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Presentes ecológicos neste Natal

Oferecer presentes é o grande propósito da ocasião festiva do Natal, mais importante até que os receber. E se o puder fazer tendo em conta o meio ambiente, ainda melhor. Conheça algumas sugestões Toprural de presentes ecológicos.

As pinhas dão um óptimo centro de mesa | Petr Kratochvil

Kit “ervas aromáticas” – ofereça um kit composto por pequenos vasos, terra, fertilizante e sementes de ervas aromáticas. Assim, oferece a possibilidade de cultivar ervas como manjericão, hortelã, salsa, coentros, tomilho e muitas mais. Pode encontrar todos estes materiais num vulgar hipermercado ou, por exemplo, se quiser um conselho mais apropriado pode ir à loja do Cantinho das Aromáticas.

Centros de mesa – recolha, num parque junto de si que tenha árvores, elementos como pinhas, folhas, ramos, e outros materiais naturais e elabore, com a ajuda de um cesto de verga baixo, por exemplo, um belo centro de mesa. Quem sabe, poderá utilizá-lo no dia de Natal.

Tecidos ‘renovados’ – aproveite tecidos de outras peças de roupa e “invente” presentes como carteiras, malas, gorros… enfim, o limite é a sua imaginação.

Fantoches  de meias –  é um clássico: fantoches feitos com meias. Com uma bola de ping-pong cortada ao meio consegue fazer os olhos. Depois, com outros tecidos, pode fazer o cabelo, língua, roupa, etc. Ou seja, tudo aquilo que tornará o seu boneco um verdadeiro personagem de um teatro de fantoches.

Bicicletas – haverá meio de transporte mais ecológico? Se conseguir encontrar bicicletas em segunda mão, ainda melhor. Irá estar assim a aproveitar um material e a prolongar o tempo de vida. Se optar por esta hipótese, pode sempre procurar nos sites como o Custo Justo ou o Olx.

Apadrinhar animais – pode contribuir para o melhoramento de vida de animais, ajudando assim a preservar a Natureza como ela é. Pode optar por uma de duas hipóteses: apadrinhar um animal no Jardim Zoológico, ou apadrinhar um animal selvagem, como referíamos num post anterior.

Kit de ornitólogo – composto por um par de binóculos, um livro com a indicação das espécies de aves possíveis de observar, e um bloco, para apontar as descobertas. Para mais informações sobre observação de aves, bem como os livros adequados, consulte o site da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves.

Carregador de baterias solar – já existem à venda carregadores de baterias “movidos” a energia solar. Poupa na conta da electricidade e também no meio ambiente. Veja no Ebay, e verá que consegue encontrar o que procura.

Presentes comestíveis – propomos que entre na cozinha e prepare um pack de biscoitos, sal aromatizado, compotas, azeite aromatizado, etc., etc. Oferecer algo feito por si terá, por certo, um outro significado para quem recebe.

Não se esqueça que, a partir do momento em que é você a produzir, a ecologia está em primeiro. As sugestões que lhe damos são meramente indicativas. Se tiver outra ideia, deixe-nos um comentário.

Bom Natal! E boas ofertas.

Destinos portugueses distinguidos pela sustentabilidade

São seis os destinos portugueses distinguidos com os prémios QualityCoast, que distingue a sustentabilidade do turismo das zonas costeiras. A Toprural revela-lhe quais.

Açores, um dos destinos distinguidos pela QualityCoast | Foto de Luissilveira
Estes galardões são da responsabilidade da Coastal & Marine Union, uma organização europeia não governamental, que incide a sua actuação na promoção do desenvolvimento sustentável das zonas costeiras.

Os prémios QualityCoast visam assim distinguir, todos os anos, na Europa, os destinos turísticos costeiros mais sustentáveis.Para tal, são avaliados de acordo com diversos parâmetros: preservação do ambiente, natureza, paisagem, património cultural e identidade local.

Actualmente as regiões distinguidas em território nacional são: Açores, Madeira, Sintra, Lagos, Tavira e Torres Vedras.

Desde 2007 que já foram atribuídos prémios a 35 comunidades costeiras, de 14 países europeus.

Mais uma prova que, em Portugal, a crise não é tudo. Há muito por fazer, mas também há que aplaudir o que está feito. Para um país mais sustentável, com identidade, virado para uma das suas maiores potencialidades: o turismo.

Reciclar rolhas de cortiça

Green Cork é o programa de reciclagem de rolhas de cortiça que permite aproveitar esse produto natural e dar-lhe muitas outras utilidades. A Toprural, neste que é o Ano Internacional das Florestas, fala-lhe um pouco mais deste projecto.

Sobreiro | Foto de Jean-Pol GRANDMONT

O Green Cork tem como grande objectivo a transformação das rolhas noutros produtos, mas também, com este esforço de reciclagem, permitir o financiamento de parte do Programa “Floresta Comum”, que leva a cabo a plantação de novas árvores de espécies mediterrânicas, como o sobreiro.

As rolhas de cortiça recicladas não serão mais utilizadas para produzir novas rolhas. No entanto, têm muitas outras aplicações, desde a aplicação na indústria automóvel até à construção civil (para, por exemplo, isolamentos).

Em defesa da rolha

Há, segundo a organização deste programa, que “defender a rolha de cortiça como produto que garantiu e deverá continuar a garantir a manutenção do montado de sobreiros”, um ecossistema que, afirmam, absorve qualquer coisa como 4,8 milhões de toneladas de CO2 por ano.

