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Mudar o mundo com 13 anos

Um rapaz alemão, agora com 13 anos, é o responsável pelo movimento “Plant for the Planet“, que está a mudar o mundo. A Toprural conta-lhe a história.

Felix com dois apoiantes de luxo: Gisele Bündchen e Harrison Ford

Tudo começou há 4 anos, em que no seguimento de um trabalho escolar, Felix Finkbeiner proferiu uma palestra sobre como a plantação de árvores poderia contribuir para a diminuição das alterações climáticas. Uma das frases que mais sobressaiu no seu discurso é «nós as crianças compreendemos que não podemos confiar apenas nos adultos para salvar o nosso futuro. Temos nós de tomar as rédeas do nosso futuro».

A grande inspiração foi Wangari Maathai, a activista queniana que recebeu o Nobel da Paz em 2004, e que foi responsável, directa ou indirectamente, pela plantação de mais de 30 milhões de árvores para combater a desflorestação e a erosão dos solos.

De palestra em palestra, alcançado cada vez mais ouvidos e convertidos à causa, em breve foi alcançado o objectivo inicial de Felix, que seria “apenas” a plantação de um milhão de árvores no seu país, a Alemanha. Agora, este movimento está já presente em 131 países, através da campanha “Stop Talking. Star Planting” (algo como “pare de falar, comece a plantar”).

Este exemplo ensina-nos duas lições: as boas ideias não têm idade e basta uma pessoa para mudar o mundo.

Veja aqui o discurso de Felix nas Nações Unidas (em inglês).

2% do PIB para uma sociedade verde

Investir cerca de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) a nível global, até ao ano de 2050, pode ser a chave para criarmos uma sociedade mais ‘verde’, revela um estudo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). Aqui na Toprural damos também algumas dicas de como pequenas coisas podem ajudar.

Mar | Foto de Joaquim Alves GasparA ideia, afirma o programa, é investir cerca de 948 mil milhões de euros nesses sectores cruciais, por forma a tornar-los mais amigos do ambiente. Relembra o PNUMA que hoje em dia, em todo o mundo, são gastos entre 1% a 2% em subsídios que, na sua maioria, “prolongam a insustentabilidade do uso de recursos tais como combustíveis
fósseis, agricultura, água e pesca” (link para press-release do PNUMA).

Os sectores em causa, onde deveria ser aplicado esse dinheiro, são a agricultura, os edifícios, o abastecimento energético, as pescas, as florestas, a indústria, o turismo, os transportes, a gestão de resíduos e a água. Este mesmo estudo afirma que se for investido, anualmente e a nível mundial, qualquer coisa como 78,8 milhões de euros no sector dos resíduos, a taxa de reciclagem pode triplicar em 2050. E, também, o lixo nos aterros poderá diminuir em mais 85%.

Estas políticas mais amigas do ambiente possibilitariam, além do crescimento da economia, a redução da pegada ecológica em metade nos próximos 40 anos.

Para ajudarmos também um pouco, até porque depende de todos nós, deixamos algumas dicas de pequenas acções que podem fazer muito pelo planeta. E nem 2% do seu tempo ocupam…

  • Troque as lâmpadas incandescentes por lâmpadas económicas.
  • Quando não utilizar os aparelhos, desligue-os mesmo! Ficar em stand-by consome energia também.
  • Quando comprar electrodomésticos, opte por aqueles que tenham consumos energéticos mais baixos.
  • Ao comprar produtos de qualquer espécie, opte por aqueles com o mínimo de embalagem possível.
  • Utilize mais vezes os transportes públicos, e menos o automóvel. Melhor ainda: viaje de bicicleta!
  • Coma menos carne vermelha. Olha pela sua saúde, e ao mesmo tempo contribui para um melhor meio ambiente, dado que a produção de carne vermelha consome muito mais recursos que, por exemplo, a produção de carne branca.
  • Recicle. Sempre!
  • Não abra o seu frigorífico muitas vezes. Tire o máximo de produtos de cada vez.
  • Descongele a sua arca congeladora regularmente, para eliminar o gelo residual que leva a maiores consumos.
  • Opte por produtos nacionais. Além de estar a contribuir para a economia do seu país, está a optar por produtos que tiveram menos custo de transporte e, consequentemente, menos agressivos ao meio ambiente.
  • Falando em compras: leve os seus sacos e não traga os de plástico da loja.
  • Tome banhos rápidos e aproveite os momentos de ensaboar para desligar a água.
  • Feche a água ao escovar os dentes. Abra a torneira apenas quando necessário.
  • Coloque uma garrafa de água cheia dentro no autoclismo. Assim cria volume que se traduzirá em menos água por descarga.

É assim que tudo começa: pequenas acções para o bem maior. Para salvarmos o planeta do negro destino que se lhe adivinha.

Se quiser consultar o estudo do PNUMA, pode fazê-lo aqui (link em inglês)

Visita ao Parque Natural do Alvão

Estamos no Ano Internacional das Florestas, por isso na Toprural pensámos em aconselhar-lhe a visita a locais onde as florestas e a Natureza imperam. Como o Parque Natural do Alvão, no norte de Portugal.

Parque Natural do Alvão | Foto de Husond

Instituído em 1983, e situado entre concelhos de Mondim de Basto e Vila Real, este parque tem uma área de 7220 hectares, sendo na sua essência dominado pelo maciço granítico do Alvão. Ainda assim, existe bastante espaço para a proliferação da flora local, com a predominância de carvalhos, mas também se reporta a existência de vidoeiros, aveleira, azevinho, castanheiro loureiro. Raras são já as rorelas (Drosera rotundifolia), plantas carnívoras, normalmente localizadas junto a cursos de água.

