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ÉVORA: A CAPITAL MEGALÍTICA IBÉRICA

Visitar Évora é mergulhar na história de civilizações que passaram por esta cidade alentejana património da humanidade. Uma das principais atrações de Évora é a vasta quantidade de registos megalíticos existentes na região. Mas os grandes engodos desta cidade alentejana são suas gentes hospitaleiras, o artesanato típico, a rica gastronomia, as tradições, os cheiros e sabores que caracterizam esta bela região que está à espera à sua espera para o surpreender.

evora calle

Cromeleque dos Almendres o maior da península ibérica

O famoso Cromeleque dos Almendres é o maior conjunto de menires estruturados da Península Ibérica e um dos mais importantes da Europa não apenas pelas suas dimensões, como também pelo seu estado de conservação. Encontra-se a cerca de 13 quilómetros da cidade de Évora, no Alentejo, a Sul de Portugal.

É um grande chamariz desta cidade pela sua antiguidade e pelo ambiente pré-histórico que se sente assim que se vislumbra este monumento.

Só no distrito de Évora, conhecem-se, atualmente, mais de uma dezena de locais megalíticos, quase uma centena de menires isolados, perto de oitocentas antas e cerca de quatrocentos e cinquenta povoados “megalíticos”. É uma cidade em que cada canto respira história e onde conseguimos imaginar como viveram os nossos antepassados.

Barragem do Alqueva, um santuário rupestre

Existem ainda alguns raros exemplares de monumentos aparentados, os tholoi, e, na área da Barragem do Alqueva, foi recentemente descoberto um extraordinário santuário de arte rupestre, atualmente submerso. A Barragem de Alqueva é hoje a o maior reservatório artificial de água da Europa. Possui uma altura de 96 m acima da fundação e um comprimento de coroamento de 458 m2 .

Tempo Romano
O templo romano de Évora é um dos monumentos romanos mais importantes de Portugal. Situa-se no ponto mais alto da cidade e foi parte do fórum romano. Pensa-se que foi criado por volta do século I para homenagear o Imperador Augusto, mas mais tarde passou a ser conhecido erradamente por Templo de Diana.

templo evoraÉvora é assim, uma cidade bastante rica em termos de monumentos pré-históricos mas conta também com variadas “assinaturas” romanas, renascentistas e contemporâneas que a tornam uma cidade diversificada e cheia de locais inesquecíveis por descobrir.

Turismo de Inverno: casas rurais em zonas com neve

Após as festividades do Natal e Ano Novo, muitos portugueses viajam pelo país para rodear-se de neve. Uns para pura e simplesmente aproveitar e ver o fenómeno, outros para praticar desportos específicos, como por exemplo o ski.

Algumas das cidades mais frias do país, onde frequentemente se registam temperaturas negativas, são a CovilhãSeiaGuardaBragançaMontalegre e Castelo Branco. A nevada é um fenómeno mais característico de Trás-os-Montes e do interior (nomeadamente a Beira).

Sempre que se fala em neve no país, o primeiro lugar que vem à cabeça é a Serra da Estrela (na Torre as temperaturas podem chegar aos -20 ºC), cujo ponto mais elevado atinge os 1993 metros. É também o destino luso para a prática de desportos de Inverno, havendo praticamente 8 km de pistas de ski (9 pistas no total, a mais longa aproximadamente 1 km).

Há, no entanto, outras zonas de nevada em Portugal. Uma delas, e onde a neve cai também com abundância, é a Serra do Gerês. Aqui encontra-se um dos pontos mais altos do país, o Pico da Nevosa.

Se quisermos ver neve à altitude máxima dentro do território português, temos de viajar até à Ilha do Pico (Açores), onde se impõe a maior elevação de Portugal (a Ponta do Pico, com 2351 metros de altitude), que poderemos observá-la, a partir dos 1200 metros. Em relação ao outro arquipélago nacional, também na ilha da Madeira podemos encontrar neve, havendo nevadas nos três Picos: Ruivo, das Torres e do Arieiro.

