Author Archives: Flavio Bastos

Paisagem Protegida das Lagoas de Bertiandos e S. Pedro de Arcos – Série Reservas Naturais

Parte da Reserva Ecológica Nacional (REN) e Paisagem Protegida desde 2000, a zona das Lagoas de Bertiandos e de São Pedro d’Arcos é a mais recente área natural destacada na nossa Série de Reservas Naturais.

São 350 hectares de vales, florestas e bacias de água na região de Ponte de Lima. Nestas duas lagoas e área circundante encontramos uma enorme biodiversidade. A zona também tem partes pantanosas, pelo que é frequente ouvir-se o coaxar dos sapos e as rãs. Além destes anfíbios, ainda podemos encontrar lontras, gatos-bravos e toupeiras-de-água (a maioria em risco de extinção), entre muitos outros.

Em relação à flora, também há uma grande diversidade: além de zonas húmidas e não-húmidas, encontrará amieiros, vidoeiros e salgueiros, são mais de 80 espécies a colorir a paisagem de vários tons de verde (ou raras, ou em vias de extinção) e sobretudo a constituir refúgio e lar para todos os animais já mencionados.

Passear na zona é tarefa fácil, graças às vias de madeira construídas para apreciadores da Natureza: há vários trilhos que vão de extensões de 1,6 a quase 13 km.

Para quem viaje até ao coração do Minho, no distrito de Viana do Castelo, esta é uma boa oportunidade para relaxar e passear muito.

Damos as boas-vindas à Federação Portuguesa de Turismo Rural

A Federação Portuguesa de Turismo Rural foi constituída no dia 2 de Junho e o seu objectivo é apresentar “propostas concretas que visem a participação activa na política de organização, promoção e venda deste importante sector do turismo nacional”.  Isto tendo sempre em conta o desenvolvimento da valorização das regiões e respectivos habitantes.

Assim, e devido a esta ocasião especial, falámos com Cândido Mendes, o presidente da direcção da entidade e que nos contou um pouco sobre a mesma, tal como fazendo um ponto de situação do Turismo Rural no nosso país.

Monte em Cabeção, paisagem rural (Filipe Rocha, Wikimedia Commons)

Começando pela procuraos viajantes nacionais representam a “maior fatia”, com picos de grande sazonalidade (como é habitual no turismo). Há, portanto, trabalho a fazer em termos de dinamização do sector: pretende-se um maior equilíbrio entre a procura interna e a externa, e é esta que poderá preencher a oferta nas épocas de menor actividade.

Os viajantes internacionais contribuem para uma maior estabilização do funcionamento dos estabelecimentos“, afirma Cândido, “porque não estão tão sujeitos a picos de procura como acontece com o turismo interno“. Em termos práticos, os portugueses viajam sobretudo em fins de semana, feriados e pontes (e sendo o Verão a época de procura mais elevada). Assim, há que aproveitar atrair viajantes de fora que venham visitar o país nos períodos de menor actividade.

Ao estabilizar a procura cria-se “uma maior consistência na aplicação de padrões de serviço e de qualidade” dos mesmos, conseguindo-se também ganhos em termos de gestão de tesouraria. Além disso, o equilíbrio da procura tem como consequência positiva directa o “aumento das taxas de ocupação, porque as estadas de turistas internacionais não estão sujeitas à ocupação de fim de semana exclusivamente, como acontece maioritariamente com o turista interno“.

Piódão (Mike Warren, Flickr)

Olhando agora para a ofertaCândido Mendes considera também que o mercado turístico online “é hoje uma das principais ferramentas de promoção, divulgação e venda do produto turístico“.

A Federação terá também por objectivo a criação de plataformas de comunicação na Internet, “seja através de centrais de reservas, seja através da presença nas principais redes sociais de uma forma profissional e direccionada“. E é com isto em mente que o seu papel neste fortalecimento do mercado onlinedeverá ser a montante, ou seja, junto dos proprietários, no sentido de criar a consciência para as necessidades de melhoria constante e na aposta numa comunicação de qualidade“.

