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Visite o Parque Natural do Tejo Internacional

Propomos, desta vez, a visita a um dos nossos parques naturais, neste caso  o Parque Natural do Tejo Internacional. Esta é mais uma sugestão da Toprural no âmbito deste que é o Ano Internacional das Florestas.

Azinheira, uma das espécies mais frequente no Parque | Foto de Fritz Geller-Grimm
Situado na zona Este do território português, abrange os concelhos de Castelo Branco, Idanha-a-Nova e Vila Velha de Ródão, faz fronteira com Espanha, sendo que no outro lado encontra o Parque Natural Tajo Internacional. Ocupa uma área de mais de 26 mil hectares e como o nome deixa adivinhar, é dominado pelo rio Tejo em toda a sua extensão.

No que diz respeito às espécies de fauna presentes, destaque para os azinheiras, sobreiros e carvalhos em algumas zonas junto ao rio. Já no que respeitante às espécies animais, destaque para o facto de este ser um dos raros locais onde ainda é possível observar cegonhas-negras. Por aqui são usuais espécies como a águia-de-Bonelli, águia-real e abutre-do-Egito, sendo esta uma importante zona de nidificação. Já no campo dos mamíferos, o destaque vai para a lontra-europeia e o veado-vermelho.

Zona onde imperam as paisagens de cortar  a respiração, quase que isso bastava para aconselhar a visitar. Ainda assim, se quiser descobrir um pouco mais, como os dólmens que existem na região, pode sempre considerar os percursos aconselhados pelo Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade.

Boa viagem!

Descanse no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina

O nome é comprido, tal como o seu território. O Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina estende-se desde a ribeira da Junqueira, em São Torpes, no Alentejo, até à praia de Burgau, já na costa Sul do Algarve. Mais uma sugestão da Toprural, assinalando este que é o Ano Internacional das Florestas.

Sobreiro, uma das espécies em maior número no Parque | Foto de TrarothCom uma extensão de 110 km, este Parque Natural ocupa mais de 55 mil hectares, englobando muitas das emblemáticas praias alentejanas e algarvias, como Porto Covo, Zambujeira do Mar, Vila Nova de Mil Fontes, e Odeceixe. Demonstrativo do facto deste ser um Parque extenso está no facto de atravessar quatro concelhos: Sines, Odemira, Aljezur, e Vila do Bispo.

Neste Parque poderá  encontrar espécies da flora como o característico sobreiro, carvalho cerquinhomedronheiro, eucalipto e pinheiro-bravo. No que diz respeito a animais, encontra espécies como a águia-pesqueira e a águia-de-Bonelli, o falcão-peregrino e a cegonha-branca que nidifica em árvores, prédios velhos ou mesmo em postes de electricidade, numa rara situação em todo o mundo. Raro é também o facto de algumas lontras que por aqui habitam utilizam o mar para as suas pescarias. A estas fazem ‘companhia’ animais como os texugos, sacarrabos, fuínhas, javalis e raposas.

Se este Parque se estende da costa alentejana à costa algarvia, encontrará na sua divisão aquele que o ponto mais ocidental da Europa continentel: o cabo de São Vicente, na região de Sagres.

Boa Viagem!

Visite o Parque Natural da Serra de São Mamede

Situado no nordeste Alentejano, distrito de Portalegre, o Parque Natural da Serra de São Mamede tem tanto para oferecer que nós, na Toprural, aconselhamos a sua visita. Neste que é o Ano Internacional das Florestas, não pode perder a oportunidade de estar em contacto com a Natureza.

Parque Natural de São Mamede | Foto de Stegop

Com cerca de 55 hectares, o parque abrange áreas dos concelhos de Portalegre, Castelo de Vide, Marvão e Arronches, localidades que, por sua vez, apresentam, por si só, atractivos mais do que suficientes para uma visita.

Este parque tem como símbolo a águia-de-Bonelli, animal que, no entanto, está em vias de extinção, pelo que é de difícil observação. Ainda assim, encontra também no parque outras aves – como o grifo (Gyps fulvus), o abutre-preto (Aegypius monachus), ou milhafre (Milvus migrans) – bem como outras espécies animais, tais como a lontra (Lutra lutra), texugo (Meles meles), o toirão (Mustela putorius), ou a raposa.

Já no respeitante à flora, encontra neste parque uma diversidade impressionante, com cerca de 800 espécies diferentes. Destaque para  o sobreiro (Quercus suber), o carvalho negral, e a azinheira (Quercus rotundifolia), bem como áreas de pinhal (Pinus pinaster) sendo esta a espécie mais presente no maciço central da Serra.