E se nos esquecemos de algum lugar, ou se quiser partilhar a sua opinião sobre um dos sítios mencionados no artigo, deixe-nos um comentário!

Nota: não se esqueça, informe-se junto das autoridades competentes sobre a situação das estradas antes de viajar para uma zona de nevada.

5 casas rurais de topo: as maiores altitudes de Portugal

De topo, como quem diz: recomendadas e ainda nas regiões onde se encontram os pontos mais altos de Portugal. Se gosta de alturas, aproveite este artigo para planear nova incursão pelo nosso território com o objectivo de passear, descansar e apreciar as vistas!

À excepção das ilhas, o Norte do país é o lar da maioria das grandes elevações nacionais, pelo que esta é uma boa oportunidade para conhecer as Beiras, Minho e Trás-os-Montes!

Sem mais demoras, eis uma selecção de casas rurais nas zonas de maior altitude no país. Até onde é que vai subir?

Adegas do Pico – São Roque do Pico, Açores
As Adegas do Pico são várias casas típicas de basalto e com vista para o Atlântico. Estão equipadas com televisão, churrasco e utensílios de cozinha, tal como outros sob pedido (Internet, DVD, consolas, berço, etc.). Além de ir conhecer o ponto mais alto do país (com 2351 metros!), poderá visitar a aldeia e o comércio local, ou provar a gastronomia da terra.

Casa da Moreia – Sabugueiro, Guarda
No Sabugueiro (Aldeia Mais Alta de Portugal), em plena Serra da Estrela (1993 metros), esta casa beirã foi edificada na primeira metade do séc. XX e posteriormente renovada. Aloja até 10 pessoas, disponibilizando os equipamentos necessários (lareira incluída!).

Quinta do Pântano – Santo António da Serra, Madeira
Espaço de agricultura biológica certificada e com animais de quinta, são várias casas e estúdios devidamente equipados, com serviço de lavandaria e muda de toalhas numa base diária. Golfe e equitação são actividades que encontrará a menos de 1 km, sendo a freguesia ideal para provar a gastronomia da região (carnes, cidra e, claro, a típica poncha). Aproveite para descobrir o Pico Ruivo com os seus imponentes 1862 metros (e ainda o Pico das Torres e o do Arieiro).

Casa Naturagerês – Campo do Gerês, Braga
Mesmo ali na Serra do Gerês, onde poderá deslocar-se até à fronteira com a Galiza para ver o Pico da Nevosa (1548 metros), fica esta Casa que recebe até seis hóspedes. O frio não será um problema: vidros duplos, lareira e aquecimento central ajudarão a esquecê-lo. Fica também na proximidade de Vilarinho das Furnas, uma das nossas recém-eleitas Maravilhas Rurais.

Quinta da Ribeira – Moura Morta, Vila Real
Serra do Marão, cujo ponto mais alto atinge 1415 metros, é de visita obrigatória, e esta casa é uma óptima escolha de alojamento. Não só devido à proximidade com a referida serra mas porque o Douro e os seus socalcos vinhateiros estão mesmo ali ao lado. Alojando até 6 pessoas, destaca-se a cozinha: não pelo facto de estar devidamente equipada, mas sim por ter uma daquelas lareiras à moda antiga, para um grande convívio entre familiares e/ou amigos.

Como criar um blog para a sua casa rural

Um blog é um sitio web onde periodicamente pode atualizar conteúdos relacionados com a sua casa rural e ordená-los cronologicamente, sendo o primeiro artigo o mais recente. É uma ferramenta ideal para manter o público atualizado onde poderá comentar e partilhar as suas novidades nos meios sociais.

Alguma vez se dedicou a escrever um blog? Vejamos como fazer do seu blog a chave da sua estratégia online.