Onde há flora, há fauna. E aqui não é excepção. Neste parque natural pode encontrar espécies como a águia-real (apesar de já estar quase extinta), o falcão-peregrino, o lobo e o gato-bravo, entre outros. Nos cursos de água, com o rio Olo, as probabilidades de encontrar truta-marisca são também bastante elevadas.

Para melhor conhecer o parque pode realizar um dos percursos sugeridos pelo Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, sejam eles pedestres ou de automóvel.

Entre algumas sugestões de visitas encontramos a queda de água das Fisgas de Ermelo, a povoação de Ermelo, de Lamas de Olo e a aldeia do Barreiro, as barragens Cimeira e Fundeira, bem como a ribeira de Arnal.

Como já referimos, 2011 é o Ano Internacional das Florestas, e a efeméride não pode passar em branco no parque. Assim, até 31 de Julho, são inúmeras as actividades, organizadas em conjunto com as câmaras municipais e escolas da zona, e que incluem plantação de árvores e exposições. Mais informações podem ser obtidas através do contacto da direcção do Parque Natural do Alvão pelo telefone 259 302 830.

Para que a sua experiência seja algo para realmente recordar, só falta ficar alojado numa das nossas casas rurais. Facilitamos-lhe a procura, e fique aqui com uma selecção:

Boa viagem!

Programa Antídoto contra o envenenamento

O Programa Antídoto, resultante do esforço de 23 entidades, pretende “fazer frente ao uso ilegal de venenos, procurando conhecer a dimensão do problema e as suas consequências, de forma a implementar medidas para as solucionar ou minimizar”. Nós, na Toprural, dizemos-lhe como pode ajudar.

Grifo | Foto de Thermos

Infelizmente, o uso ilegal de venenos é uma prática frequente em todo o mundo, e Portugal não tem sido excepção. Esse uso tanto pode ser intencional, para incidir sobre determinada espécie animal, como ser apenas uma consequência não prevista.  O certo é que muitos desses envenenamentos afectam espécies como o as aves necrófagas (como o grifo ou o abutre-preto), o lobo ibérico, as raposas ou até os cães de caça.

E não são só os animais que ingerem o veneno que podem perecer, uma vez que se servirem de alimento a outros, acabarão por contaminar toda a cadeia de alimentação.

Já sabemos, claro, que o visitante do nosso blog nunca consideraria a hipótese de utilizar o veneno. Quem o faz deve ser condenado pelo crime que comete, mas só se encontram culpados se, antes de mais, for registado determinado falecimento de animal como sendo atribuído ao veneno. Assim, se encontrar um animal morto com suspeita de envenenamento deve, antes de mais, denunciar o caso às autoridades. Depois, há todo um conjunto de procedimentos a efectuar:

  • Contactar o SOS Ambiente através do 808 200 520.
  • Não mexa nos cadáveres, uma vez que estes devem ser recolhidos apenas pelas autoridades.
  • Depois desse passo, da recolha dos corpos e das amostras, todo o material deve ser entregue ao cuidado de um médico veterinário.
  • Esse médico veterinário realizará a necrópsia de forma completa.
  • Posteriormente o médico deve enviar as amostras perfeitamente acondicionadas para o Laboratório Nacional de Investigação Veterinária (Porto ou Lisboa).

Para que a fauna se mantenha inalterada e continue a dar este brilho especial a Portugal.

Para saber mais sobre o Programa Antídoto, visite o site oficial.

O que evitar na reciclagem

Reciclar é uma actividade cada vez mais necessária no mundo moderno. Como ainda se comentem erros nesse campo, resolvemos, na Toprural, apontar as excepções: aquilo que é ‘proibido’ colocar no ecoponto.

Já sabemos as cores correspondentes para cada um dos resíduos recicláveis (como falámos neste post). Mas, ainda assim, nunca é demais recordar:

  • Amarelo – plástico e metal, como garrafas e latas de bebidas. É também neste ecoponto que devem ser depositadas as embalagens de cartão para bebidas.
  • Verde – vidro, como as garrafas, frascos ou boiões sem tampa.
  • Azul – papel e cartão, como as embalagens de cereais, jornais ou normal papel para impressão.

De certo que já está identificado com as cores e o que colocar em cada um dos ecopontos. Mas, saberá aquilo que é ‘proibido’ colocar?

  • Amarelo – É imperativo evitar os garrafões de combustível, os baldes, cassetes de vídeo, canetas, cd e dvd, talheres de plástico ou de metal, rolhas de cortiça, electrodomésticos, pilhas e baterias, tachos, panelas e ferramentas.
  • Verde – Não é aconselhável depositar pratos, materiais de construção civil, vidraças, espelhos, lâmpadas, chávenas, cristais ou copos.
  • Azul – Não se pode depositar papel autocolante, plastificado ou de alumínio. Proibido também a colocação de sacos de cimento, toalhetes, fraldas, lenços de papel sujos, embalagens de cartão com gordura, papel de cozinha e guardanapos sujos, bem como as embalagens de cartão de produtos químicos.

Agora que já conhece as excepções, fique com os pequenos gestos que também facilitam todo o processo de reciclagem:

  • Escorra e lave todo o conteúdo residual das diferentes embalagens.
  • Retire as rolhas e tampas das embalagens.
  • Sempre que possível, espalme as caixas de cartão, garrafas de plástico e latas de bebidas.

Seguir estas directrizes, e estar atento às excepções, é traçar um caminho verde para um mundo melhor. Reciclar é, cada vez mais, uma obrigação de cidadania. Vamos todos fazer a nossa parte.

Veja mais informações no site da Sociedade Ponto Verde.