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Chegou o Outono: a melhor época para apanhar cogumelos

O Outono chegou e com ele a inauguração de uma nova época para a apanha dos cogumelos.

Os cogumelos são frutificações de fungos de duas divisões do reino Fungi, Basidiomycota e Ascomycota. Quando a temperatura é mais amena e haja água no solo (sobretudo após as chuvadas), temos as condições básicas para que os fungos se alimentem e reproduzam. Embora utilizados noutros campos, é para a gastronomia que o cogumelo é mais procurado. Entre os mais populares encontram-se as silarcas, os míscaros, tortulhos, boletos, e laranjinhas.

Foto de Bartosz Makara - Apanha de cogumelos

apanha de cogumelos envolve um elevado risco para quem não tenha experiência. O mais importante nesta actividade é, obviamente, saber que cogumelos apanhar. Se não sabe distingui-los ou acha que terá dificuldade na identificação dos mesmos, o melhor é ir com um perito (atenção, um apanhador frequente não equivale necessariamente a alguém experiente). Se, mesmo assim, quiser apanhar cogumelos que desconhece com o objectivo de posteriormente pesquisar para tentar identificá-los, leve igualmente a raiz.

A probabilidade que um cogumelo seja tóxico é maior se o encontrar nas proximidades de uma zona industrial, à beira da estrada ou em terrenos onde haja agricultura intensiva. Isto deve-se ao facto de que os fungos têm a capacidade de acumular metais pesados e outras substâncias tóxicas.

Sabendo como fazê-lo e sobretudo tendo um perito a acompanhar-nos, a prática da apanha de cogumelos pode ser bastante interessante. Na Toprural existem vários alojamentos que incluem esta actividade onde poderá experimentá-la.

De resto, para apanhar cogumelos convém ter um livro sobre os mesmos, um cesto onde os colocar (ou um recipiente que sirva para o efeito) e uma faca. Há quem leve consigo uma lupa para observações mais detalhadas, pelo que não é má ideia ter uma.

Alguns Links de Interesse

Visite as nossas florestas neste Outono

Agora que já chegou o Outono, a Toprural sugere-lhe que visite algumas das mais conhecidas florestas nacionais, sejam elas de folha caduca (que no Outono caem), sejam de folha perene (que se mantém durante todo o ano).

Outono | Martin.Heiss

São as árvores de folha caduca que, admitimos, dão um colorido especial às florestas, com as suas folhas castanhas que ornamentam os ramos das árvores e, claro, o chão. As árvores deste tipo ficam sem as folhas para se prepararem para os rigores do Inverno, uma vez que assim perdem menos água pela evaporação.

De qualquer forma, o Outono, com ou sem folha caída, é uma das melhores épocas para visitar as florestas nacionais: não existe ainda o rigor invernoso, nem o “inferno” em que algumas florestas se tornam no Verão.

Pinhal de Leiria

Com mais de 1700 km quadrados, abrange assim diversos concelhos, como Porto de Mós, Alcobaça, Marinha Grande, Batalha, e, claro está, Leiria. Reza a história que terá sido mandado plantar pelo rei D. Dinis. No entanto, há quem afirme que a plantação remonta ao reinado de seu pai, D. Afonso III. A ideia original ao plantar o pinhal, estaria no facto desta mancha verde proteger as terras interiores dos rigores da areia soprada pelo vento. No entanto, alguns anos mais tarde, foi também uma fonte importante de madeira para a construção das naus que partiram à aventura pelo mundo na época dourada dos Descobrimentos. Actualmente encontra neste espaço não só os pinheiros-bravos, mas também outras espécies como urzes, fetos ou rosmaninho. Fique a conhecer mais sobre este pinhal na exposição presente na Galeria Municipal da Marinha Grande.