Wordpress e blogger

Para iniciar a criação do seu blog, deverá escolher um dos muitos sistemas de gestão de conteúdo que existem na web como: wordpressbloggertypepad, etc.  São de fácil utilização e gratuitos. Nós utilizamos a versão de download wordpress.org que requer a utilização de um servidor externo, é mais personalizável e permite incluir diferentes widgets (aplicações). No entanto, se preferir um blog mais simples, recomendamos a utilização de qualquer uma das outras plataformas acima mencionadas.

Assim que esteja familiarizado com a ferramenta, deve escolher o layout (desenho) que mais goste! Posteriormente poderá alterar a aparência do seu blog, modificando o cabeçalho e o fundo com as fotografias do seu alojamento e mostrar ou ocultar os widgets que preferir (calendários, ligações a outros blogs, nuvem de tags, etc.).

 

Os blogs são compostos por artigos (posts) que possuem uma URL única denominada de permalink. Para dar maior visibilidade às suas entradas nos motores de busca como o Google, é recomendável que altere essa URL por outra que contenha as palavras-chave de busca e adicione etiquetas e categorias de busca a cada post.

Nos blogs é também frequente existirem páginas estáticas, onde os proprietários incluem informação sobre a sua casa rural.

No seu primeiro artigo pode dar as boas vindas aos seus leitores. Para não ficar sem ideias sobre o que escrever nos restantes artigos, recomendamos-lhe elaborar um brainstorming (chuva de ideias), anotando numa folha aqueles temas que vão surgindo na sua mente e que acredite que possam ser do interesse dos seus leitores.

Foto CC de hey paul

Aqui deixamos alguns exemplos:

Rotas e atrativos turísticos da região
Descreva todo o valor que a região possui: dê indicações de todos os seus locais favoritos, especialmente aqueles que não aparecem nos guias mas que certamente teem imenso encanto.

Atividades e workshops
Que se realizem na sua casa rural ou nas redondezas. Ambas as plataformas permitem incluir fotografias, mostrando assim aos seus leitores imagens de outros turistas que já disfrutaram da sua casa rural.

Histórias e relatos pessoais
Todos gostamos da proximidade, de nos reunirmos e de ouvirmos estórias em conjunto sobre as lendas do povo, os antigos hóspedes, os animais, as suas experiências.

Ofertas e promoções
Deve publicar as novidades sobre a sua casa rural, mas tente que o seu conteúdo não seja sempre comercial ou o seu público acabará por desaparecer.

Logo que tenha decidido sobre o que vai escrever, questione-se sobre a elaboração de um calendário  para que mantenha de forma organizada e controlada as suas publicações. As redes sociais como o Facebook, Twitter ou Google+ são uma boa forma de divulgar os seus artigos. Igualmente os seus leitores podem partilhar as suas entradas, através dos botões share (partilhar em inglês), das redes sociais.

Aconselhamos a que ganhe alguns “hábitos” na hora de escrever um blog, tais como:

Referenciar e ligar-se a outros blogs, quando são fonte de informação ou servem de complemento aos seus conteúdos.

Gerar uma comunidade em torno do seu blog, respondendo aos comentários dos seus leitores e comentando igualmente noutros blogs.

Respeitar as licenças de conteúdo relativamente a direitos de autor. Se necessita de imagens pode compra-las ou utilizar as que dispensam licenças como por exemplo em creative commons.

Pode ver mais conselhos sobre redes sociais em Turismo rural e Redes Sociais – Conselhos Toprural.

Esperamos que estes conselhos tenham sido úteis e em caso de já dispor, gostaríamos de conhecer a sua experiência.

Quinta do Barrieiro eleita “casa com a melhor vista”

A Quinta do Barrieiro foi a vencedora da “casa com a melhor vista”, numa votação feita na comunidade da toprural no facebook onde mais de 550 pessoas “gostaram” da vista desta quinta.



A fotografia, que tem a Serra de São Mamede como cenário de fundo, contrasta a harmonia das suas cores com o brilho do sol.

