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Visite o Parque Natural de Montesinho

Mais uma sugestão de visita da Toprural, neste caso a Trás-os-Montes, numa região que faz já fronteira com a vizinha Espanha. Falamos do Parque Natural de Montesinho.

Parque Natural de Montesinho | Foto de Manuel Anastácio

Situado no nordeste transmontano, o Parque expande-se por cerca de 75 mil hectares, sendo constituído por vales e serras, onde se destacam a Serra de Montesinho, a norte de Bragança; e a Serra da Coroa a norte de Vinhais. Característico do parque são também os seus rios como o Sabor, Maçãs, Baceiro, Mente, Rabaçal e Tuela.

No Inverno é a neve que impera na região, por isso tenha isso em atenção quando visitar o Parque, protegendo-se do frio e tomando as medidas necessárias se levar a sua viatura. Para calcular melhor a viagem, fique a conhecer algumas das distâncias a partir de algumas cidades portuguesas e espanholas, sempre com o destino marcado para Bragança. Assim, desde Lisboa são 506 km; do Porto são 255 km; de Faro, 724 km; de Valladolid, em Espanha, uns 204 km; desde Vigo são 280 km; e de Madrir 357 km.

No que diz respeito à flora, pode encontrar no Parque  aqui algumas espécies raras em Portugal, como a arméria, a vulnerária e a gramínea. Isto em pequenos portes, porque nos grandes pode encontrar bastantes bosques autóctones de carvalhais sardoais.

Já na fauna, o Parque Natural é habitado por importantes espécies, e com necessidades de protecção, como o lobo-ibérico, a corça ou o veado. São também usuais cerca de cento e sessenta espécies de aves, com “raridades” como a águia-real e a cegonha-negra.

Aqui sente a natureza transmontana no seu auge. Para a ver, de perto, e ainda melhor, veja as sugestões de visita sugeridas pelo Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade.

Portugal atento ao desenvolvimento sustentável

Desenvolvimento sustentável é um termo que entrou há relativamente pouco tempo no léxico mundial. Em Portugal também, mas parece que estamos no bom caminho no reconhecimento desta via, como indica um recente estudo da Associação Portuguesa de Anunciantes (APAN). Ainda assim, há que melhorar em alguns aspectos. A Toprural conta-lhe tudo.

Essencial deixar um planeta melhor aos nossos filhos

Segundo o relatório Brundtland, o conceito mais utilizado para definir desenvolvimento sustentável é o seguinte: “O desenvolvimento que procura satisfazer as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem as suas próprias necessidades, significa possibilitar que as pessoas, agora e no futuro, atinjam um nível satisfatório de desenvolvimento social e económico e de realização humana e cultural, fazendo, ao mesmo tempo, um uso razoável dos recursos da terra e preservando as espécies e os habitats naturais”.

O estudo da Associação Portuguesa de Anunciantes, intitulado “Opinião Pública e Sustentabilidade em Portugal”, vai já na sua terceira edição (a primeira em 2007 e o segundo em 2009). E conclui-se que 90% dos inquiridos afirmam ter alguma ou muita consciência sobre o desenvolvimento sustentável.

Ainda assim, apesar do conhecimento, metade dos inquiridos refere ainda que há pouca consciência sobre isso, situação a que a atual crise poderá ter efeito, uma vez que faz com que o tema perca importância, tanto nos cidadãos como nas empresas, relegando o desenvolvimento sustentável para fora das prioridades de atuação.

No topo da classificação dos comportamentos pessoais sustentáveis encontra-se o “poupar água e luz” (57%) e fazer a “separação do lixo” (52%).

Mas, referimos nós, existem muitas outras medidas que podem ser implementadas, a nível pessoal, para um desenvolvimento sustentável:

  • Poupar água no banho; fechar as torneiras ao lavar os dentes; colocar um volume dentro do autoclismo para este se encher com menos água. Tudo isto permite poupar esse valoroso e necessário recurso natural.
  • Desligar as luzes de salas onde não é necessário; tirar os aparelhos do standby, desligando-os; e se possível instalar painéis solares ou outras formas alternativas de utilizas de energia. Poupar energia é também desenvolver.
  • Reutilize os seus sacos nas compras; de preferência adquira produtos nacionais, uma vez que requerem menos meios de transporte e, consequentemente, o seu transporte polui menos.

Todas as medidas em cima são de preservação do meio ambiente, um dos pilares essenciais no desenvolvimento sustentável. De resto, esta assenta em três factores: a sustentabilidade ambiental, sustentabilidade económica e sustentabilidade sócio-política. É assim, e resumindo, uma forma de evoluir enquanto sociedade justa, com esforço para que todos se sintam incluídos e participem na sua evolução, mantendo as circunstâncias de vida atuais, e tentando deixar um mundo melhor para os nossos filhos.

Casas rurais com certificação ecológica

Como as preocupações com o meio ambiente devem estar sempre na ordem do dia, a Toprural decidiu agora mostrar-lhe uma selecção de casas rurais com certificação ecológica.

Casa rural (aluguer completo) | Casa do Ouvidor | São Roque do Pico, Pico

Ao passar o seu tempo nestas casas rurais tem assim a certeza que a sua estadia terá um reflexo mínimo no meio ambiente. Não precisamos, claro, de lhe dizer como as preocupações ambientais estão na ordem do dia. E não são uma moda: são uma necessidade. Se não conservarmos a mãe Natureza, o cenário do futuro revela-se bastante negro.

Reflexo dessa importância é o facto, por exemplo, da Organização das Nações Unidas (em inglês) (ONU) este ano de 2012 ser o Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos. Mais de 1,4 mil milhões de pessoas, segundo a ONU, não têm acesso a energia, sentido a consequência disso mesmo a nível educacional, económico, ambiental e na saúde. Garantir o acesso a energia é assim um imperativo mas, lá está, com o meio ambiente sempre em vista. Daí a preocupação com o “sustentável”.