Uma vez que a cortiça é a casca da árvore, também retém CO2 (cada tonelada de rolhas contém cerca de 1,07 toneladas de CO2). Ao ser reciclada, evitam-se emissões deste gás para a atmosfera, ao contrário do que acontece quando se decompõe ou é incinerada.

Como participar?

Pode, desde já, começar a recolher rolhas e desafie os seus amigos a fazer o mesmo. Depois, para entregar os materiais recolhidos, veja no site da Green Cork onde o poderá fazer.

Refrescar sem ar-condicionado

O calor ainda ‘aperta’ por estes dias, por isso tantas vezes somos tentados a recorrer ao ar-condicionado para refrescar. No entanto, há outras formas de afastar o calor e poupar na electricidade e meio ambiente. A Toprural dá-lhe algumas dicas.

Sol | Foto de LykaestriaAntes de mais, algumas dicas para refrescar a casa:

  • Na construção, se ainda for esse o caso, opte por edificar paredes grossas, que impedem o calor de entrar.  Pinte-as também de branco, para a mesma função.
  • Opte por deixar, sempre, as persianas ou estores em baixo, bem como as cortinas fechadas.
  • Mantenha as janelas abertas no lado da casa que não tenha o sol a bater. Se possível, tente fazer uma corrente de ar.
  • Para poder refrescar a casa, é necessário retirar o ar quente do espaço. Uma das formas, será ligar exaustores da cozinha e casa-de-banho.
  • As partes da casa viras a Norte e Oeste serão mais quentes, por isso se conseguir colocar outras formas de bloquear a luz e calor, como toldos, melhor.
  • Plante um jardim ou coloque relva à volta da casa. Ajuda a refrescar, uma vez que torna mais difícil a acumulação do calor.

Também algumas dicas para refrescar o corpo:

  • Ajuda a refrescar e mantém também o equilíbrio no organismo: beba água. Evite beber refrigerantes e bebidas com álcool, uma vez que provocam ainda mais sede, desidrantando o organismo. O que é precisamente o contrário daquilo que se pretende.
  • Refeições pesadas são de evitar, uma vez levam ainda a ter mais calor.
  • Utilize roupas leves e largas, de cores claras e, se possível, de algodão.
  • Molhe a testa e a nuca. Ajuda a dar uma sensação de frescura. Pode também colocar uma garrafa de água no congelador e depois utilizá-la para refrescar algumas zonas do corpo.
  • Utilize ventoinhas. Se não quiser utilizá-las, opte pelo mais manual: o leque.
  • Num dia de calor, desde que nos limites do aceitável, pode também brincar com um pouco de água. As crianças irão adorar!

Uma dica da Agência Europia do Ambiente: o ar-condicionado pode aumentar a sua factura de electricidade em 33%. Uma ventoinha consume um décimo da energia, enquanto chapéus de sol, estores, portadas e a frescura da noite não consumem energia. Por isso, poupe também no meio ambiente!

Como fazer a compostagem?

Sabe o que é a compostagem? Além de lhe darmos a resposta, a Toprural dá-lhe também dicas de como a pode fazer, poupando o meio ambiente.

Composto | Foto de normanackO que é?
Designado como um processo de valorização da matéria orgânica, consiste, na sua essência, na decomposição dos resíduos orgânicos domésticos, que são cerca de 40% dos resíduos sólidos urbanos produzidos, em média, em cada casa. Este procedimente dá origem ao composto, material que poderá, posteriormente, ser utilizado como adubo.

Assim, além de evitar que esse resíduos sigam para um qualquer aterro, ‘ganha’ também um ‘produto’ para melhorar a sua horta, quintal ou simples terreno.

Como fazer?
Como a maioria dos cidadãos habita em cidades, com limitações de espaço, o mais ideal será fazer a compostagem na varanda, através de um compostor. Pode encontrar estes recipientes à venda nas grandes superfícies, ou então construir um. A melhor forma de o fazer, para um espaço pequeno, é pegar num caixote (como os do lixo, de metal), e colocar dois tijolos dentro. Depois, colocar outro caixote mais pequeno dentro, em cima dos tijolos. Este caixote pequeno deverá estar perfurado em baixo e nos lados.

Passando à prática, que materiais utilizar? Pois bem, existem dois tipos: os castanhos (como serradura, folhas secas, pequenos ramos) e os verdes (como vegetais, cascas de frutas, cereais ou cascas de ovos esmagadas).

Primeiro, corte todos os resíduos em pequenos pedaços. No fundo do compostor coloque ramos grossos, para facilitar o arejamento, e adicione um camada de 5 a 10 cm de resíduos castanhos. Adicione uma mão cheia de terra ou composto acelerador (contém microorganismos suficientes para dar início ao processo). De seguida, uma camada de resíduos verdes, outra de castanhos, até atingir o limite de altura do compostor. Não esquecer que deve regar cada camada, por forma a manter a humidade adequada. A última de todas as camadas deve ser castanha, para evitar algum odor e a existência de insectos ou outros animais.

Toda pilha deve ser virada a cada 15 dias, por forma a que o composto fique pronto em 3 ou 4 meses. Não esquecer que a pilha não deve estar exposta a ventos frios, demasiada chuva ou demasiado calor.

Se não conseguir fazer à primeira, não desista! Com a prática chegará lá, e o meio ambiente agradece.

Para mais informações, consulte a página da A Horta da Formiga.