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As aldeias mais pequenas de Portugal

Na geografia Portuguesa existem todo o tipo de povoações. Existem destinos balneares que ficam desertos no Inverno, mas que se enchem de gente no verão, existem locais ideais para a diversão, outros para o relaxamento e sem dúvida subsiste uma variedade imensa de culturas, conhecimentos e interesses.

Aldeia de Cortecega

Hoje quisemos eleger as localidades menos povoadas. Estas localidades são sem dúvida uma ideal opção para nos desconectarmos do quotidiano citadino e nos conectarmos á terra que tanta falta faz à nossa sanidade. Sem mais delongas deixamos aqui uma breve descrição, sobre algumas das localidades menos povoadas de Portugal:

Aldeia da Pena
A Aldeia da Pena é uma aldeia típica de xisto, fica situada a 325km de Lisboa e a 20km de São Pedro do Sul. Esta aldeia possui 6 habitantes e 10 casas de habitação. É considerada um ponto de passagem obrigatório para aqueles que amam a natureza pois está situada no fundo de um vale na serra de São Macário. As suas paisagens vistas dos pontos mais altos são simplesmente magníficas.

Aldeia de Cubas
Dois casais de idosos são a força humana de Cubas e o que faz com que esta aldeia não seja considerada “finda”. Esta pequena aldeia está localizada em Trás-os-Montes na localidade de Vila Pouca de Aguiar. Entre outras coisas, Cubas possui um lindíssimo percurso pedestre de 12 km por entre magnificas paisagens.

Aldeia Nova
Aldeia Nova, que fica situada no concelho de Almeida em Freixo da Serra, possui atualmente 33 habitantes, embora em 1900 possui-se cerca de 164. Num passado recente a principal produção desta aldeia era o centeio. Sabe-se que a maioria dos seus habitantes emigraram, especialmente para França, e quem sabe se algum dia regressarão… Em tom de curiosidade sabe-se que esta aldeia possui internet wireless desde 2009, algo paradoxal quando pretendemos alugar alguma das casas rurais próximas de Aldeia Nova para “desligar”.

Goujoim
A aldeia de Goujoim possui apenas 58 habitantes e fica localizada no município de Armamar. É considerada uma “aldeia museu” por ser uma das aldeias mais antigas.
O seu nome presumivelmente provém da derivação do nome Aben ou Bem Uvim. Ao longo da história este nome escreveu-se de diversas formas tais como Gojim, Gomjoym, Gojoim, até se chegar ao nome atual: Goujoim. Tal como em outras aldeias vizinhas, nesta aldeia vivia-se da produção do azeite, centeio, vinho e trigo. Quem sabe não valerá a pena uma visita de forma a tomarmos conhecimento dos vestígios da história que ainda conserva a Aldeia de Goujoim.

Asnela
Em Asnela há 50 anos atrás contava-se uma população de 250 pessoas, atualmente não existem mais que 10 pessoas. As suas casas de granito são o seu maior atrativo. Uma das coisas mais surpreendentes neste tipo de aldeias é a capacidade que os seus habitantes possuem de se auto sustentarem semeando batatas, feijão, cebola e criando animais para consumo próprio. Se pensa em visitar algumas das casas rurais perto da Aldeia de Asnela, recomendamos que leve consigo um pequeno fogão e cafeteira, pois nos arredores desta aldeia não existem nem cafés nem padarias.

Montes Altos
Eis uma história com final feliz. A localidade de Montes Altos possuía somente 11 habitantes em 1993, atualmente possui 70 habitantes graças ao centro social de Montes Altos, que inverteu esta eminente desertificação e que igualmente oferece apoio domiciliário às freguesias vizinhas. Para aqueles que querem contribuir para o aumento desta população, pelo menos temporariamente, aconselhamos a estadia numa casa rural próxima de Montes Altos.

Cortecega
Possuindo somente 11 habitantes, a Aldeia de Cortecega possui uma dinâmica ativa do mundo rural. Esta aldeia mantem as tradições de muitos outros locais do norte de Portugal e é tão ativa que nos custa imaginar que se aproxima da extinção. O surpreendente nesta região é o espirito familiar que a envolve.

Adagoi
Adagoi não possui habitantes, contudo teve há pouco tempo um único habitante, mas que se mudou para uma aldeia vizinha. Em forma de curiosidade sabemos que o nome desta aldeia tem origem germânica e significa, segundo a wikipédia, “veiga ou pequeno vale”. Adagoi é um lugar que oferece uma oportunidade única de se ver uma aldeia portuguesa sem vida humana mas onde, felizmente, existem muitos alojamentos rurais nas redondezas de Adagoi.