Por outro lado, há que actuar “junto das grandes centrais de reservas de forma a que o Turismo em Ambiente Rural de Portugal se possa apresentar de forma visível nos diversos mercados emissores, ganhando competitividade e operacionalidade“.

Em suma, e com tantas associações portuguesas actualmente dedicadas à dinamização do sector turístico rural, a criação da Federação é certamente uma notícia bastante positiva, sobretudo no que diz respeito à organização e promoção da nossa oferta.

Fiquem atentos porque, sempre que possível, tentaremos divulgar mais informação sobre este assunto.

Damos as boas-vindas à Federação Portuguesa de Turismo Rural

A Federação Portuguesa de Turismo Rural foi constituída no dia 2 de Junho e o seu objectivo é apresentar “propostas concretas que visem a participação activa na política de organização, promoção e venda deste importante sector do turismo nacional”.  Isto tendo sempre em conta o desenvolvimento da valorização das regiões e respectivos habitantes.

Assim, e devido a esta ocasião especial, falámos com Cândido Mendes, o presidente da direcção da entidade e que nos contou um pouco sobre a mesma, tal como fazendo um ponto de situação do Turismo Rural no nosso país.

Monte em Cabeção, paisagem rural (Filipe Rocha, Wikimedia Commons)

Começando pela procuraos viajantes nacionais representam a “maior fatia”, com picos de grande sazonalidade (como é habitual no turismo). Há, portanto, trabalho a fazer em termos de dinamização do sector: pretende-se um maior equilíbrio entre a procura interna e a externa, e é esta que poderá preencher a oferta nas épocas de menor actividade.

Os viajantes internacionais contribuem para uma maior estabilização do funcionamento dos estabelecimentos“, afirma Cândido, “porque não estão tão sujeitos a picos de procura como acontece com o turismo interno“. Em termos práticos, os portugueses viajam sobretudo em fins de semana, feriados e pontes (e sendo o Verão a época de procura mais elevada). Assim, há que aproveitar atrair viajantes de fora que venham visitar o país nos períodos de menor actividade.

Ao estabilizar a procura cria-se “uma maior consistência na aplicação de padrões de serviço e de qualidade” dos mesmos, conseguindo-se também ganhos em termos de gestão de tesouraria. Além disso, o equilíbrio da procura tem como consequência positiva directa o “aumento das taxas de ocupação, porque as estadas de turistas internacionais não estão sujeitas à ocupação de fim de semana exclusivamente, como acontece maioritariamente com o turista interno“.

Piódão (Mike Warren, Flickr)

Olhando agora para a ofertaCândido Mendes considera também que o mercado turístico online “é hoje uma das principais ferramentas de promoção, divulgação e venda do produto turístico“.

A Federação terá também por objectivo a criação de plataformas de comunicação na Internet, “seja através de centrais de reservas, seja através da presença nas principais redes sociais de uma forma profissional e direccionada“. E é com isto em mente que o seu papel neste fortalecimento do mercado onlinedeverá ser a montante, ou seja, junto dos proprietários, no sentido de criar a consciência para as necessidades de melhoria constante e na aposta numa comunicação de qualidade“.

Por outro lado, há que actuar “junto das grandes centrais de reservas de forma a que o Turismo em Ambiente Rural de Portugal se possa apresentar de forma visível nos diversos mercados emissores, ganhando competitividade e operacionalidade“.

Em suma, e com tantas associações portuguesas actualmente dedicadas à dinamização do sector turístico rural, a criação da Federação é certamente uma notícia bastante positiva, sobretudo no que diz respeito à organização e promoção da nossa oferta.

Fiquem atentos porque, sempre que possível, tentaremos divulgar mais informação sobre este assunto.

