Slow Travel: Portugal para viajar com calma

Após um ano inteiro a trabalhar, alcançando metas, prazos e levando a cabo tudo o que nos é exigido pela sociedade, os nossos chefes, a nossa família, etc., chega um momento único: as férias. E, com elas, um tempo limitado que poderemos utilizar como nos apetecer. Se ficaste cansado só de ler isto, talvez já seja o momento ideal para começar a praticar “Slow travel”.

Se sentes que o nome não te diz muito, o slow travel é segundo esta web (ENG)  “um estado mental. Trata-se de ter a coragem de não ir com as massas”. De acordo com esta web envolve também novas prioridades: “turismo de impacto reduzido, conhecer pessoas, retribuir com algo às comunidades que visitamos, e estar a par das nossas pegadas de carbono (‘carbon footprints’)”.

Portugal é para muitos visitantes o lugar perfeito para baixar o volume do stress quotidiano das metrópoles europeias e do resto do mundo. É um destino slow travel por excelência.

Nós, portugueses, somos um povo tranquilo, calmo. Então, por que não revitalizar as nossas idiossincrasias e pôr o slow travel em prática?

Talvez seja uma boa ideia ir até ao Alentejo, destino que é para algumas pessoas um lugar imprescindível, onde o calor faz com que apreciemos ainda mais o movimento slow, e onde sobretudo vale a pena gozar cada segundo sem pressas.

Não é necessário escolher uma zona específica, realmente; a maioria das aldeias e vilas de Portugal têm inerentemente um coração onde se aprecia a calma. Talvez seja também um dos motivos pelos quais os portugueses são exímios no trabalho artesanal, uma actividade que requer muita paciência e esforço.

Em poucas palavras, este movimento visa abrandar quando se viaja; sem correr de um monumento para o outro, vendo talvez menos coisas. Sem apressar-se de um lugar para outro, apreciando menos do que poderemos encontrar pelo caminho. Viajar disfrutando cada segundo na sua plenitude.

É o momento de levantar a bandeira do slow travel. Ver menos, talvez, mas apreciando muito mais.

Não se trata simplesmente de ficar várias horas na mesa a almoçar com a família… trata-se, isso sim, da ligeira diferença de não nos darmos conta do passar dessas horas que no fundo não têm preço. Trata-se de desfrutar da natureza de um lugar, do simples odor do bosque que convida a um passeio, ou um descanso à sombra. Ficar perplexo ao encontrar gente com outros estilos de vida, tão distintos ao nosso. E, finalmente, quando podemos oferecer um sorriso sincero a desconhecidos que nos apreciam apenas por sermos parte da mesma família… à qual chamamos “humana”.

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