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Os dez mandamentos da utilização das praias

De certeza que muitos de vocês já foram à praia este ano e se aperceberam de como estavam limpas. Para podermos continuar a desfrutar com prazer da nossa costa, é necessário respeitar o meio ambiente. Apesar de se levarem a cabo muitas iniciativas ecologistas, o cuidado com as praias é uma tarefa que só funcionará se nos implicarmos entre todos.

Lixo nas praias

1. Respeite o ambiente que o rodeia. Não arranque plantas nem retire  os animais marinhos ou outros seres vivos das suas praias e mar.

2. Não atire lixo para o chão, utilize os contentores próprios separando os residuos. É necessário o aumento de uma recolha seletiva de lixo. Em Portugal recicla-se apenas 17% do lixo municipal produzido.

3. Não verta liquidos contaminantes no mar.

4. Guarde as pontas de cigarros num recipiente que não seja inflamável e que possa transportar consigo. As pontas de cigarros não são biodegradáveis e, tendo em conta o seu pequeno tamanho, podem permanecer nas praias durante 2 anos.

5. Poupe a água dos duches das praias. Mesmo que não seja você a pagar essa factura, recorde que a água é um bem escasso. Permaneça debaixo do duche apenas o tempo necessário para retirar a areia do corpo.

6. Utilize meios de transporte ecológicos para ir à praia. Um passeio a pé ou de bicicleta são a forma mais ecológica de o fazer além de proporcionarem o contacto com a natureza.

7. Se encontrar animais presos na costa (crustáceos ou peixes de grande porte), avise a Proteção Civil para que tenham conhecimento e actuem em conformidade.

8. Não pesque fora das áreas concessionadas para esse fim.

9. Se gosta da prática de mergulho, não toque em nenhuma planta ou animal. Deixe-os viver tranquilos e observe somente como se relacionam entre si e vivem em perfeita harmonia.

10. Divirta-se, sinta as ondas e caminhe pela costa! E volte frequentemente.

Tem algum outro conselho? Partilhe connosco.

Europa “discute” sacos de plástico

Decorre de 17 de Maio a 9 de Agosto uma consulta online, a nível europeu e da responsabilidade da Comissão Europeia, pedindo opiniões sobre a redução, e eventual proibição, do uso de sacos de plástico.

Sacos de Plástico

Nesta consulta, onde são permitas as opiniões individuais, bem como de organizações e entidades públicas, e também dado espaço à discussão sobre os critérios de classificação de que tipo embalagens podem ser classificadas de biodegradáveis.

É importante que faça ouvir a sua voz, e pode fazê-lo aqui (link em inglês).

Não queremos, de forma alguma, “moldar” a sua opinião. No entanto, somos, na Toprural, a favor do meio ambiente, pelo que lhe deixamos aqui algumas tristes curiosidades relacionadas com a utilização de sacos de plástico e o seu efeito na natureza que nos rodeia:

  • Na Europa, calcula-se que cada cidadão “consuma” 500 sacos de plástico por ano.
  • Em 2008 foram produzidas 3,4 milhões de toneladas de sacos. Normalmente são deitados ao lixo e contaminam as águas.
  • Cada saco de plástico pode demorar até 500 anos para se decompor. Dando um exemplo: estaria agora decomposto, e se existisse na altura, claro, um saco que tivesse sido deitado no lixo por volta do ano 1500, ou seja, quando foi descoberto o Brasil.
  • Um estudo recente da Quercus, em colaboração com a Universidade da Madeira, revela que a adopção do pagamento de 2 cêntimos por cada saco de plástico aumenta para cerca de 50% a taxa de reutilização. E no reutilizar pode estar o primeiro passo para abolir a utilização.
  • Foi aprovada, no final do ano passado, uma lei que prevê a redução, em Portugal, de 90% da utilização dos sacos de plástico até 2016. Noutros países, como a Itália, é já proibida a distribuição em lojas e supermercados.

2% do PIB para uma sociedade verde

Investir cerca de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) a nível global, até ao ano de 2050, pode ser a chave para criarmos uma sociedade mais ‘verde’, revela um estudo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). Aqui na Toprural damos também algumas dicas de como pequenas coisas podem ajudar.

Mar | Foto de Joaquim Alves GasparA ideia, afirma o programa, é investir cerca de 948 mil milhões de euros nesses sectores cruciais, por forma a tornar-los mais amigos do ambiente. Relembra o PNUMA que hoje em dia, em todo o mundo, são gastos entre 1% a 2% em subsídios que, na sua maioria, “prolongam a insustentabilidade do uso de recursos tais como combustíveis
fósseis, agricultura, água e pesca” (link para press-release do PNUMA).