Os nossos antepassados: viagem por vestígios arqueológicos em Portugal

Já todos ouvimos falar de pegadas de dinossauros e arte rupestre: estes marcos da arqueologia em Portugal, autênticos vestígios de antepassados peninsulares, constituem marcos únicos e que nos ajudam a perceber melhor a história do planeta. De dinossauros a pedras megalíticas e até aos Romanos, partimos à descoberta de alguns dos mais importantes e que não pode deixar de visitar.

Citânia de Briteiros (foto por CTHOE, Wikimedia Commons)

Citânia de Briteiros – Salvador de Briteiros, Guimarães
Monumento Nacional desde 1910, este sítio arqueológico remonta à Idade do Ferro. A povoação foi fortemente influenciada pelos Romanos, o que se observa em vestígios como inscrições, moedas e cerâmica. No entanto, a povoação seria de origem celta, e a conclusão à data aponta que terá sido definitivamente abandonada no séc. III. Devido à sua localização magnífica no alto do Monte de São Romão, é um lugar único e a visitar, até por tratar-se do berço lusitano.

ConimbrigaCondeixa-a-Velha, Coimbra
De pequena povoação a importante cidade romana, Conimbriga é um dos lugares mais especiais da arqueologia portuguesa e um dos (ou mesmo “o”) mais estudados no país. Ainda conserva as muralhas, a planta da cidade e os espaços (como o anfiteatro e o edifício das termas, por exemplo), tal como vários mosaicos da época.  Consulte aqui o site oficial do Museu Monográfico de Conimbriga.

Arte Rupestre de Vale do CôaVale do Côa, região do Douro
É nas margens deste afluente do Rio Douro que encontramos um Património da Humanidade (UNESCO) que não tem preço. São praticamente 20 quilómetros de galerias ancestrais, ao ar livre, e que remontam ao período do Paleolítico Superior (isto é, entre 22 e 10 mil anos a.C.). Na sua maioria, as centenas de representações são de cavalos e bovídeos. No Parque Arqueológico do Vale do Côa poderá organizar a sua visita.

Vestígios de dinossauros – Lourinhã, Lisboa
Ainda este ano, no final de Maio, foram descobertos “cerca de 500 fragmentos de cascas de ovos, com ossos de embriões e dentes com 150 milhões de anos” (veja a notícia aqui). A Lourinhã tornou-se assim o principal local de atracção para quem tenha a mínima curiosidade por descobrir mais sobre dinossauros. E qualquer criança que veja o “Parque Jurássico” de Steven Spielberg vai querer visitar este lugar! Para mais informações sobre a Rota dos Dinossauros, obtenha o documento do Museu da Lourinhã aqui.

Cromeleque dos Almendres – Évora, Alentejo
Lembram-se do Obélix e dos seus menires? Em Évora encontramos 95 monólitos de pedra impressionantes, um dos mais importantes da Europa (não apenas pela dimensão mas também pelo bom estado em que se encontra). Alguns dos menires são decorados, outros chegam a atingir aproximadamente 3 metros de altura, e a maioria tem uma forma oval. Muitos estavam foram erguidos de acordo com a configuração original graças aos trabalhos arqueológicos na zona.

Anta Grande do Zambujeiro
Também no distrito de Évora, este é um tipo de dolmen do período megalítico, e um dos maiores da Península Ibérica (são sete pedras que medem 8 metros cada!), construído entre 4 e 3,5 mil anos antes de Cristo. É uma única câmara cujo objectivo eram cerimónias religiosas e também utilizada como lugar de enterro. A maioria dos achados encontrados durante as escavações estão hoje em dia no Museu de Évora.

Bónus: ainda no Alentejo, pode ir visitar o Menir da Meada (ao qual já fizemos referência aqui), em Castelo de Vide, Portalegre.

E a estes verdadeiros monumentos históricos somam-se muitos outros: se conhece mais marcos arqueológicos em Portugal, partilhe na secção de comentários abaixo. Em suma, a grande questão que sai de tudo isto é: o que ainda haverá por encontrar?

