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Top 3 do mês: Setembro de 2010

Hoje estreamos uma nova categoria de posts: o top 3 do mês. Assim, fica a saber quais são as três casas rurais mais visitadas mensalmente no site da Toprural. Aqui estão os de Setembro:

1 Monte Saraz, junto a Monsaraz

Uma casa central – Casa do Lagar – e quatro vivendas independentes fazem este Monte Saraz, a cerca de cinco minutos, de carro, de Monsaraz. De resto, é esta a vila que embeleza ainda mais a vista. Destaque para a piscina exterior, que mais parece interior, e o Alqueva ali tão perto…

2 Monte Cabeço do Ouro, junto a Grândola

No ponto alto da Serra de Grândola, este monte, que na realidade são dois, perto um do outro, dispõe de 6 quartos duplos. A pouco mais de uma dezena de quilómetros encontra as praias na costa marítima, e  também tem por perto o Badoca Park. É ideal para quem tem animais de estimação porque, como afirmam os proprietários, “com tanta bicharada espalhada pela propriedade, mais um não faz mal a ninguém”.

3 Quinta d’Abegoa, em Marvão

Localizada em Santo António das Areias, na encosta da vila de Marvão. Com seis quartos, a Quinta d’Abegoa fica entre ruínas romanas, desconhecidas até há relativamente pouco tempo. Com a praia fluvial do rio Sever relativamente perto e a gastronomia tradicional, afirma-se como um local de excelência para relaxar.

Escapadinha ao Alqueva

É a maior barragem portuguesa, e também o maior lago artificial da Europa. Falamos da barragem de Alqueva, com 250 km2 de superfície, 83 km de comprimento e 1160 km de perímetro. O local ideal para uma escapadinha de fim-de-semana, e nós, na Toprural, traçamos-lhe um plano.

6ª-feira
Tire o dia de folga e guarde a manhã para si, para acordar tarde e preparar as malas. Almoce e faça-se à estrada. O grande lago abarca áreas dos concelhos de Portel, Moura, Évora e Beja, pelo que para não se sentir perdido, aconselhamos a ida à aldeia da Luz. Esta nova aldeia foi inaugurada em 2002, construída de raiz a cerca de 2 km da antiga povoação, que foi submersa pelas águas da barragem. Ao final do dia aconselhamos uma visita ao centro de Moura, cidade tipicamente alentejana, e onde pode relaxar depois  da viagem e de um dia sob o sol alentejano.

Sugestões de alojamento: Monte do Caneiro, Monte do Colmeal, Pinta Barris.

Sábado
Ao acordar, faça-se à estrada e visite a parede da barragem, junto à aldeia de Alqueva, na ponta Sul. De seguida, faça o percurso rumo ao Norte,  em direcção à cidade de Reguengos de Monsaraz, aproveitando o percurso para parar sempre que quiser para umas belas fotografias do lago. Em Reguengos, prove a típica gastronomia e compre umas quantas garrafas de vinho, que é famoso por esta região.

À tarde, dirija-se à simpática vila de Monsaraz. Situada no topo de um monte, a vila, ‘encaixada’ entre as muralhas do castelo, oferece uma vista sobre o lago, a planície alentejana e Espanha. As suas estreitas ruas, de piso irregular de xisto, revelam surpresas a cada esquina. Detentora também de um castelo, ou não estivesse Monsaraz num topo que se destaca na planície, é o local ideal para observar o pôr-do-sol.

Sugestões de alojamento: Casa Pinto, Monte Saraz, Horta da Coutada.

Domingo
Neste dia, vá até à marina junto à aldeia de Amieira. Ali poderá informar-se acerca do aluguer de barcos, ou, quem sabe, dar logo uma volta de canoa ou caiaque. Você decide. Se não se sentir à vontade, pode ficar junto ao bar a admirar a paisagem que, sabemos, é de cortar a respiração.

Chegada a hora do almoço, e a pensar na volta a casa para essa tarde, sugerimos uma de duas opções: se viver a norte da barragem, faça o caminho até Évora, almoce por lá e não perca, pelo menos, o Templo de Diana; e se viver no Sul, passe por Beja, prove a gastronomia da região, visite o castelo e descanse à sombra, que por terras bejenses o calor impera.

12.º Festival Músicas do Mundo

Sines, a cidade que viu nascer Vasco da Gama, recebe novamente o Festival Músicas do Mundo (FMM) que, desde Julho de 1990, traz a world music ao litoral alentejano. Esta 12.ª edição decorre de 28 a 31 de Julho.

Ao contrário de edições anteriores, em que os concertos abrangiam também um palco em Porto Covo, este ano a programação cultural inclui cinge-se ao palco, junto à praia, na Avenida Vasco da Gama (com capacidade para uma assistência para 15 mil pessoas), e o tradicional palco no Castelo (com capacidade para 7 mil pessoas). “Só” dois palcos, mas a música é mais do que muita!

De referir que os concertos na Av. Vasco da Gama são gratuitos. Já no Castelo, os que se têm lugar à tarde – 18h e 18h30 – têm também entrada gratuita, sendo que para assistir aos espectáculos à noite é necessário comprar bilhete que custa 12,5€. A alternativa é um passe de 40€ que dá direito a entrada nos quatro dias.

Castelo de Sines, onde decorre parte do Festival.

História do FMM

Organizado pela Câmara Municipal de Sines, o FMM é um festival não comercial. Nasceu em 1999 com o objectivo de valorizar o Castelo da cidade, mas depressa ultrapassou as suas fronteiras, tendo agora também lugar outras actividades culturais espalhadas pela cidade, bem como o palco na Avenida Vasco da Gama. De 2005 a 2009 teve também um palco com programação em Porto Covo.

Desde 1999 até aos dias de hoje já estiveram no festival mais de 410 mil pessoas, tendo sido realizados cerca de 200 concertos, muitos em estreia nacional e até europeia. Ficam alguns nomes que por lá passaram: Taraf de Haidouks, Hedningarna, Kronos Quartet, The Skatalites, Tom Zé, Femi Kuti, Hermeto Pascoal, Toumani Diabaté, Rabih Abou-Khalil, Gogol Bordello, Rokia Traoré, Asha Bhosle, Cui Jian, Orchestra Baobab, Cyro Baptista e Lee ‘Scratch’ Perry.

História de Sines

Situada na costa alentejana, a cidade de Sines tem, na sua envolvência, algumas das mais aprazíveis praias de Portugal, como é caso da praia da São Torpes ou de Porto Covo.

Os primeiros vestígios de presença humana remontam ao período do Paleolítico. Situada junto ao Oceano Atlântico, sabe-se agora que no período Neolítico ocorreu também a fixação de grupos autóctones nas praias e em pontos altos e costeiros. Já na Idade do Ferro fixou-se na zona a tribo celta dos Cinetos, que, afirmam alguns, poderá ter dado origem ao nome de Sines.

Também os romanos se fixaram na zona, fazendo da zona um importante centro portuário e industrial, com a baía da cidade, protegida do vento norte, a ser um perfeito porto de abrigo.

Obteve autonomia administrativa em relação a Santiago do Cacém foi obtida em 24 de Novembro de 1362, quando D. Pedro I concedeu carta régia. Aí é construído o Castelo, onde, em 1469, segundo afirmam alguns historiadores, nasceu Vasco da Gama, filho do alcaide da vila, Estêvão.

Actualmente, Sines tem nas suas proximidades um importante complexo portuário e industrial, visível da cidade, mas que não lhe retira beleza.

Alojamento

Fique com algumas sugestões de alojamento na região:

Mais informações: Programa do FMM