Floresta Laurissilva

Apesar deste ser um nome dado a um tipo de floresta húmida, que existe em diferentes locais, e é na ilha da Madeira que tem a sua maior presença. Na realidade, e significativo disso mesmo, é o facto de esta floresta ter sido considera pela UNESCO, desde 1999, como Património da Humanidade. Ocupando um área de cerca 15 mil hectares, que representa qualquer coisa como 20% da superfície da ilha, encontra-se principalmente entre os 300 e os 1400 metros da costa Norte, e os 700 e 1600 metros da costa Sul. São frequentes espécies como o loureiro, o vinhático, o til e o barbusano. Aconselhamos alguns percursos sugeridos pela revista ‘Itinerante’, publicação dedicada ao pedestrianismo.

Tapada de Mafra

Como indica o nome, está localizada no concelho de Mafra. Tem, a cercá-la, um muro de 21 km, sendo a entrada paga. No entanto, vale bastante a pena. Foi criada em 1747, aquando da criação do Convento de Mafra, para servir os intuitos caçadores da realeza.  Mas é também  na riqueza da sua flora que se encontra um dos pontos fortes, sendo aqui possível encontrar espécies como o pinheiro-manso e bravo, o sobreiro, o carvalho-lusitano, e o zambujeiro. Saiba mais informações no site da Tapada Nacional de Mafra.

Boas viagens!

Diga adeus à depressão do Outono

Há quem a chame da estação mais triste. O Outono é sinónimo de temperaturas mais baixas, de folhas no chão, chuva e, talvez o mais importante, sinónimo de deixar o Verão para trás. E por tudo isto é normal que os estados depressivos surjam. Para que isso não o afecte, nós na Toprural damos algumas sugestões de casas rurais onde pode passar alguns dias realmente relaxantes e dizer adeus à depressão.

Sabe-se que o sexo feminino tem o dobro das probabilidades de sofrer dessa condição, e também estimado que os estados depressivos no Outono e Inverno afectam cerca de 10% da população de todo o mundo. Os seus sintomas são, geralmente, os seguintes:

  • Falta ou excesso de apetite.
  • Sonolência ou insónia.
  • Cansaço frequente.
  • Baixa auto-estima e desinteresse.
  • Tristeza frequente.
  • Irritabilidade.
  • Isolamento.
  • Alteração do desejo sexual.
  • Humor depressivo.

Onde deixar a depressão para trás

Casa da Cuqueira
A apenas 1 km de Vieira do Minho, e a 30 km de Braga, esta é uma típica construção rural do Minho. Situada na região do Vale do Ave, está integrada numa quinta com terras de cultivo.

Quinta de Canhões
Encontra-se nas imediações de São Pedro do Sul, distrito de Viseu. Com a proximidade do rio Vouga, o descanso e belas paisagens estão asseguradas. Se quiser relaxar ainda mais, tem as termas a cerca de dois quilómetros.

Casa WladiVal
Localizada em Dornes, esta casa rural encontra-se em contacto directo com a albufeira de Castelo de Bode. E se o descanso é importante, se quiser mais agitação , encontra-a na bonita cidade de Tomar.

Quinta Paraíso
Alagoa, no distrito de Portalegre, é a base desta típica casa alentejana. Por aqui pode usufruir das típicas paisagens alentejanas e da natureza no Parque Natural da Serra de São Mamede.

Monte das Cortelhas
Na Guia, concelho de Albufeira, encontra esta casa rural, rodeada por propriedades agrícolas com diversas culturas, beneficiando assim de uma calma com a qual não se identifica o Algarve mais turístico.

Quinta da Meia Eira
Na ilha do Faial, Açores, esta quinta de 5 ha apresenta duas habitações do século XIX, que foram remodeladas entre 1998 e 2003. E o respirar o ar do mar não é difícil, ou não estive o Atlântico num dos limites da propriedade.

Calhau Grande
A cerca de 30 minutos de carro do Funchal, sobre o mar da Calheta, encontra esta casa rural. Calma é a palavra de ordem por aqui, com uma vista impressionante sobre o mar.

Fica um aviso: a depressão apresenta vários graus e pode ser de díficil avaliação e cura. Se pensa que está numa dessas situações, consulte o seu médico.