Os nossos antepassados: viagem por vestígios arqueológicos em Portugal

Já todos ouvimos falar de pegadas de dinossauros e arte rupestre: estes marcos da arqueologia em Portugal, autênticos vestígios de antepassados peninsulares, constituem marcos únicos e que nos ajudam a perceber melhor a história do planeta. De dinossauros a pedras megalíticas e até aos Romanos, partimos à descoberta de alguns dos mais importantes e que não pode deixar de visitar.

Citânia de Briteiros (foto por CTHOE, Wikimedia Commons)

Citânia de Briteiros – Salvador de Briteiros, Guimarães
Monumento Nacional desde 1910, este sítio arqueológico remonta à Idade do Ferro. A povoação foi fortemente influenciada pelos Romanos, o que se observa em vestígios como inscrições, moedas e cerâmica. No entanto, a povoação seria de origem celta, e a conclusão à data aponta que terá sido definitivamente abandonada no séc. III. Devido à sua localização magnífica no alto do Monte de São Romão, é um lugar único e a visitar, até por tratar-se do berço lusitano.

ConimbrigaCondeixa-a-Velha, Coimbra
De pequena povoação a importante cidade romana, Conimbriga é um dos lugares mais especiais da arqueologia portuguesa e um dos (ou mesmo “o”) mais estudados no país. Ainda conserva as muralhas, a planta da cidade e os espaços (como o anfiteatro e o edifício das termas, por exemplo), tal como vários mosaicos da época.  Consulte aqui o site oficial do Museu Monográfico de Conimbriga.

Arte Rupestre de Vale do CôaVale do Côa, região do Douro
É nas margens deste afluente do Rio Douro que encontramos um Património da Humanidade (UNESCO) que não tem preço. São praticamente 20 quilómetros de galerias ancestrais, ao ar livre, e que remontam ao período do Paleolítico Superior (isto é, entre 22 e 10 mil anos a.C.). Na sua maioria, as centenas de representações são de cavalos e bovídeos. No Parque Arqueológico do Vale do Côa poderá organizar a sua visita.

Vestígios de dinossauros – Lourinhã, Lisboa
Ainda este ano, no final de Maio, foram descobertos “cerca de 500 fragmentos de cascas de ovos, com ossos de embriões e dentes com 150 milhões de anos” (veja a notícia aqui). A Lourinhã tornou-se assim o principal local de atracção para quem tenha a mínima curiosidade por descobrir mais sobre dinossauros. E qualquer criança que veja o “Parque Jurássico” de Steven Spielberg vai querer visitar este lugar! Para mais informações sobre a Rota dos Dinossauros, obtenha o documento do Museu da Lourinhã aqui.

Cromeleque dos Almendres – Évora, Alentejo
Lembram-se do Obélix e dos seus menires? Em Évora encontramos 95 monólitos de pedra impressionantes, um dos mais importantes da Europa (não apenas pela dimensão mas também pelo bom estado em que se encontra). Alguns dos menires são decorados, outros chegam a atingir aproximadamente 3 metros de altura, e a maioria tem uma forma oval. Muitos estavam foram erguidos de acordo com a configuração original graças aos trabalhos arqueológicos na zona.

Anta Grande do Zambujeiro
Também no distrito de Évora, este é um tipo de dolmen do período megalítico, e um dos maiores da Península Ibérica (são sete pedras que medem 8 metros cada!), construído entre 4 e 3,5 mil anos antes de Cristo. É uma única câmara cujo objectivo eram cerimónias religiosas e também utilizada como lugar de enterro. A maioria dos achados encontrados durante as escavações estão hoje em dia no Museu de Évora.

Bónus: ainda no Alentejo, pode ir visitar o Menir da Meada (ao qual já fizemos referência aqui), em Castelo de Vide, Portalegre.

E a estes verdadeiros monumentos históricos somam-se muitos outros: se conhece mais marcos arqueológicos em Portugal, partilhe na secção de comentários abaixo. Em suma, a grande questão que sai de tudo isto é: o que ainda haverá por encontrar?