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Apadrinhar um animal selvagem

Calma, não estamos a sugerir, com este título, que vá a algum baptizado no meio da selva! Falamos da campanha da Quercus para apadrinhamento dos animais selvagens que se encontram nos seus centros de recuperação. Para assim ajudar a manter a fauna que os viajantes Toprural tanto apreciam.

A associação gere actualmente três centros de recuperação de animais selvagens: Centro de Recuperação de Animais Selvagens de Castelo Branco; Centro de Recuperação de Animais Selvagens de Santo André; e Centro de Recuperação de Animais Selvagens de Montejunto.
Segundo a Quercus, são «hospitais de fauna selvagem, cujo objectivo principal é a recepção de animais selvagens debilitados, sua recuperação e devolução ao meio natural».

Como apadrinhar?

Para ser o padrinho de um desses animais em recuperação, basta fazer um donativo financeiro. Existe uma tabela de donativos para o apadrinhamento partilhado:

  • Classe 1: animais de tamanho pequeno (ex: mochos, andorinhas) – 25€
  • Classe 2: animais de tamanho médio (ex: lontras, milhafres) – 40 €
  • Classe 3 – animais de tamanho grande (ex: águia-cobreira, corço) – 60€
  • Classe 4 – animais altamente ameaçados (ex: águia-real, cegonha-preta) – 100€

Se pretender o apadrinhamento em regime de exclusividade, basta calcular o valor da classe onde o animal se insere, e multiplicar por quatro.

O que ganha o padrinho? Além do prazer de estar a contribuir para a recuperação da fauna selvagem, o padrinho tem direito a um certificado de apadrinhamento e fotografia do animal, a toda a informação da evolução da recuperação, e poderá também assistir à sua libertação, quando chegar o momento de o devolver à natureza.

Veja junto dos centros de recuperação qual o animal que pretende apadrinhar, bem como a melhor forma de o fazer. Neste link encontra os contactos.

Preservar o lince-ibérico

Único no mundo, o lince-ibérico está classificado como estando em perigo crítico de extinção na Península Ibérica, com apenas, calcula-se, 100 animais em liberdade. É já considerado extinto em Portugal, e aqui na Toprural lançamos o alerta: é preciso parar a destruição do habitat deste animal único.

Com o nome científico de Lynx pardinus, o lince-ibérico tem uma pelagem castanho-avermelhada, coberta de manchas pretas que podem ser desde pequenos pontos a riscas. Com uma pequena cauda, ‘pincéis’ na ponta das orelhas, tem um peso médio entre os 9 kg (fêmeas) e os 12 kg (machos). A sua alimentação assenta essencialmente em coelhos, mas caça também outros pequenos mamíferos. Habitam em bosques, matagais ou matos densos, sendo bastante furtivos e de difícil detecção.

A manutenção das condições essenciais para a sua sobrevivência é essencial. A caça excessiva dos coelhos-bravos é um dos principais pontos negativos e que faz com que o animal já não esteja presente em território nacional. Ainda pior do que destruir o habitat é matar mesmo o animal e recentemente foi encontrado mais um animal morto.

Mas tanto Espanha como Portugal estão a desenvolver esforços para a reprodução dos animais em cativeiro, e posterior introdução na natureza. Em território luso encontra-se o Centro Nacional de Reprodução do Lince-Ibérico, na zona de Silves, mas numa localização que se quer desconhecida aos curiosos. Isto porque os animais precisam de toda a tranquilidade e o mínimo contacto com o ser humano possível, de forma a ser mais fácil a sua introdução no meio selvagem.

A importância da conservação será o tema do 1.º Seminário do Lince-Ibérico em Portugal, a decorrer na Universidade do Algarve, em Faro, dias 28 e 29 de Outubro. É dirigido não só a investigadores, mas a todos os interessados na temática do ambiente.

A caça ilegal, os atropelamentos, a caça intensiva do principal alimento (os coelhos), a destruição do habitat e a utilização de armadilhas são as ‘armas’ que têm dizimado uma população que já não existe em Portugal. Vamos, juntos, mudar mentalidades e, estamos certos, o lince-ibérico será novamente um animal livre e não criado apenas em centro de recuperação.

Guia para viajar com animais 2009

Outro ano mais que se publica o Guia para viajar com animais 2009 que reúne os alojamentos (hotéis, casas rurais, parques de campismo, etc.) de Andorra, Espanha e Portugal que admitem animais de estimação.

Guía para viajar con animales 2009

A Toprural colabora, por 2º ano consecutivo, com esta iniciativa da Fundação Affinity (enlace em Inglês) e Viena edições (enlace em Espanhol) que pretende facilitar a procura de alojamentos aos viajantes que queiram viajar com os seus animais de estimação. Esta nova edição incluí um total de 2.200 alojamentos rurais que admitem bichinhos, o que implica um incremento de 500 alojamentos, com relação a 2008.

O guia pode adquirir-se nas livrarias e custa 11,90€. Caso haja dificuldade para encontrá-lo, pode-se contactar directamente com a editora (mail viena@vienaeditorial.com), para saber qual é a distribuidora ou o ponto de venda mais próximo.

Na Toprural também pode procurar alojamentos que admitam o seu animal de estimação. Só tem que fazer a busca escolhendo primeiro a região e clicando a característica “admite animais”. Exemplos:

Casas rurais que admitem animais no Porto, Norte e Alto Douro
Casas rurais que admitem animais no Alentejo
Casas rurais que admitem animais nos Açores

Mais informação: Posso ir contigo?

Posso ir contigo?

O verão é a altura de férias por excelência. Seja o nosso destino e o mar, a montanha, o campo ou turismo rural, através de voos low cost e não só encontramos o nosso destino para disfrutar de uns dias de descanso.

Partilhamos os nossos dias de férias com as nossas familias…e nelas, nem todos são humanos! Para muitos animais de companhia a chegada do verão transforma as suas vidas em terror e desespero.

O número de cães abandonados não tem parado de aumentar em Portugal, esta subida começou a esboçar-se em 2006 e não parou mais. Na ausência de estatísticas oficiais, as associações têm os seus próprios indicadores.

Há muitas maneiras através das quais podemos evitar que isto continue a acontecer. Consciencializar-nos das nossas capacidades para poder manter um animal de estimação antes de dar o paso e adquirir um é primordial.

A Toprural recorda-o do Guia para o viajante com animais de estimação (página em espanhol), um livro cheio de notícias e conselhos, muito útil para passar as férias com o nosso amigo. O guía está disponível apenas em espanhol e oferece, para além da informação, uma descrição da estrutura dos alojamentos espanhóis que aceitam animais.

No caso do seu destino não ser Espanha lhe recordamos que toprural oferece sempre a possibilidade (também pela França, Itália, Bélgica, Luxemburgo e Andorra) de procurar um alojamento que aceite animais, através da opção “Mais características”, após ter seleccionado a região.

Em Portugal toprural publica mais de 151 alojamentos que oferecem a possibilidade de hospedar o nosso amigo. Estava à espera do que? As férias não fazem sentido nenhum sem o seu melhor amigo!

Mais dados de interesse: Associações, Tierramérica, Eco-Gaia.

Itziar Fernández