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A Ria Formosa – Série Reservas Naturais

Aproveitamos para adicionar mais um destino à nossa Série de Reservas Naturais Toprural, dedicando desta vez o capítulo à área protegida da Ria Formosa, que recebeu o estatuto de Parque Natural em 1987 (embora tivesse estatuto de Reserva Natural desde 1978).

A Ria é um sapal localizado no Algarve, tem uma área de mais de 18 mil hectares (estendendo-se de Loulé a Vila Real de Santo António) e atinge a sua largura máxima (6 km) perto de Faro.

Além da sua importância para a economia (devido à variedade de peixe e marisco), é uma zona riquíssima também pela sua fauna, constituindo um ponto importante de observação de aves migratórias (onde se encontram o pato-trombeteiro, o marrequinho-comum ou o maçarico-real, por exemplo). Outras espécies conhecidas são o flamingo, a águia de asa redonda, a galinhola e o guarda-rios.

Não obstante, a espécie rara e símbolo do parque é o caimão-comum, que apenas existe e se reproduz nesta região do Algarve. Outro animal com presença no Parque e em extinção na Europa é o camaleão.

No que diz respeito a lugares de interesse, destaque-se o percurso pedestre em Olhão. São cerca de 3 km ao longo dos quais é possível visitar (recomendações da APOS):

  • uma estação romana do século IV (onde existem vestígios de antigos tanques de salga de peixe)
  • um moinho de maré
  • uma barca de atum (que em tempos levava o peixe até às fábricas de conserva)
  • um observatório de aves, um aquário (anexo ao Centro de Educação Ambiental)
  • Centro de Recuperação de Aves (reabilitação de aves feridas)

Se procura turismo rural no Algarve e com enorme valor ecológico, a Ria Formosa é um destino único no país. Aproveite a sua riqueza natural e… boa viagem!

Paisagem protegida da Serra do Açor – Série Reservas Naturais

A Área Protegida da Serra do Açor foi estabelecida em 1982 com o objetivo de salvaguardar os valores naturais, científicos, recreativos e culturais inerentes. Fica no centro do país, situada entre as serras da Estrela e a da Lousã: as três serras formam uma cordilheira de granitos e xistos conhecida por Cordilheira Central, e que divide aproximadamente o território nacional a meio.

Separada da Serra da Estrela pelo vale do Rio Cava, a Serra do Açor é uma área de 33 km de comprimento por 12 de largura que nos oferece com cenários diversos, desde a Mata da Margaraça até às quedas de água de Fraga da Pena.

A serra está rodeada de História, tradições e costumes de há muito tempo. Zona fértil ideal para a agricultura, é caracterizada pelas “quelhadas” (hoje em dia abandonadas), estreitos patamares de terra arável delimitados por muros de xisto que continham a terra das águas que escorriam das vertentes.

A mata da Margaraça é uma autêntica colecção de espécies arbóreas e plantas, algumas raras no país: aqui encontram-se loureiros, azevinhos, cerejeiras-bravas, medronheiros, madressilvas, martagão, selo-de-salomão, etc.! A abundância de água da região e a consequente riqueza da vegetação possibilitam também a existência de uma fauna diversa, destacando-se o lagarto-de-água, a salamandra-de-cauda-comprida, o tritão, o javali, a coruja-do-mato, o açor, entre muitos outros.

Caso pretenda conhecer esta serra tão especial, a Toprural conta com vários alojamentos na zona.

O que fazer na Serra do Açor

Em termos de povoações a visitar, o principal destaque vai para o Piódão, uma aldeia de xisto numa das encostas da serra, e que em 2011 contava com 178 habitantes. O seu estatuto, ao nível das aldeias, é mais elevado, sendo considerada Aldeia Histórica. A população ainda se dedica à agricultura, criação de gado e, alguns, à apicultura. Os telhados típicos das casas são construídos em lajes, e as portas de madeira pintadas de azul. É conhecida por “Aldeia Presépio” devido à disposição da mesma na encosta, e também pela imagem da própria aldeia iluminada à noite. Piódão recebeu, nos anos 80, o galo de prata, conferindo-lhe assim um título de “aldeia mais típica de Portugal“.

Além do Piódão, toda a região da Cordilheira é de passeio obrigatório, sendo parte da zona das Aldeias do Xisto. Poderá assim visitar aldeias como Benfeita, Fajão, Casal Novo, Comareira, Agra Nova, entre muitas outras.

Aproveite para provar a gastronomia da região, onde se destacam os maranhos, os queijos, enchidos, feijões com couves, a broa de milho, caldudo, entre outras iguarias.

Reserva natural do Estuário do Sado – Série reservas naturais

A Reserva Natural do Estuário do Sado possui 23 mil hectares e é uma área protegida pela Península de Tróia que se formou há mais de 5.000 anos. Continue a ler e poderá saber mais sobre o que fazer no rio Sado e na sua periferia.

Este estuário a 45 kms de Lisboa foi declarado Reserva Natural por se considerar estar em perigo devido à poluição que o rodeava. Desta forma é possível manter a sua integridade botânica e faunística.

