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Parque Natural do Vale do Guadiana – Série Reservas Naturais

Continuando a Série de Reservas Naturais Toprural, a nossa atenção recai agora sobre o Parque Natural do Vale do Guadiana. Criado em 1995 e com praticamente 70 mil hectares, está situado no Baixo Alentejo, e abrange mais do que um concelho do distrito de Beja (uma parte no concelho de Serpa e outra no de Mértola).

O Parque segue o curso do rio Guadiana, entre a queda de água do Pulo do Lobo (provavelmente a maior atracção e que foi candidato a Maravilha Rural 2012) e a ribeira do Vascão (que divide o Alentejo do Algarve). Na zona do Guadiana poderá também visitar vários açudes e moinhos.

Outros locais a não perder são Mértola (a vila-museu e principal pólo urbano do Parque) e o antigo complexo mineiro de São Domingos. Esta mina foi, noutros tempos, a maior mina de pirite da Península Ibérica. Explorada por ingleses e empregando mais de 1500 mineiros, foi definitivamente encerrada em 1960. No entanto, ainda poderá ver o Bairro Mineiro e o Palácio dos Ingleses. Se fizer bom tempo, vale a pena passar pela Praia da Albufeira da Tapada Grande, nas redondezas da mina.

De acordo com a Associação Rota do Guadiana, as espécies vegetais predominantes são o sobreiro, pinheiro-manso, azinheiras e estevas. Por sua vez, a fauna da região revela-se riquíssima: javalis, raposas, saca-rabos, ginetes, texugos e gatos-bravos compõem a família terrestre. No mundo aquático, destacam-se os ciprinídeos, nomeadamente o barbo, boga e lampreia. No que diz respeito às aves, há concentrações de águias-de-Bonelli, abutres do Egipto e bufos-reais, além das cegonhas (comuns e, mais raras, as cegonhas-pretas).

Com a meteorologia a melhorar, as zonas naturais de Portugal são excelentes destinos para turismo rural, seja para umas férias prolongadas ou um fim de semana de recuperação de energias.

Se não é grande apreciador das zonas mais quentes no pico do Verão, esta é então a melhor altura para planear uma incursão ao Vale do Guadiana. Boa viagem!

Saia de casa e aventure-se: orientação e sobrevivência em Portugal!

Esta semana o artigo é dedicado às actividades outdoor (isto é, ao “ar livre”), nomeadamente as que testam a nossa capacidade de adaptação e improviso face ao meio natural envolvente, e assim nos põem à prova.

Comecemos pelo “bushcraft“. Traduzido, o termo pode ter como equivalente a expressão “artes do mato”. No fundo, é o que representa esta prática que tem um simples objectivo: ensinar e promover métodos de sobrevivência e adaptação à envolvente natural através do pouco que se tem ao dispor nesse cenário. É mais do que tirar fotografias ou observar a fauna/flora de um determinado lugar: é conviver com esse meio e saber utilizar os seus recursos (de forma responsável, claro).

Outra prática relacionada com este tipo de actividades ao ar livre é a orientação. Conta já com um século de existência e continua a atrair adeptos em todo o mundo, uma vez que está directamente ligada ao lazer. A sua proximidade com a natureza permite que os praticantes passem por zonas menos habitadas (aldeias, serras, montanhas, por exemplo). A orientação pode ser praticada a pé ou em BTT, é para todas as idades e também, claro, uma excelente oportunidade para fazer turismo rural!

Como funciona? O praticante recebe um mapa assinalado com vários pontos de controlo (e que no terreno aparecem como balizas, prismas laranjas e brancos) acompanhados por um pequeno dispositivo electrónico, e/ou de um pequeno picotador. Cada indivíduo possui um identificador (ou um cartão de controlo, que tem de picotar) que utiliza de forma a marcar a sua passagem por cada ponto. No entanto, não há um percurso: cabe a cada participante escolher o melhor caminho para o próximo ponto de controlo!

Onde obter mais informação: Associação Portuguesa de Buschcraft e Escola do Mato, por exemplo. Para saber mais sobre orientação, recomendamos a página da Federação Portuguesa de Orientação.

Aventure-se: na Toprural pode pesquisar alojamentos em zonas onde se pratique orientação/sobrevivência.

Casas rurais com certificação ecológica

Como as preocupações com o meio ambiente devem estar sempre na ordem do dia, a Toprural decidiu agora mostrar-lhe uma selecção de casas rurais com certificação ecológica.

Casa rural (aluguer completo) | Casa do Ouvidor | São Roque do Pico, Pico

Ao passar o seu tempo nestas casas rurais tem assim a certeza que a sua estadia terá um reflexo mínimo no meio ambiente. Não precisamos, claro, de lhe dizer como as preocupações ambientais estão na ordem do dia. E não são uma moda: são uma necessidade. Se não conservarmos a mãe Natureza, o cenário do futuro revela-se bastante negro.