Os sectores em causa, onde deveria ser aplicado esse dinheiro, são a agricultura, os edifícios, o abastecimento energético, as pescas, as florestas, a indústria, o turismo, os transportes, a gestão de resíduos e a água. Este mesmo estudo afirma que se for investido, anualmente e a nível mundial, qualquer coisa como 78,8 milhões de euros no sector dos resíduos, a taxa de reciclagem pode triplicar em 2050. E, também, o lixo nos aterros poderá diminuir em mais 85%.

Estas políticas mais amigas do ambiente possibilitariam, além do crescimento da economia, a redução da pegada ecológica em metade nos próximos 40 anos.

Para ajudarmos também um pouco, até porque depende de todos nós, deixamos algumas dicas de pequenas acções que podem fazer muito pelo planeta. E nem 2% do seu tempo ocupam…

  • Troque as lâmpadas incandescentes por lâmpadas económicas.
  • Quando não utilizar os aparelhos, desligue-os mesmo! Ficar em stand-by consome energia também.
  • Quando comprar electrodomésticos, opte por aqueles que tenham consumos energéticos mais baixos.
  • Ao comprar produtos de qualquer espécie, opte por aqueles com o mínimo de embalagem possível.
  • Utilize mais vezes os transportes públicos, e menos o automóvel. Melhor ainda: viaje de bicicleta!
  • Coma menos carne vermelha. Olha pela sua saúde, e ao mesmo tempo contribui para um melhor meio ambiente, dado que a produção de carne vermelha consome muito mais recursos que, por exemplo, a produção de carne branca.
  • Recicle. Sempre!
  • Não abra o seu frigorífico muitas vezes. Tire o máximo de produtos de cada vez.
  • Descongele a sua arca congeladora regularmente, para eliminar o gelo residual que leva a maiores consumos.
  • Opte por produtos nacionais. Além de estar a contribuir para a economia do seu país, está a optar por produtos que tiveram menos custo de transporte e, consequentemente, menos agressivos ao meio ambiente.
  • Falando em compras: leve os seus sacos e não traga os de plástico da loja.
  • Tome banhos rápidos e aproveite os momentos de ensaboar para desligar a água.
  • Feche a água ao escovar os dentes. Abra a torneira apenas quando necessário.
  • Coloque uma garrafa de água cheia dentro no autoclismo. Assim cria volume que se traduzirá em menos água por descarga.

É assim que tudo começa: pequenas acções para o bem maior. Para salvarmos o planeta do negro destino que se lhe adivinha.

Se quiser consultar o estudo do PNUMA, pode fazê-lo aqui (link em inglês)

O que evitar na reciclagem

Reciclar é uma actividade cada vez mais necessária no mundo moderno. Como ainda se comentem erros nesse campo, resolvemos, na Toprural, apontar as excepções: aquilo que é ‘proibido’ colocar no ecoponto.

Já sabemos as cores correspondentes para cada um dos resíduos recicláveis (como falámos neste post). Mas, ainda assim, nunca é demais recordar:

  • Amarelo – plástico e metal, como garrafas e latas de bebidas. É também neste ecoponto que devem ser depositadas as embalagens de cartão para bebidas.
  • Verde – vidro, como as garrafas, frascos ou boiões sem tampa.
  • Azul – papel e cartão, como as embalagens de cereais, jornais ou normal papel para impressão.

De certo que já está identificado com as cores e o que colocar em cada um dos ecopontos. Mas, saberá aquilo que é ‘proibido’ colocar?

  • Amarelo – É imperativo evitar os garrafões de combustível, os baldes, cassetes de vídeo, canetas, cd e dvd, talheres de plástico ou de metal, rolhas de cortiça, electrodomésticos, pilhas e baterias, tachos, panelas e ferramentas.
  • Verde – Não é aconselhável depositar pratos, materiais de construção civil, vidraças, espelhos, lâmpadas, chávenas, cristais ou copos.
  • Azul – Não se pode depositar papel autocolante, plastificado ou de alumínio. Proibido também a colocação de sacos de cimento, toalhetes, fraldas, lenços de papel sujos, embalagens de cartão com gordura, papel de cozinha e guardanapos sujos, bem como as embalagens de cartão de produtos químicos.

Agora que já conhece as excepções, fique com os pequenos gestos que também facilitam todo o processo de reciclagem:

  • Escorra e lave todo o conteúdo residual das diferentes embalagens.
  • Retire as rolhas e tampas das embalagens.
  • Sempre que possível, espalme as caixas de cartão, garrafas de plástico e latas de bebidas.

Seguir estas directrizes, e estar atento às excepções, é traçar um caminho verde para um mundo melhor. Reciclar é, cada vez mais, uma obrigação de cidadania. Vamos todos fazer a nossa parte.

Veja mais informações no site da Sociedade Ponto Verde.