivo e hepático e também problemas no sistema reprodutor feminino. As Termas do Cró situam-se na freguesia da Rapoula do Côa no Concelho do Sabugal, Distrito da Guarda, e as suas águas medicinais poderão ter sido usadas desde a época da ocupação romana pois foram encontrados na região alguns indícios do período romano (cerâmicas de construção e moedas). As águas são mineralizadas com uma reação muito alcalina, ajudando nas perturbações músculo-esqueléticas e reumáticas, aparelho respiratório e patologias dermatológicas.

Termas da Curia

As estâncias termais são mais do que lugares para idosos, estão preparadas para receber termalistas de todas as idades que pretendam prevenir e também tratar certas doenças crónicas. Em Portugal existem dezenas de estâncias termais assim como outros subprodutos que de certa forma estão relacionados com o Turismo de Saúde; Talassoterapia, SPAs, Health & Wellness Resorts e Residências Assistidas, todos funcionando com o devido apoio médico e cuidados de saúde.

Gastronomia Mediterrânica – Cozinha Portuguesa

A cultura e o estilo de vida do mediterrâneo têm vindo a ser cada vez mais divulgados através da gastronomia que se encontra enraizada nos países do sul da Europa. Portugal é um destes países bastante famosos pela sua gastronomia que proporciona um excelente menu de pratos diversificados e saudáveis. Apesar de não ser banhado pelo mar mediterrâneo, as tradições históricas, as condições climatéricas e a proximidade geográfica de Portugal fazem com que sejamos considerados uma cultura mediterrânica.

Cozido à Portuguesa

De 17 a 21 de outubro decorrerá em Portalegre o 3º Festival “Alentejo das Gastronomias Mediterrânicas”. O produto regional com destaque no evento deste ano será o azeite. Diversos estudos apontam Portugal como o país mediterrânico que menos alterou os seus hábitos alimentares tradicionais, permitindo assim que a sua gastronomia permaneça com os seus traços históricos e culturais que tanto caracterizam o país.

A cozinha mediterrânica mantém um ciclo muito específico dos alimentos e ingredientes usados consoante as estações do ano. É uma gastronomia saudável pela variedade de ingredientes, sabores e texturas. Uma das principais características desta cozinha é o uso do refogado em alguns pratos, processo este amplamente divulgado por portugueses e espanhóis.

Na base da dieta mediterrânica encontram-se o azeite, o pão e o vinho tinto. Nos seus pratos, os  legumes usados são variados e indicados para uma alimentação rica em nutrientes. A cozinha do mediterrâneo tem vindo a ser bastante explorada pelos restaurantes comerciais que apresentam uma forma mais rápida na confeção e uma diferenciada composição e harmonização dos alimentos e pratos regionais. Por sua vez, os restaurantes tradicionais mantêm as receitas do passado usando produtos e ingredientes naturais, com redução de sal e uma confeção mais demorada que resulta em pratos mais saborosos e autênticos.

Açorda Alentejana

A Açorda à Alentejana é uma sopa típica do Alentejo e a sua preparação e receita não são universais, dependem muito da região onde a Açorda é preparada e varia até mesmo de família para família. Este prato típico regional é considerado uma das 7 maravilhas da Gastronomia portuguesa, onde na sua preparação são acrescentadas ainda algumas ervas aromáticas.

Polvo à Lagareiro

O Polvo à Lagareiro, como o nome indica, é confecionado com polvo onde este é cozido e de seguida grelhado. O acompanhamento mais tradicional e popular deste prato são as batatas a murro, que são abundantemente regadas com azeite.

Bacalhau à Lagareiro

O Bacalhau à Lagareiro é uma das mais conhecidas e confecionadas receitas de bacalhau. Com origem nas Beiras, o bacalhau era originalmente confecionado nos fornos dos lagares de azeite, pela época do azeite novo que ocorria em meados do final de outubro. Assavam-se juntamente as batatas e cebolas com casca espetadas num arame que se pendurava dentro do mesmo forno a lenha. Juntava-se alho crú e regava-se o bacalhau com bastante azeite acabado de tirar do lagar.

Turismo Religioso em Portugal

Turismo Religioso

O turismo religioso em Portugal constitui-se como um importante setor da indústria turística portuguesa, representando internamente quase 50% das atividades e receitas. Igrejas, Mosteiros, Conventos, Capelas e Santuários são algumas das ligações dos devotos e curiosos a este fenómeno de crença no religioso, devotos estes que procuram ativamente visitar os muitos locais sagrados e de culto existentes em Portugal.

Os visitantes deslocam-se para participarem em várias atividades religiosas, tais como arraiais em honra dos santos padroeiros ou simplesmente para verem de perto os monumentos que ao longo do tempo foram associados à religião. Este envolvimento de gentes vindas de outras partes do país contribui cada vez mais para o desenvolvimento do turismo rural, que se expande por um diverso número de operadores turísticos e proporciona assim a introdução de novos destinos para os viajantes.

Como curiosidade, dados recentes mostram que “cerca de 300 a 330 milhões de peregrinos visitam anualmente os locais religiosos mais importantes do mundo”, e em Portugal calcula-se que entre 5 a 6 milhões visitem anualmente Fátima e os seus arredores.