Reflexo dessa importância é o facto, por exemplo, da Organização das Nações Unidas (em inglês) (ONU) este ano de 2012 ser o Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos. Mais de 1,4 mil milhões de pessoas, segundo a ONU, não têm acesso a energia, sentido a consequência disso mesmo a nível educacional, económico, ambiental e na saúde. Garantir o acesso a energia é assim um imperativo mas, lá está, com o meio ambiente sempre em vista. Daí a preocupação com o “sustentável”.

Fique então com a nossa selecção, sabendo sempre que poderá encontrar mais casas no nosso portal .

Casa de RequeixoFrades, Braga
Casa da nobreza rural do século XVI, com ampliações em anos seguintes, aqui encontra uma casa reconhecida como produtor biológico. Os hóspedes pode também participar nos trabalhos horta, sentido o gosto pelo tratar da terra.

Quinta Nossa Senhora de LourdesSão Vicente Ferreira, São Miguel
Construção com mais de 100 anos, é desde o início uma das maiores casas vinícolas das redondezas. Além das videiras, encontra aqui também uma outra variedade de culturas e de árvores de fruto.

A Casa do Ouvidor São Roque do Pico, Pico
Localizada no arquipélago dos Açores, esta quinta encontra-se numa das mais belas e naturais paisagens de Portugal. Rodeada do verde e azul, aqui pode encontrar a verdadeira Natureza.

Quinta da Vila FrancelinaFrossos, Aveiro
Inserida numa zona de reserva ecológica de passagem de aves migratórias, esta quinta inclui jardins, uma área de pomar, cerca de oito hectares com floresta de pinheiros, eucaliptos, plátanos e outras espécies. Oferece, claro, um ambiente saudável e passeios tranquilos.

Boa viagem! E boa estadia!

Destinos portugueses distinguidos pela sustentabilidade

São seis os destinos portugueses distinguidos com os prémios QualityCoast, que distingue a sustentabilidade do turismo das zonas costeiras. A Toprural revela-lhe quais.

Açores, um dos destinos distinguidos pela QualityCoast | Foto de Luissilveira
Estes galardões são da responsabilidade da Coastal & Marine Union, uma organização europeia não governamental, que incide a sua actuação na promoção do desenvolvimento sustentável das zonas costeiras.

Os prémios QualityCoast visam assim distinguir, todos os anos, na Europa, os destinos turísticos costeiros mais sustentáveis.Para tal, são avaliados de acordo com diversos parâmetros: preservação do ambiente, natureza, paisagem, património cultural e identidade local.

Actualmente as regiões distinguidas em território nacional são: Açores, Madeira, Sintra, Lagos, Tavira e Torres Vedras.

Desde 2007 que já foram atribuídos prémios a 35 comunidades costeiras, de 14 países europeus.

Mais uma prova que, em Portugal, a crise não é tudo. Há muito por fazer, mas também há que aplaudir o que está feito. Para um país mais sustentável, com identidade, virado para uma das suas maiores potencialidades: o turismo.

Reciclar rolhas de cortiça

Green Cork é o programa de reciclagem de rolhas de cortiça que permite aproveitar esse produto natural e dar-lhe muitas outras utilidades. A Toprural, neste que é o Ano Internacional das Florestas, fala-lhe um pouco mais deste projecto.

Sobreiro | Foto de Jean-Pol GRANDMONT

O Green Cork tem como grande objectivo a transformação das rolhas noutros produtos, mas também, com este esforço de reciclagem, permitir o financiamento de parte do Programa “Floresta Comum”, que leva a cabo a plantação de novas árvores de espécies mediterrânicas, como o sobreiro.

As rolhas de cortiça recicladas não serão mais utilizadas para produzir novas rolhas. No entanto, têm muitas outras aplicações, desde a aplicação na indústria automóvel até à construção civil (para, por exemplo, isolamentos).

Em defesa da rolha

Há, segundo a organização deste programa, que “defender a rolha de cortiça como produto que garantiu e deverá continuar a garantir a manutenção do montado de sobreiros”, um ecossistema que, afirmam, absorve qualquer coisa como 4,8 milhões de toneladas de CO2 por ano.

Uma vez que a cortiça é a casca da árvore, também retém CO2 (cada tonelada de rolhas contém cerca de 1,07 toneladas de CO2). Ao ser reciclada, evitam-se emissões deste gás para a atmosfera, ao contrário do que acontece quando se decompõe ou é incinerada.

Como participar?

Pode, desde já, começar a recolher rolhas e desafie os seus amigos a fazer o mesmo. Depois, para entregar os materiais recolhidos, veja no site da Green Cork onde o poderá fazer.