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Portugal atento ao desenvolvimento sustentável

Desenvolvimento sustentável é um termo que entrou há relativamente pouco tempo no léxico mundial. Em Portugal também, mas parece que estamos no bom caminho no reconhecimento desta via, como indica um recente estudo da Associação Portuguesa de Anunciantes (APAN). Ainda assim, há que melhorar em alguns aspectos. A Toprural conta-lhe tudo.

Essencial deixar um planeta melhor aos nossos filhos

Segundo o relatório Brundtland, o conceito mais utilizado para definir desenvolvimento sustentável é o seguinte: “O desenvolvimento que procura satisfazer as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem as suas próprias necessidades, significa possibilitar que as pessoas, agora e no futuro, atinjam um nível satisfatório de desenvolvimento social e económico e de realização humana e cultural, fazendo, ao mesmo tempo, um uso razoável dos recursos da terra e preservando as espécies e os habitats naturais”.

O estudo da Associação Portuguesa de Anunciantes, intitulado “Opinião Pública e Sustentabilidade em Portugal”, vai já na sua terceira edição (a primeira em 2007 e o segundo em 2009). E conclui-se que 90% dos inquiridos afirmam ter alguma ou muita consciência sobre o desenvolvimento sustentável.

Ainda assim, apesar do conhecimento, metade dos inquiridos refere ainda que há pouca consciência sobre isso, situação a que a atual crise poderá ter efeito, uma vez que faz com que o tema perca importância, tanto nos cidadãos como nas empresas, relegando o desenvolvimento sustentável para fora das prioridades de atuação.

No topo da classificação dos comportamentos pessoais sustentáveis encontra-se o “poupar água e luz” (57%) e fazer a “separação do lixo” (52%).

Mas, referimos nós, existem muitas outras medidas que podem ser implementadas, a nível pessoal, para um desenvolvimento sustentável:

  • Poupar água no banho; fechar as torneiras ao lavar os dentes; colocar um volume dentro do autoclismo para este se encher com menos água. Tudo isto permite poupar esse valoroso e necessário recurso natural.
  • Desligar as luzes de salas onde não é necessário; tirar os aparelhos do standby, desligando-os; e se possível instalar painéis solares ou outras formas alternativas de utilizas de energia. Poupar energia é também desenvolver.
  • Reutilize os seus sacos nas compras; de preferência adquira produtos nacionais, uma vez que requerem menos meios de transporte e, consequentemente, o seu transporte polui menos.

Todas as medidas em cima são de preservação do meio ambiente, um dos pilares essenciais no desenvolvimento sustentável. De resto, esta assenta em três factores: a sustentabilidade ambiental, sustentabilidade económica e sustentabilidade sócio-política. É assim, e resumindo, uma forma de evoluir enquanto sociedade justa, com esforço para que todos se sintam incluídos e participem na sua evolução, mantendo as circunstâncias de vida atuais, e tentando deixar um mundo melhor para os nossos filhos.

Casas rurais com certificação ecológica

Como as preocupações com o meio ambiente devem estar sempre na ordem do dia, a Toprural decidiu agora mostrar-lhe uma selecção de casas rurais com certificação ecológica.

Casa rural (aluguer completo) | Casa do Ouvidor | São Roque do Pico, Pico

Ao passar o seu tempo nestas casas rurais tem assim a certeza que a sua estadia terá um reflexo mínimo no meio ambiente. Não precisamos, claro, de lhe dizer como as preocupações ambientais estão na ordem do dia. E não são uma moda: são uma necessidade. Se não conservarmos a mãe Natureza, o cenário do futuro revela-se bastante negro.

Reflexo dessa importância é o facto, por exemplo, da Organização das Nações Unidas (em inglês) (ONU) este ano de 2012 ser o Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos. Mais de 1,4 mil milhões de pessoas, segundo a ONU, não têm acesso a energia, sentido a consequência disso mesmo a nível educacional, económico, ambiental e na saúde. Garantir o acesso a energia é assim um imperativo mas, lá está, com o meio ambiente sempre em vista. Daí a preocupação com o “sustentável”.

Fique então com a nossa selecção, sabendo sempre que poderá encontrar mais casas no nosso portal .

Casa de RequeixoFrades, Braga
Casa da nobreza rural do século XVI, com ampliações em anos seguintes, aqui encontra uma casa reconhecida como produtor biológico. Os hóspedes pode também participar nos trabalhos horta, sentido o gosto pelo tratar da terra.

Quinta Nossa Senhora de LourdesSão Vicente Ferreira, São Miguel
Construção com mais de 100 anos, é desde o início uma das maiores casas vinícolas das redondezas. Além das videiras, encontra aqui também uma outra variedade de culturas e de árvores de fruto.

A Casa do Ouvidor São Roque do Pico, Pico
Localizada no arquipélago dos Açores, esta quinta encontra-se numa das mais belas e naturais paisagens de Portugal. Rodeada do verde e azul, aqui pode encontrar a verdadeira Natureza.

Quinta da Vila FrancelinaFrossos, Aveiro
Inserida numa zona de reserva ecológica de passagem de aves migratórias, esta quinta inclui jardins, uma área de pomar, cerca de oito hectares com floresta de pinheiros, eucaliptos, plátanos e outras espécies. Oferece, claro, um ambiente saudável e passeios tranquilos.

Boa viagem! E boa estadia!

Presentes ecológicos neste Natal

Oferecer presentes é o grande propósito da ocasião festiva do Natal, mais importante até que os receber. E se o puder fazer tendo em conta o meio ambiente, ainda melhor. Conheça algumas sugestões Toprural de presentes ecológicos.