O rio Sado nasce na Serra da Vigia e percorre 180 kms, desaguando no Atlântico entre Outão e a ponta de Tróia. O estuario é uma das maiores zonas húmidas do país, motivo pelo qual é um dos lugares preferidos por diferentes espécies de aves.

Todos aqueles que ouvem falar deste lugar imediatamente se lembram dos golfinhos que se passeiam por este sitio, conhecidos como os “golfinhos do Sado” e que se podem avistar quando se efetuam passeios pelo rio.

Igualmente para os amantes da observação de pássaros, este lugar é um pequeno paraíso, pois quem tiver sorte poderá avistar cerca de 100 espécies diferentes num só dia, especialmente em sítios como a Ilha do Cavalo e o Açude da Murta.

Entre os mamíferos que habitam o rio, além do golfinho do sado, também existem ginetas, saca-rabo e lontras.

Alguns dos espaços de interesse a visitar nesta zona são as cabanas da Herdade do Pinheiro, montes e fornos romanos, o moinho da maré na Herdade da Mourisca e o porto de pesca na Carrasqueira.

Na Toprural encontrará várias casas perto das praias do Sado, caso queira conhecer esta reserva natural.

O que fazer no Rio Sado

Ao longo deste texto encontrou certamente algumas dicas que lhe permitem tomar uma decisão sobre que lugares visitar quando estiver nesta região. Contudo, não se esqueça de:

Fazer um tour de barco pelo rio para ver os golfinhos do sado. É sem dúvida uma ocasião muito especial para miúdos e graúdos poder avistar estes mamíferos tão maravilhosos.

Visitar os fornos romanos e descobrir séculos de história. Estes fornos são muito particulares e únicos em Portugal e sem dúvida uns dos mais especiais.

– Visitar o moinho da maré: é fantástico poder ver como o homem trabalhava em paz junto à natureza. Este testemunho da indústria medieval é uma oportunidade única de fazermos uma descoberta sobre as nossas raízes humanas.

Arquipélago das Berlengas – Série Reservas Naturais

arquipélago das Berlengas, situado a 16 Km de Peniche, é considerado Reserva Mundial da Biosfera pela UNESCO desde 30 de Junho de 2011.

Foto CC de jorgefteixeira

reserva natural das Berlengas foi criada dia 3 de Setembro de 1981. Mas não são apenas isto! As Berlengas são também conhecidas como sendo a primeira área protegida do mundo, desde o reinado de D. Afonso V que em carta fechada de 15 de Novembro de 1465 lhe atribuiu o estatuto de proteção integral.

Atualmente só podem entrar nas Berlengas 350 pessoas por dia, de forma a ser minimizado o impacto na natureza e no habitat das suas espécies. As espécies que habitam este arquipélago, à exceção das que são afetadas por fenómenos naturais ou de migração, estão em muito bom estado de reprodução.

Esta reserva natural possui um habitat rico em fauna e flora e é um lugar muito procurado para a observação de aves e para a prática de mergulho subaquático. É o sítio ideal para aqueles que gostam de observar grandes cardumes de peixes e explorar alguns destroços e grutas. A pesca está proibida.

Existem imensas cavernas… Como tal poderá fazer alguns passeios de barco que partem desde as Berlengas com destino a essas cavernas. Nestes passeios pode não só admirar as grutas (as rochas e formas que as compõem) como também avistar a fortaleza e se tiver oportunidade alugar um caiaque e passear pelas enseadas da Cova do Sonho e do Furado Pequeno.

Se ainda assim nenhuma destas atividades o atraem uma boa ideia é um passeio pedestre pelos trilhos existentes ou um passeio de barco onde descobrir os recantos mais especiais deste raro e precioso lugar.

Para aceder às Berlengas a partir de Peniche é preciso ter estômago, sobretudo em dias de marés fortes e muito vento. Este trajeto poderá demorar de 30 a 60 minutos mas como diz a maioria: vale a pena!

Para estar em sintonia com esta experiência, recomendamos que fique alojado numa das casas rurais próximas de Peniche. Desta forma o impacto na zona é muito menor e poderá disfrutar ao máximo da natureza.

Conselhos para visitar o arquipélago das Berlengas

– Evitar ir em Agosto porque, como sabe, é um dos meses mais complicados do ano. O facto de estar limitado a 350 pessoas por dia, dificulta o acesso a esta ilha.

– Caminhar pela ilha apenas pelos caminhos destinados a percursos pedestres.

– Visitar as grutas e as enseadas.

– Se é uma pessoa muito aventureira pode acampar na Fortaleza de São João Batista (ou das Berlengas), onde existe um espaço para tendas.

– Ter cuidado com os ninhos das gaivotas e de outras espécies de aves. Dado que não estão habituadas à presença humana podem tornar-se violentas…

Caso já tenha visitado o Arquipélago das Berlengas, pode deixar-nos a sua opinião nos comentarios em baixo.