Fique então com a nossa selecção, sabendo sempre que poderá encontrar mais casas no nosso portal .

Casa de RequeixoFrades, Braga
Casa da nobreza rural do século XVI, com ampliações em anos seguintes, aqui encontra uma casa reconhecida como produtor biológico. Os hóspedes pode também participar nos trabalhos horta, sentido o gosto pelo tratar da terra.

Quinta Nossa Senhora de LourdesSão Vicente Ferreira, São Miguel
Construção com mais de 100 anos, é desde o início uma das maiores casas vinícolas das redondezas. Além das videiras, encontra aqui também uma outra variedade de culturas e de árvores de fruto.

A Casa do Ouvidor São Roque do Pico, Pico
Localizada no arquipélago dos Açores, esta quinta encontra-se numa das mais belas e naturais paisagens de Portugal. Rodeada do verde e azul, aqui pode encontrar a verdadeira Natureza.

Quinta da Vila FrancelinaFrossos, Aveiro
Inserida numa zona de reserva ecológica de passagem de aves migratórias, esta quinta inclui jardins, uma área de pomar, cerca de oito hectares com floresta de pinheiros, eucaliptos, plátanos e outras espécies. Oferece, claro, um ambiente saudável e passeios tranquilos.

Boa viagem! E boa estadia!

Destinos portugueses distinguidos pela sustentabilidade

São seis os destinos portugueses distinguidos com os prémios QualityCoast, que distingue a sustentabilidade do turismo das zonas costeiras. A Toprural revela-lhe quais.

Açores, um dos destinos distinguidos pela QualityCoast | Foto de Luissilveira
Estes galardões são da responsabilidade da Coastal & Marine Union, uma organização europeia não governamental, que incide a sua actuação na promoção do desenvolvimento sustentável das zonas costeiras.

Os prémios QualityCoast visam assim distinguir, todos os anos, na Europa, os destinos turísticos costeiros mais sustentáveis.Para tal, são avaliados de acordo com diversos parâmetros: preservação do ambiente, natureza, paisagem, património cultural e identidade local.

Actualmente as regiões distinguidas em território nacional são: Açores, Madeira, Sintra, Lagos, Tavira e Torres Vedras.

Desde 2007 que já foram atribuídos prémios a 35 comunidades costeiras, de 14 países europeus.

Mais uma prova que, em Portugal, a crise não é tudo. Há muito por fazer, mas também há que aplaudir o que está feito. Para um país mais sustentável, com identidade, virado para uma das suas maiores potencialidades: o turismo.

Visite as nossas florestas neste Outono

Agora que já chegou o Outono, a Toprural sugere-lhe que visite algumas das mais conhecidas florestas nacionais, sejam elas de folha caduca (que no Outono caem), sejam de folha perene (que se mantém durante todo o ano).

Outono | Martin.Heiss

São as árvores de folha caduca que, admitimos, dão um colorido especial às florestas, com as suas folhas castanhas que ornamentam os ramos das árvores e, claro, o chão. As árvores deste tipo ficam sem as folhas para se prepararem para os rigores do Inverno, uma vez que assim perdem menos água pela evaporação.

De qualquer forma, o Outono, com ou sem folha caída, é uma das melhores épocas para visitar as florestas nacionais: não existe ainda o rigor invernoso, nem o “inferno” em que algumas florestas se tornam no Verão.

Pinhal de Leiria

Com mais de 1700 km quadrados, abrange assim diversos concelhos, como Porto de Mós, Alcobaça, Marinha Grande, Batalha, e, claro está, Leiria. Reza a história que terá sido mandado plantar pelo rei D. Dinis. No entanto, há quem afirme que a plantação remonta ao reinado de seu pai, D. Afonso III. A ideia original ao plantar o pinhal, estaria no facto desta mancha verde proteger as terras interiores dos rigores da areia soprada pelo vento. No entanto, alguns anos mais tarde, foi também uma fonte importante de madeira para a construção das naus que partiram à aventura pelo mundo na época dourada dos Descobrimentos. Actualmente encontra neste espaço não só os pinheiros-bravos, mas também outras espécies como urzes, fetos ou rosmaninho. Fique a conhecer mais sobre este pinhal na exposição presente na Galeria Municipal da Marinha Grande.

Floresta Laurissilva

Apesar deste ser um nome dado a um tipo de floresta húmida, que existe em diferentes locais, e é na ilha da Madeira que tem a sua maior presença. Na realidade, e significativo disso mesmo, é o facto de esta floresta ter sido considera pela UNESCO, desde 1999, como Património da Humanidade. Ocupando um área de cerca 15 mil hectares, que representa qualquer coisa como 20% da superfície da ilha, encontra-se principalmente entre os 300 e os 1400 metros da costa Norte, e os 700 e 1600 metros da costa Sul. São frequentes espécies como o loureiro, o vinhático, o til e o barbusano. Aconselhamos alguns percursos sugeridos pela revista ‘Itinerante’, publicação dedicada ao pedestrianismo.

Tapada de Mafra

Como indica o nome, está localizada no concelho de Mafra. Tem, a cercá-la, um muro de 21 km, sendo a entrada paga. No entanto, vale bastante a pena. Foi criada em 1747, aquando da criação do Convento de Mafra, para servir os intuitos caçadores da realeza.  Mas é também  na riqueza da sua flora que se encontra um dos pontos fortes, sendo aqui possível encontrar espécies como o pinheiro-manso e bravo, o sobreiro, o carvalho-lusitano, e o zambujeiro. Saiba mais informações no site da Tapada Nacional de Mafra.

Boas viagens!