As pinhas dão um óptimo centro de mesa | Petr Kratochvil

Kit “ervas aromáticas” – ofereça um kit composto por pequenos vasos, terra, fertilizante e sementes de ervas aromáticas. Assim, oferece a possibilidade de cultivar ervas como manjericão, hortelã, salsa, coentros, tomilho e muitas mais. Pode encontrar todos estes materiais num vulgar hipermercado ou, por exemplo, se quiser um conselho mais apropriado pode ir à loja do Cantinho das Aromáticas.

Centros de mesa – recolha, num parque junto de si que tenha árvores, elementos como pinhas, folhas, ramos, e outros materiais naturais e elabore, com a ajuda de um cesto de verga baixo, por exemplo, um belo centro de mesa. Quem sabe, poderá utilizá-lo no dia de Natal.

Tecidos ‘renovados’ – aproveite tecidos de outras peças de roupa e “invente” presentes como carteiras, malas, gorros… enfim, o limite é a sua imaginação.

Fantoches  de meias –  é um clássico: fantoches feitos com meias. Com uma bola de ping-pong cortada ao meio consegue fazer os olhos. Depois, com outros tecidos, pode fazer o cabelo, língua, roupa, etc. Ou seja, tudo aquilo que tornará o seu boneco um verdadeiro personagem de um teatro de fantoches.

Bicicletas – haverá meio de transporte mais ecológico? Se conseguir encontrar bicicletas em segunda mão, ainda melhor. Irá estar assim a aproveitar um material e a prolongar o tempo de vida. Se optar por esta hipótese, pode sempre procurar nos sites como o Custo Justo ou o Olx.

Apadrinhar animais – pode contribuir para o melhoramento de vida de animais, ajudando assim a preservar a Natureza como ela é. Pode optar por uma de duas hipóteses: apadrinhar um animal no Jardim Zoológico, ou apadrinhar um animal selvagem, como referíamos num post anterior.

Kit de ornitólogo – composto por um par de binóculos, um livro com a indicação das espécies de aves possíveis de observar, e um bloco, para apontar as descobertas. Para mais informações sobre observação de aves, bem como os livros adequados, consulte o site da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves.

Carregador de baterias solar – já existem à venda carregadores de baterias “movidos” a energia solar. Poupa na conta da electricidade e também no meio ambiente. Veja no Ebay, e verá que consegue encontrar o que procura.

Presentes comestíveis – propomos que entre na cozinha e prepare um pack de biscoitos, sal aromatizado, compotas, azeite aromatizado, etc., etc. Oferecer algo feito por si terá, por certo, um outro significado para quem recebe.

Não se esqueça que, a partir do momento em que é você a produzir, a ecologia está em primeiro. As sugestões que lhe damos são meramente indicativas. Se tiver outra ideia, deixe-nos um comentário.

Bom Natal! E boas ofertas.

Destinos portugueses distinguidos pela sustentabilidade

São seis os destinos portugueses distinguidos com os prémios QualityCoast, que distingue a sustentabilidade do turismo das zonas costeiras. A Toprural revela-lhe quais.

Açores, um dos destinos distinguidos pela QualityCoast | Foto de Luissilveira
Estes galardões são da responsabilidade da Coastal & Marine Union, uma organização europeia não governamental, que incide a sua actuação na promoção do desenvolvimento sustentável das zonas costeiras.

Os prémios QualityCoast visam assim distinguir, todos os anos, na Europa, os destinos turísticos costeiros mais sustentáveis.Para tal, são avaliados de acordo com diversos parâmetros: preservação do ambiente, natureza, paisagem, património cultural e identidade local.

Actualmente as regiões distinguidas em território nacional são: Açores, Madeira, Sintra, Lagos, Tavira e Torres Vedras.

Desde 2007 que já foram atribuídos prémios a 35 comunidades costeiras, de 14 países europeus.

Mais uma prova que, em Portugal, a crise não é tudo. Há muito por fazer, mas também há que aplaudir o que está feito. Para um país mais sustentável, com identidade, virado para uma das suas maiores potencialidades: o turismo.

Reciclar rolhas de cortiça

Green Cork é o programa de reciclagem de rolhas de cortiça que permite aproveitar esse produto natural e dar-lhe muitas outras utilidades. A Toprural, neste que é o Ano Internacional das Florestas, fala-lhe um pouco mais deste projecto.

Sobreiro | Foto de Jean-Pol GRANDMONT

O Green Cork tem como grande objectivo a transformação das rolhas noutros produtos, mas também, com este esforço de reciclagem, permitir o financiamento de parte do Programa “Floresta Comum”, que leva a cabo a plantação de novas árvores de espécies mediterrânicas, como o sobreiro.

As rolhas de cortiça recicladas não serão mais utilizadas para produzir novas rolhas. No entanto, têm muitas outras aplicações, desde a aplicação na indústria automóvel até à construção civil (para, por exemplo, isolamentos).

Em defesa da rolha

Há, segundo a organização deste programa, que “defender a rolha de cortiça como produto que garantiu e deverá continuar a garantir a manutenção do montado de sobreiros”, um ecossistema que, afirmam, absorve qualquer coisa como 4,8 milhões de toneladas de CO2 por ano.

Uma vez que a cortiça é a casca da árvore, também retém CO2 (cada tonelada de rolhas contém cerca de 1,07 toneladas de CO2). Ao ser reciclada, evitam-se emissões deste gás para a atmosfera, ao contrário do que acontece quando se decompõe ou é incinerada.

Como participar?

Pode, desde já, começar a recolher rolhas e desafie os seus amigos a fazer o mesmo. Depois, para entregar os materiais recolhidos, veja no site da Green Cork onde o poderá fazer.