De forma a sabermos mais sobre esta propriedade, Maria Leal da Costa e José Manuel Coelho contaram-nos mais sobre a sua quinta, que funciona como alojamento rural há 13 anos.

Quando lhes perguntamos o quê de melhor oferece a sua casa, a importância da natureza foi resposta imediata, mas não só, para eles o grande destaque da sua casa está em encontrar a “natureza e a arte numa envolvente sensualidade”. De forma a clarificar explicam: “a nossa casa tem duas características identitárias à volta das quais gira toda a nossa oferta: a nossa localização, no coração o Parque Natural da Serra de São Mamede, com uma riqueza natural de fauna e flora únicas; o atelier de escultura da Maria e as suas galerias de arte contemporânea. Assim podemos dizer que o melhor que temos para oferecer é um ambiente calmo e tranquilo, rico em surpresas e experiências, apelando à descoberta e ao conhecimento dos nossos próprios sentidos.”

A respeito da gestão da sua casa, perguntámos qual o segredo para obter opiniões tão positivas por parte dos viajantes. A resposta foi esclarecedora: “O segredo é não ter segredos! Primeiro tentamos que a escolha da nossa casa recaia essencialmente no conhecimento da nossa realidade, evitando falsas expectativas. Depois os hóspedes são recebidos com descontração e liberdade, transmitindo mútuo respeito. Durante a estadia procuramos estar presentes sempre que sejamos necessários.”

Como sugestão anti-stress aconselham: “Trazer aqueles livros que a vida quotidiana não deixa ler e refugiar-se na quinta.” Da mesma forma este espaço é suficientemente calmo para permitir alguns “retiros do trabalho, para acabar de escrever um livro, um artigo ou uma tese.”

Quinta do Barrieiro na TopRural

A Quinta do Barrieiro “não é para todos”

Maria e José afirmam que a Quinta do Barrieiro não é para todos. Neste sentido, eis o que devem ter em conta ao visitá-la: “ 1) Souber respeitar a natureza e se sentir parte integrante ; y 2) Entender as artes plásticas como um veiculo de autoconhecimento e de aproximação aos outros. (…) temos outra exigência de carácter cultural, “obrigamos” todos aqueles que durmam em nossa casa, a conhecer 3 pérolas do património construído Português e da história Ibérica: as vilas de Marvão e Castelo de Vide e a cidade de Portalegre. Por isso dizemos, sem qualquer receio, que a Quinta do Barrieiro “não é para todos”.

Uma das coisas que os proprietários melhor devem conhecer é o que os rodeia e como ajudar o hóspede a tirar o melhor partido da sua visita. Neste caso é fornecida “informação de forma a facilitar a descoberta de um valiosíssimo património arquitectónico Português e Espanhol”, tais como:

  • Marvão – Cidade amuralhada; Ruínas romanas da Ammaia; Ponte e torre medieval da Portagem.
  • Portalegre – Cidade dos museus; Manufactura de Tapeçarias; Convento de S. Bernardo.
  • Castelo de Vide – Cidade medieval; Judiaria; Arqueologia.
  • Crato e Alter do ChãoMosteiro da Flor da Rosa; Coudelaria e o cavalo Lusitano Alter Real; escultura equestre de Maria Leal da Costa.
  • Espanha – Judiaria de Valência de Alcântara; Casco medieval de Cáceres; Museu Vostell Malpartida; Ruínas romanas de Mérida.

Entre outros, a quinta também oferece espaços para observação e contacto com a natureza, com muitos passeios pedonais disponíveis e pontos de observação de aves. Além disso, possuem acordos com empresas de animação que oferecem passeios a cavalo, de bicicleta ou canoagem, tiro ao arco, escalada, visitas guiadas, e muitos mais.

Mais uma vez agradecemos a todos os que participaram, e estejam atentos: em breve teremos mais novidades para aqueles que quiserem divulgar as maravilhas do seu espaço rural.