Para que conheça melhor a região, aconselhamos os roteiros indicados pelo Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, que tanto podem ser de automóvel, como a . Se quiser mais hipóteses pode também verificar os percursos aconselhados pelo município de Portalegre, aqui.

Para tudo isto, nada melhor que ter umas agradáveis casas rurais onde pernoitar, certo? Pois bem, poupamos-lhe trabalho. Aqui tem algumas sugestões:

 

Boa viagem!

Visita ao Parque Natural do Alvão

Estamos no Ano Internacional das Florestas, por isso na Toprural pensámos em aconselhar-lhe a visita a locais onde as florestas e a Natureza imperam. Como o Parque Natural do Alvão, no norte de Portugal.

Parque Natural do Alvão | Foto de Husond

Instituído em 1983, e situado entre concelhos de Mondim de Basto e Vila Real, este parque tem uma área de 7220 hectares, sendo na sua essência dominado pelo maciço granítico do Alvão. Ainda assim, existe bastante espaço para a proliferação da flora local, com a predominância de carvalhos, mas também se reporta a existência de vidoeiros, aveleira, azevinho, castanheiro loureiro. Raras são já as rorelas (Drosera rotundifolia), plantas carnívoras, normalmente localizadas junto a cursos de água.

Onde há flora, há fauna. E aqui não é excepção. Neste parque natural pode encontrar espécies como a águia-real (apesar de já estar quase extinta), o falcão-peregrino, o lobo e o gato-bravo, entre outros. Nos cursos de água, com o rio Olo, as probabilidades de encontrar truta-marisca são também bastante elevadas.

Para melhor conhecer o parque pode realizar um dos percursos sugeridos pelo Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, sejam eles pedestres ou de automóvel.

Entre algumas sugestões de visitas encontramos a queda de água das Fisgas de Ermelo, a povoação de Ermelo, de Lamas de Olo e a aldeia do Barreiro, as barragens Cimeira e Fundeira, bem como a ribeira de Arnal.

Como já referimos, 2011 é o Ano Internacional das Florestas, e a efeméride não pode passar em branco no parque. Assim, até 31 de Julho, são inúmeras as actividades, organizadas em conjunto com as câmaras municipais e escolas da zona, e que incluem plantação de árvores e exposições. Mais informações podem ser obtidas através do contacto da direcção do Parque Natural do Alvão pelo telefone 259 302 830.

Para que a sua experiência seja algo para realmente recordar, só falta ficar alojado numa das nossas casas rurais. Facilitamos-lhe a procura, e fique aqui com uma selecção:

Boa viagem!

2011 é o Ano Internacional das Florestas

Temos, na Toprural, uma preocupação constante com o meio ambiente. E por isso não podemos deixar ‘escapar’ este importante facto na preservação do nosso mundo: 2011 é o Ano Internacional das Florestas (inglês).

O objectivo ao implementar este dia é o de, segundo comunicado do Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, «mobilizar a comunidade mundial para assegurar que as florestas são geridas de modo sustentável para as gerações actuais e futuras».

E a importância das florestas é bem real: ocupam cerca de 30% da superfície terrestre, sendo o habitat de 80% de toda a biodiversidade. Além disso, servem de abrigo para cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo, garantindo a sobrevivência directa para 1,6 mil milhões de pessoas.

Em Portugal, e segundo o 5.º Inventário Florestal Nacional, da responsabilidade da Autoridade Florestal Nacional cujos resultados foram apresentados em Setembro de 2010, a floresta ocupa quase 3,5 milhões de hectares, ou seja, 39% do território. De referir que a agricultura ocupa cerca de 33% e os matos 22%.

Segundo o mesmo inventário, esta é a distribuição das espécies florestais no território nacional:

  • Pinheiro-bravo – 27%
  • Sobreiro – 23%
  • Eucaliptos – 23%
  • Azinheira – 13%
  • Carvalhos – 5%
  • Pinheiro-manso – 4%
  • Outras folhosas – 3%
  • Outras resinosas – 1%
  • Castanheiro – 1%
  • Acácia – 0,1%

Boas notícias é o facto de, em território nacional, a ocupação florestal ter registado um ligeiro crescimento na década de 1995-2005: 3%.

Instituído pela Organização das Nações Unidas, este será assim um ano cujas comemorações, em Portugal, contarão com a dinamização da Comissão Nacional da UNESCO, em articulação com a Secretaria de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural. Previstos estão, pelo menos, cinco grandes eventos, como referiu, à agência Lusa, Rui Barreiro, secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento. Ainda não existem pormenores sobre esses eventos.