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Como fazer a compostagem?

Sabe o que é a compostagem? Além de lhe darmos a resposta, a Toprural dá-lhe também dicas de como a pode fazer, poupando o meio ambiente.

Composto | Foto de normanackO que é?
Designado como um processo de valorização da matéria orgânica, consiste, na sua essência, na decomposição dos resíduos orgânicos domésticos, que são cerca de 40% dos resíduos sólidos urbanos produzidos, em média, em cada casa. Este procedimente dá origem ao composto, material que poderá, posteriormente, ser utilizado como adubo.

Assim, além de evitar que esse resíduos sigam para um qualquer aterro, ‘ganha’ também um ‘produto’ para melhorar a sua horta, quintal ou simples terreno.

Como fazer?
Como a maioria dos cidadãos habita em cidades, com limitações de espaço, o mais ideal será fazer a compostagem na varanda, através de um compostor. Pode encontrar estes recipientes à venda nas grandes superfícies, ou então construir um. A melhor forma de o fazer, para um espaço pequeno, é pegar num caixote (como os do lixo, de metal), e colocar dois tijolos dentro. Depois, colocar outro caixote mais pequeno dentro, em cima dos tijolos. Este caixote pequeno deverá estar perfurado em baixo e nos lados.

Passando à prática, que materiais utilizar? Pois bem, existem dois tipos: os castanhos (como serradura, folhas secas, pequenos ramos) e os verdes (como vegetais, cascas de frutas, cereais ou cascas de ovos esmagadas).

Primeiro, corte todos os resíduos em pequenos pedaços. No fundo do compostor coloque ramos grossos, para facilitar o arejamento, e adicione um camada de 5 a 10 cm de resíduos castanhos. Adicione uma mão cheia de terra ou composto acelerador (contém microorganismos suficientes para dar início ao processo). De seguida, uma camada de resíduos verdes, outra de castanhos, até atingir o limite de altura do compostor. Não esquecer que deve regar cada camada, por forma a manter a humidade adequada. A última de todas as camadas deve ser castanha, para evitar algum odor e a existência de insectos ou outros animais.

Toda pilha deve ser virada a cada 15 dias, por forma a que o composto fique pronto em 3 ou 4 meses. Não esquecer que a pilha não deve estar exposta a ventos frios, demasiada chuva ou demasiado calor.

Se não conseguir fazer à primeira, não desista! Com a prática chegará lá, e o meio ambiente agradece.

Para mais informações, consulte a página da A Horta da Formiga.

Plástico “escondido” no Atlântico

Um estudo da Sea Education Association (link em inglês), publicando recentemente na revista Science (link em inglês), revela que a quantidade de plásticos que se acumula no noroeste do Oceano Atlântico, ao largo das Bermudas, não aumentou em 22 anos, isto quando a produção mundial aumentou em cinco vezes mais. Este facto, que é encarado como uma surpresa, pode significar que grande parte  lixo pode estar a afundar-se.

Outras explicações incluem também a possibilidade dos plásticos se desfazerem ao longo do tempo em pedaços ainda mais pequenos, tornando-se indetectáveis; ou que estejam a ser consumidos, em larga escala, por diferentes organismos marinhos. Não existindo certezas, os investigadores afirmar ser imperativo perceber o que, de facto, está a acontecer.Para assim perceber se se pode fazer algo para o combater.

O verdadeiro impacto deste lixo no meio ambiente marinho não é ainda conhecido, acrescentou Kara Lavender Law (link em inglês), líder da equipa de investigação, mas a certeza é que não estão a fazer bem nenhum…

O estudo afirma também que os detritos são, na sua maioria, pequenos, estando dispersos por uma grande área. No entanto, também se encontram grande pedaços.

Oceano Pacífico tem ilha de lixo

Também no Oceano Pacifico se conhece a poluição, existindo já uma “famosa” e documentada ilha de plástico que se calcula que tenha entre 700 mil e os 15 milhões de quilómetros quadrados de área. Tendo uma profundidade de cerca de 10 metros, acredita-se que existam aí cerca de 100 milhões de toneladas de plástico de todos os tipos, aos quais estão atribuídos a morte de mais de um milhão de aves marinhas. Todos os anos! E isto sem contar com toda a restante fauna marítima.

Que mundo é este que estamos a deixar aos nossos filhos?