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Damos as boas-vindas à Federação Portuguesa de Turismo Rural

A Federação Portuguesa de Turismo Rural foi constituída no dia 2 de Junho e o seu objectivo é apresentar “propostas concretas que visem a participação activa na política de organização, promoção e venda deste importante sector do turismo nacional”.  Isto tendo sempre em conta o desenvolvimento da valorização das regiões e respectivos habitantes.

Assim, e devido a esta ocasião especial, falámos com Cândido Mendes, o presidente da direcção da entidade e que nos contou um pouco sobre a mesma, tal como fazendo um ponto de situação do Turismo Rural no nosso país.

Monte em Cabeção, paisagem rural (Filipe Rocha, Wikimedia Commons)

Começando pela procuraos viajantes nacionais representam a “maior fatia”, com picos de grande sazonalidade (como é habitual no turismo). Há, portanto, trabalho a fazer em termos de dinamização do sector: pretende-se um maior equilíbrio entre a procura interna e a externa, e é esta que poderá preencher a oferta nas épocas de menor actividade.

Os viajantes internacionais contribuem para uma maior estabilização do funcionamento dos estabelecimentos“, afirma Cândido, “porque não estão tão sujeitos a picos de procura como acontece com o turismo interno“. Em termos práticos, os portugueses viajam sobretudo em fins de semana, feriados e pontes (e sendo o Verão a época de procura mais elevada). Assim, há que aproveitar atrair viajantes de fora que venham visitar o país nos períodos de menor actividade.

Ao estabilizar a procura cria-se “uma maior consistência na aplicação de padrões de serviço e de qualidade” dos mesmos, conseguindo-se também ganhos em termos de gestão de tesouraria. Além disso, o equilíbrio da procura tem como consequência positiva directa o “aumento das taxas de ocupação, porque as estadas de turistas internacionais não estão sujeitas à ocupação de fim de semana exclusivamente, como acontece maioritariamente com o turista interno“.

Piódão (Mike Warren, Flickr)

Olhando agora para a ofertaCândido Mendes considera também que o mercado turístico online “é hoje uma das principais ferramentas de promoção, divulgação e venda do produto turístico“.

A Federação terá também por objectivo a criação de plataformas de comunicação na Internet, “seja através de centrais de reservas, seja através da presença nas principais redes sociais de uma forma profissional e direccionada“. E é com isto em mente que o seu papel neste fortalecimento do mercado onlinedeverá ser a montante, ou seja, junto dos proprietários, no sentido de criar a consciência para as necessidades de melhoria constante e na aposta numa comunicação de qualidade“.

Por outro lado, há que actuar “junto das grandes centrais de reservas de forma a que o Turismo em Ambiente Rural de Portugal se possa apresentar de forma visível nos diversos mercados emissores, ganhando competitividade e operacionalidade“.

Em suma, e com tantas associações portuguesas actualmente dedicadas à dinamização do sector turístico rural, a criação da Federação é certamente uma notícia bastante positiva, sobretudo no que diz respeito à organização e promoção da nossa oferta.

Fiquem atentos porque, sempre que possível, tentaremos divulgar mais informação sobre este assunto.

Damos as boas-vindas à Federação Portuguesa de Turismo Rural

A Federação Portuguesa de Turismo Rural foi constituída no dia 2 de Junho e o seu objectivo é apresentar “propostas concretas que visem a participação activa na política de organização, promoção e venda deste importante sector do turismo nacional”.  Isto tendo sempre em conta o desenvolvimento da valorização das regiões e respectivos habitantes.

Assim, e devido a esta ocasião especial, falámos com Cândido Mendes, o presidente da direcção da entidade e que nos contou um pouco sobre a mesma, tal como fazendo um ponto de situação do Turismo Rural no nosso país.

Monte em Cabeção, paisagem rural (Filipe Rocha, Wikimedia Commons)

Começando pela procuraos viajantes nacionais representam a “maior fatia”, com picos de grande sazonalidade (como é habitual no turismo). Há, portanto, trabalho a fazer em termos de dinamização do sector: pretende-se um maior equilíbrio entre a procura interna e a externa, e é esta que poderá preencher a oferta nas épocas de menor actividade.

Os viajantes internacionais contribuem para uma maior estabilização do funcionamento dos estabelecimentos“, afirma Cândido, “porque não estão tão sujeitos a picos de procura como acontece com o turismo interno“. Em termos práticos, os portugueses viajam sobretudo em fins de semana, feriados e pontes (e sendo o Verão a época de procura mais elevada). Assim, há que aproveitar atrair viajantes de fora que venham visitar o país nos períodos de menor actividade.

Ao estabilizar a procura cria-se “uma maior consistência na aplicação de padrões de serviço e de qualidade” dos mesmos, conseguindo-se também ganhos em termos de gestão de tesouraria. Além disso, o equilíbrio da procura tem como consequência positiva directa o “aumento das taxas de ocupação, porque as estadas de turistas internacionais não estão sujeitas à ocupação de fim de semana exclusivamente, como acontece maioritariamente com o turista interno“.

Piódão (Mike Warren, Flickr)

Olhando agora para a ofertaCândido Mendes considera também que o mercado turístico online “é hoje uma das principais ferramentas de promoção, divulgação e venda do produto turístico“.

A Federação terá também por objectivo a criação de plataformas de comunicação na Internet, “seja através de centrais de reservas, seja através da presença nas principais redes sociais de uma forma profissional e direccionada“. E é com isto em mente que o seu papel neste fortalecimento do mercado onlinedeverá ser a montante, ou seja, junto dos proprietários, no sentido de criar a consciência para as necessidades de melhoria constante e na aposta numa comunicação de qualidade“.

Por outro lado, há que actuar “junto das grandes centrais de reservas de forma a que o Turismo em Ambiente Rural de Portugal se possa apresentar de forma visível nos diversos mercados emissores, ganhando competitividade e operacionalidade“.

Em suma, e com tantas associações portuguesas actualmente dedicadas à dinamização do sector turístico rural, a criação da Federação é certamente uma notícia bastante positiva, sobretudo no que diz respeito à organização e promoção da nossa oferta.

Fiquem atentos porque, sempre que possível, tentaremos divulgar mais informação sobre este assunto.