Turismo Religioso Norte

Região Norte
Com uma enorme diversidade de espaços religiosos e culturais, a Região Norte mostra-se em fase de elevado crescimento do turismo religioso. Pode-se encontrar por todo o Norte manisfetações festivas que vão desde as grandes romarias a peregrinações e locais com mosaicos culturais e iconografia específica alusiva à religião.
No Minho existia o famoso Santuário de Nossa Senhora da Peneda que contava com antigos dormitórios onde os peregrinos podiam pernoitar. O Santuário foi transformado num hotel que hoje em dia permite aos turistas experienciarem uma noite no que já foi um antigo local de peregrinação. Podemos encontrar também a Capela de São Bento do Cando, situada no alto do Monte do Cando em Arcos de Valdevez, e nela encontra-se um conjunto singular de elevado valor arquitetónico. Em Trás-os-Montes encontram-se um grande número de santuários, sendo um deles o Santuário de Nossa Senhora Da Assunção que  é considerado o maior Santuário Mariano desta região.
No Douro Litoral deparamo-nos com vários Mosteiros e Santuários, Igrejas e Capelas. Estes monumentos alusivos a uma extrema religião são quase na sua maioria datados entre o século XVII e XIX e possuem uma arquitetura romântica e setencista. No Alto Douro existem várias Capelas que, pela sua antiguidade, possuem uma história única cravada nas suas paredes e objetos. A Sé de Lamego, fundada no ano de 1129, é uma catedral gótica com uma torre quadrada e uma arquitetura de cariz religioso sem igual.

Turismo Religioso Centro

Região Centro

O turismo religioso da Região Centro é fortemente marcado pela simbologia do Santuário de Fátima, fazendo da sua cidade e arredores o principal destino dos peregrinos. De uma outra dimensão, o Caminho Português de Santiago complementa também certas rotas de peregrinação para Fátima.

Na Beira Interior o património Religioso é na sua maioria de origem medieval, com alguns monumentos fundados no século XII que possuem estruturas e uma arquitetura do período proto-gótico. Algumas fachadas são setecentistas, mas em construções primitivas os estilos neo-gótico, maneirista e barroco são facilmente reconhecíveis. A Igreja da Misericórdia de Viseu é um magnífico exemplar da arquitetura religiosa portuguesa “rocaille” e neoclássica. Na Beira Litoral encontra-se um património de cariz religioso envolvido predominantemente por áreas verdes e paisagens deslumbrantes. O Santuário de Nossa Senhora da Encarnação, situado na cidade de Leiria, é um dos mais importantes santuários marianos do centro do país, com características que datam do século XVIII.

Na Sub-região do Oeste encontramos Igrejas, Mosteiros e Santuários com importantes descobertas de tempos antigos realizadas no território nacional e mesmo algumas na vizinha Espanha. O Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça é uma das primeiras fundações monásticas cistercienses edificadas em território português. O Santuário do Senhor do Calvário, em Torres Vedras, tem uma pequena estrutura e um interior decorado com painéis de azulejos figurativos que representam a paixão de Cristo.

Turismo Religioso Sul

Região Sul

A Região Sul permite uma união histórico-artística que caracteriza a identidade cultural e religiosa de um povo. Antigas instituições monásticas e conventuais formaram conjuntos de igrejas e monumentos de cariz religioso que até hoje permanecem em excelente estado de preservação.

A Região de Lisboa tem uma extensa lista de património religioso, com diversas referências a locais antigos que foram preservados, e outros que simplesmente foram sendo adaptados às necessidades da população. A Basílica do Coração de Jesus, ou Basílica da Estrela, foi fundada no século XVIII com duas torres sineiras e tem uma antiga história que envolve a outrora nobreza do local. A Igreja de Santa Engrácia é uma construção do ano de 1568, constituindo-se assim na primeira igreja portuguesa verdadeiramente barroca.
A Península de Setúbal proporciona vistas panorâmicas únicas do seu miradouro e a arquitetura de alguns dos seus edifícios fazem clara referência a eventos históricos religiosos. A Igreja de S. Lourenço, que foi muito provavelmente fundada no século XIII, conta com um interior de uma só nave coberto por um teto de madeira. No Alto Alentejo encontram-se importantes obras arquitetónicas religiosas do século XIV, com interiores revestidos por mármores e famosas figuras dos séculos passados. A Sé Catedral de Évora, também conhecida como Basílica de Nossa Senhora da Assunção, tem uma arquitetura exterior de transição romano-gótica e um interior amplo e belo.

No Baixo Alentejo manifesta-se um diálogo inter-religioso bem evidente, unindo ao longo dos tempos diferentes gerações e tradições religiosas. A Igreja Matriz de Santiago do Cacém, considerada monumento nacional desde 1910, exibe linhas barrocas tardias no seu exterior e as suas naves destacam o movimentado frontão de forte cariz cenográfico. A Região do Algarve tem um significativo património religioso de valor arquitetónico e histórico. Através deste património, uma expansão turística de vertente religiosa tem sido alcançada pelas instituições locais. A Sé Catedral de Silves é um monumento gótico de estéticas vanguardistas com uma grande influência no Mosteiro da Batalha. No seu interior é possível conferir absides em grés vermelho e os bocetes com o escudo real da dinastia de Avis.

Em Portugal existem ainda muitas outras referências a locais e monumentos ligados à religião. As regiões autónomas da Madeira e dos Açores, por exemplo, apresentam também no seu património histórico-religioso um grande número de Igrejas, Capelas e Santuários.